Eu acredito em prolapso.


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Teoria :
– O prolapso da valva mitral ocorre na sístole, onde se alcança a maior diferença de pressão entre átrio e ventrículo.
– A contração ventricular traciona o anel mitral em sentido radial( Vetor de 30% da força exercida sobre o anel) e no sentido longitudinal( vetor com 70% da força exercida em repouso)
– Essa contração resulta em uma resultante de forças, dirigida ao ápice ventricular.
– Tal resultante, leva a uma deformação do anel, que pode ser mínima ou acentuada, dependendo da resistência do anel a deformação.
– Quanto menos rígido o anel (Marfan), maior será a deformação.
– A deformação acentuada do anel mitral leva ao efeito “tenda de circo”, isto é, sobra cúspide frouxa quando o círculo do anel reduz.
– A pressão alta ventricular empurra a cúspide, momentaneamente frouxa, para dentro do átrio, prolapsando-a.
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Essas valvas, sem degeneração evidente ou mega-lascínia, apresentam primeiro a deformação do anel, com redução do diâmetro e depois o prolapso resultante.
Daí, a definição do PVM no corte transversal, onde se constata a deformação do anel, ser fundamental. O corte apical pouco ajuda nos casos sem degeneração (não clássico).
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Isso explicaria a dor torácica e arritmias envolvidas (Liberação de adenosina?) e a melhora com betabloqueador.
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Mas é só uma teoria.

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