Refluxo Mitral, nem branco, nem preto. Cinza

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Reparem na figura acima que diferenças na estimativa do Rvol (Volume regurgitante) de apenas 1 ml podem desviar a conclusão para acentuada.

Alterações tão pequenas quanto 1% de fração regurgitante e 0,1cm2 na área do orifício também podem mudar o laudo e aumentar a probabilidade de intervenção.

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Como ecocardiografista, gostaria que esta precisão existisse no eco. Mas não é boa ideia acreditar.

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Fazer diagnóstico de insuficiência mitral leve é fácil.

Assim como a acentuada, normalmente associada a hipertensão pulmonar e alterações estruturais marcantes.

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Difícil é definir a moderada.

Principalmente definir que a moderada é ,na verdade, acentuada.

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É muita responsabilidade para se atribuir a medidas do PISA.

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Os melhores estudos de aplicação do PISA demonstram as dificuldades da metodologia.

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Enquanto o 3D não vem, usaremos a Vena Contracta mais 3 achados.

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Quem prefere PISA?

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http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0002914910019910?via%3Dihub

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Estudo que usaram para justificar PISA em detrimento da Vena Contracta revelou desempenho da Vena Contracta muito bom, como vemos acima.

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O próprio texto revela a falha do padrão ouro, a medida 3D, de até 5% na variação interobservador.

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Isto pode sozinho, significar que a diferença de correlação entre o PISA e a Vena Contracta com o padrão ouro pode ser menor até que a revelada na figura acima.

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Melhor para a Vena Contracta que é bem mais fácil de realizar.

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Estatística é uma ciência interessante…

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Caminho na Insuficiência Mitral ou como colocar em fluxograma uma decisão.

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2017 ACC Expert Consensus Decision Pathway on the Management of Mitral Regurgitation
A Report of the American College of Cardiology Task Force on Expert Consensus Decision Pathways
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Patrick T. O’GaraPaul A. GrayburnVinay BadhwarLuis C. AfonsoJohn D. CarrollSammy ElmariahAaron P. KithcartRick A. NishimuraThomas J. RyanAllan Schwartz and Lynne Warner Stevenson
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Detalhe do Heart Team:
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Para completar :
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Agora, ficou mais fácil conduzir um caso de insuficiência mitral???
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Ecoestresse com aparelho velho

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Aluno de João Pessoa ficou espantado com a constatação:

Não precisa de aparelho novo para realizar ecoestresse!!!

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Vai usar o Vivid 3 que já tem.

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Quando o ecocardiografista usa a avaliação da geometria, do espaço negativo, tanto faz o aparelho!

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E a bicicleta usada será uma comum horizontal de academia.

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É isso : Aparelho velho e bicicleta horizontal comum.

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Percebe porque a Echotalk nunca dará aula em simpósio satélite patrocinado por empresas ?

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Quem seria doido de patrocinar uma aula assim?

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Por que alguém saberia Strain a ponto de ensinar?

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Os leitores pedem dica de curso de Strain.

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A utopia seria pesquisar acima quem pública sobre o tema e faz pesquisas na área.

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A mais prática é procurar no país por dois tipos de professores:

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Os apaixonados por ecocardiografia e que estudam tudo que se relaciona ao método ou,

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Os pesquisadores que usam a metodologia em publicações

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Dentre os apaixonados, o professor José Castilho se destaca e colocamos como a opção mais sacramentada.

Destaque também para o Rodrigo Barreto que pode ser bom em qualquer metodologia que ele escolher.

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Dentre os pesquisadores, existem muitos, mas poucos estão disponíveis para cursos.

Na UNICAMP, dois alunos de pós graduação se destacam, Samira e Hugo, e devem aparecer nas publicações nascentes.

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Na escola EchoTalk ainda mantemos a diretriz número 1:

– Só ensinamos métodos que tenham ressarcimento. Somos um curso 90% prático.

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