Qual a renda pretendida?

Salários dos médicos na Europa

Confira os salários dos médicos em funções hospitalares com carga horária entre 35-40 horas semanais. Os valores são médias entre os profissionais iniciantes (récem-formados):

  • Malta: € 2.000,00
  • Itália: € 2.000,00 a € 2.500,00
  • Espanha: € 2.500,00
  • Portugal: € 2.746,24
  • Reino Unido: £ 2.200,00 libras (€ 2.464,26 euros)
  • Dinamarca: DKK 20.000,00 coroa dinamarquesa (€ 2.700 euros)
  • Alemanha: € 4.442,00
  • Suécia: SEK 35.000 coroa sueca (€ 3.288,00 euros)
  • Áustria: € 4.000,00
  • Irlanda: € 4.083,00
  • França: € 4.569,00
  • Suíça: CHF 6.250,00 franco suíço (€ 5.575,00 euros)
  • Bélgica: € 6.250,00
  • Holanda: € 6.300,00

Euro hoje:

De 9 mil a 28 mil reais para um recém formado na Europa.

Com os plantões e extras, em Portugal é possível ganhar mais de 15 mil por mês.

Nos EUA, 37 mil por mês é considerado um baixo salário médico

E no Brasil, quanto ganha e quanto quer ganhar?

A maioria respondeu ter ambições próximas aos rendimentos de médicos em Portugal e Espanha

A pesquisa brasileira revela que em relação a 1996, houve uma queda da expectativa do médico em relação aos ganhos.

Sua ambição por renda superior arrefeceu

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Notamos isto por outros fatores na ecocardiografia.

Recém formados, ecocardiografistas não toleram mais jornadas longas ou horários com saída imprevisível devido a encaixes e superlotação.

Parece mesmo que eles tem uma meta salarial, que atingida, já o desobriga de períodos ruins como Sábado cedo ou até Sexta a Tarde.

Sair após as 18 ou 19 horas, só se for acordado previamente.

Deve ser este fenômeno de acomodação à renda menor e obtenção de tempo livre valioso.

Interessante!!!

O que será de 2020?

1- O Strain fará parte do rol de procedimentos do SUS e será obrigatório para os convênios. Quem não têm aparelho com o software ficará de fora.

Não será um grande volume e nem mesmo um pagamento significativo mas está dentro da nova filosofia de usar a máquina de ecocardiografia o máximo possível.

2- Os serviços de ecocardiografia se espalham e o médico viaja:

A grande maioria dos médicos indicou morar e trabalhar exclusivamente na mesma cidade em que residem (72,6%). Porém, um percentual expressivo disse dividir sua jornada de trabalho entre a cidade onde residem e outra do mesmo estado (19,7%); foram poucos os que relataram trabalhar em cidade diferente da que residem, dentro (5,6%) ou fora (2,1%) do seu estado.

Então ter um aparelho portátil e se deslocar ainda tem espaço.

3- Os ecocardiografistas devem buscar a participação societária mas não devem deixar os clínicos de fora, para o volume de procedimentos ficar alto.

Do universo dos que responderam a pesquisa, 25,7% declararam ser proprietários de empresa médica, enquanto 11,1% afirmaram possuir outra fonte de renda além da Medicina. Esta porcentagem é próxima ao registrado na pesquisa anterior (Machado, 1996): 13,5%. Apesar do significativo número de empresários, a expressiva maioria dos médicos vive da condição liberal e/ou assalariada na prestação de seus serviços e tem seu sustento obtido exclusivamente da profissão que escolheu.

4- Os convênios dominam o setor privado e suas políticas vão ser cada vez menos generosas com os exames diagnósticos. Prefira as cooperativas onde o prestador de serviço é sócio do negócio.

Quanto à natureza das atividades, observou-se que o trabalho dos médicos no setor privado se realiza principalmente em instituições com convênios exclusivos com planos privados de saúde (48,2%) e na conjunção de convênio com o SUS e com os planos privados de saúde (28,7%) – situação já apontada na pesquisa prévia (Machado, 1996), embora com menor ênfase no primeiro tipo de convênio citado, que à época foi indicado por apenas 30,8% dos médicos. Isto revela a crescente dependência dos hospitais e clínicas particulares das operadoras de planos de saúde privados. As instituições exclusivamente particulares continuam sendo a terceira modalidade mais mencionada pelos médicos (12,2%), embora com tendência de declínio em relação ao estudo anterior (16,5%).

5- Os dados abaixo podem ajudar na estratégia. É sempre bom se informar sobre o mercado médico antes de investir.

2020: Ecocardiografista deve aprender o exame das Carótidas e Ecoestresse Físico

Ecocardiografista, aprenda a realizar o exame das Carótidas.

Pode ser em qualquer escola boa, pode ser com o colega radiologista, pode ser online com prática curta, só não pode passar 2020 sem aprender.

Pense na comodidade para o paciente, na triagem do risco cardiovascular de baixo custo, no uso mais intenso da sua máquina e no aproveitamento do tempo na maca.

O ecocardiografista que se recusa a aprender Ecoestresse com esforço precisa de uma análise psquiátrica.

Ele já tem tudo no seu laboratório, já tem o aparelho, o software de Ergometria, já é treinado em ecocardiografia, o software no aparelho costuma vir de graça e pode usar uma sala pequena qualquer.

Alguns locais pagam 3 vezes o valor de um Eco de repouso e dura só 15 minutos!!!

O paciente só pode agradecer. Nada de drogas, acesso venoso ou jejum.

Aprenda onde quiser, onde puder. Mas não passe o ano de 2020 sem ele.

As cinco melhores notícias de 2019

1- Gestão do Marcelo no DIC ampliou os horizontes do departamento para a América Latina com foco na ecocardiografia em português, espanhol e inglês.(Sim, é repetida em relação ao ano anterior pois é verdade, de novo)

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2- Ultra portáteis foram para emergência ou unidades com pacientes críticos, deixando para a ecocardigrafia as evoluções e ajustes finos de diagnósticos

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3- O Strain é uma realidade, iniciada no acompanhamento de Quimioterapia, avançando para Válvulas, Diástole e Átrio Esquerdo

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4- O Ecoestresse com esforço físico é o método dominante. O exame farmacológico virou uma prática de risco em pacientes aptos ao exercício.

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5- As fábricas pequenas não evoluíram ou foram compradas por grandes corporações e nada mudou no mercado de máquinas.

PVM: De volta ao cenário de risco

http://www.onlinejacc.org/content/62/3/222

Conclusions The authors describe a “malignant” subset of patients with MVP who experienced life-threatening ventricular arrhythmias. This phenotype is characterized by bileaflet MVP, female sex, and frequent complex ventricular ectopic activity, including premature ventricular contractions of the outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin.

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Conclusions

In this young cohort of survivors with documented OHCA( out-of-hospital cardiac arrest ), we identified a potentially “malignant” MVP–ventricular arrhythmia phenotype. It is characterized by young women with bileaflet MVP, biphasic or inverted T waves in the inferior leads, and frequent complex ventricular ectopic activity with documented ventricular bigeminy or VT as well as PVC configurations of outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin. A new approach to prospectively identify this “malignant” subset of patients is warranted.

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Estes casos estão nos laboratórios de ecocardiografia de todo o mundo, sem uma aprofundação na investigação.

Acaba o EuroEcho mas continua o DIC 20

Pessoal, bom dia, ocongresso foi muito legal, número grande de delegados brasileiros, aulas, apresentações de posters, posters comentados, discutidas, reunião com os delegados de todas as sociedades. Com o Board da EACVI, encontro com o board da ASE,Ecosiac, Panpacifico, Arábia Saudita, Japão, Kotea, encontramos muitos amigos, estreitamos laços, fizemos novos laços de amizade, Brasil muito querido e com posicionamento internacional

Marcelo Campos Vieira

TAVR: Quanto mais, menos.

https://jamanetwork.com/journals/jamacardiology/fullarticle/2626681

Conclusions and Relevance  We report for the first time, to our knowledge, an inverse association between hospital TAVR volume and 30-day readmissions. Lower readmission at higher-volume hospitals was associated with significantly lower cost to the health care system.

Começam a surgir os artigos que avaliam redução de custos com a TAVR.

Com este caminho, não há volta!