3D, 4D, PARA QUÊ???


Agora vai?
O assunto atual é ecocardiograma 3D.
A reconstrução 3D já existe há anos, cheguei a treinar a técnica em 2000. A obstetrícia foi a primeira a ver utilidade na metodologia. E por muitos anos foi a única!
Uma visão tridimensional, mesmo em tempo real, interessa mais na avaliação pré intervenção cirúrgica. Tumores, por exemplo, precisam de uma definição espacial precisa para orientar o cirurgião.
Todos sabem que a cardiologia carece de tumores, raros e complicados.
O que interessa na clínica cardiológica é a avaliação funcional, quando voamos para definição espacial somos facilmente superados pela ressonância e Tomografia.
Uma lida rápida nas diretrizes de cardiologia mostra claramente a opção por avaliação funcional.
Adoramos fazer diagnóstico, por exemplo, de hipertrofia septal assimétrica. Medimos o septo, gradiente de repouso, gradiente de esforço, volume do átrio esquerdo…
O que diz a diretriz? Intervenção apenas se for classe III ou IV.
Não sou contra a nova tecnologia, apenas me preocupo com a direção errada.
abraço

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