
https://doi.org/10.1080/21681163.2022.2113825
A doença cardiovascular aterosclerótica é a principal causa de morte no mundo. A avaliação ultrassonográfica da espessura íntima -média da carótida (EIMC) é um método rápido e não invasivo, amplamente utilizado para estimar o risco cardiovascular. No entanto, a avaliação da espessura da subcamada íntima da carótida (EIC), menos espessa, é considerada um marcador mais preciso de aterosclerose e risco cardiovascular adverso do que a EIMC. Até o momento, a avaliação da EIC é realizada por meio de medidas manuais em imagens da parede da carótida , geralmente obtidas com transdutores de alta frequência (22 MHz-25 MHz). Com base em técnicas de morfologia matemática, desenvolvemos um método totalmente automatizado para medir a espessura da EIC. Os valores gerados pelo método automático foram comparados aos valores médios obtidos por meio de medidas manuais realizadas por dois especialistas, que avaliaram 120 imagens de alta resolução da carótida de 80 indivíduos. As imagens da carótida foram obtidas com um transdutor de ultrassom de 10 MHz, facilmente disponível na prática clínica. As medidas de EIC obtidas pelos métodos automático e manual apresentaram uma correlação particularmente boa ( r = 0,82). Este resultado é bastante significativo, considerando a complexidade de extrair uma medida tão tênue em imagens de ultrassom que podem ser facilmente obtidas em ambientes clínicos de rotina.

