Ressincronização: nem modo-M, nem Simpson.

Quando testamos através da fração de ejeção a eficácia da ressincronização ventricular, cometemos um engano.
Mesmo o Simpson, mas ainda mais o modo-M, representam um instante fotográfico da sístole e diástole.
Com a assincronia do BRE, esse momento não registrará o volume ejetado de fato.
Com a ressincronização, a foto registrará o momento de menor volume e o de maior volume ventricular, dando a incompleta interpretação de melhora.
Apenas o cálculo do volume ejetado do VE deve ser usado, com base no VTI da via de saída e sua área. Pois ele independe do exato instante da contração, representa a ejeção claramente.
Com o volume ejetado, é só fazer o cálculo do volume diastólico final ao 4 e 2 câmaras para calcular a fração de ejeção e sua “possível” melhora.

Ressincronização: Verdades e mentiras



Relationship Between Intraventricular Cardiac Asynchrony and Degree of Systolic Dysfunction

Journal of the American Society of Echocardiography

Volume 21(3), March 2008, p 214–218

Objectives: Cardiac asynchrony is an area of study becoming more relevant in the evaluation and management of heart failure. Our aim was to determine the prevalence of cardiac asynchrony by Doppler echocardiography and to evaluate its relationship with the degree of left ventricular (LV) systolic dysfunction.

METHODS: A total of 316 consecutive patients with LV ejection fraction less than 40% were enrolled. We divided them into 3 groups according to the degree of LV dysfunction: 31% to 40%, 21% to 30%, and less than 20%. Intraventricular asynchrony was evaluated using two methods: (1) measurement of the septal to posterior wall-motion delay (cut-off point 130 milliseconds); and (2) measurement of the difference between time from Q wave to LV ejection end, and the time from Q wave to the end of the systolic wave of the most delayed basal segment by Doppler tissue imaging (ejection- Doppler tissue imaging time; cut-off point 50 milliseconds).

RESULTS: Mean age was 62.14 ± 13.5 years (75.7% men). No differences were found among clinical electrical and echocardiographic variables among the groups. Furthermore, no relationship was found between the existence of intraventricular cardiac asynchrony and the degree of LV systolic dysfunction. These were similar in patients with ischemic dilated cardiomyopathy and nonischemic dilated cardiomyopathy.

The degree of LV systolic dysfunction and its origin are not related to the presence of cardiac asynchrony. A specific echocardiographic Doppler study must always be performed to assess the existence of cardiac asynchrony in those who are candidates to resynchronization therapy.<span

Atração (?!?) do DEPECO 2008


Sessão “Você é o Cirurgião”
Descrição

Demonstração prática com dissecção em coração de porco, orientada por cirurgiões cardíacos. Esta atividade visa a compreensão da anatomia ecocardiografica e das principais técnicas cirúrgicas. Será dada ênfase nas valvopatias e circulação venosa coronariana (colocação de eletrodo de marcapasso para ressincronização venticular).

30 Vagas cada Sessão