A Diástole do idoso e o carimbador maluco!

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Conheço um serviço onde qualquer paciente acima de 70 anos ganha o diagnóstico de disfunção diastólica ao entrar na sala de exame.
Como se fosse um carimbo pronto para o idoso: Disfunção Diastólica!
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Como envelhecer não é uma doença, a recomendação européia é assim:
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Notem que acima de 70 anos tudo pode ser normal.
A medida da onda e´muda completamente por esclerose do anel e mudanças estruturais no ventrículo esquerdo.
A maioria dos indivíduos acima de 70 anos são assim, com diástole menos passiva e mais dependente do átrio esquerdo.
E são normais!!!
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4 comentários em “A Diástole do idoso e o carimbador maluco!”

  • Ok! Mas seguindo este preceito, os idosos que tem E/A e e e´/a´ maior que 1 são super-homens?
    Além disso, se estas alterações são consideradas normais da idade, não teriamos que deixar de considerar a idade como fator de risco cardiovascular? O que acha?
    Calcificação anel mitral, enchimento ve dependente da contração atrial são achados comuns, porem sinais de alteração do padrão normal.

  • Quando faço as carótidas de um senhor de 90 anos sem placas ou espessamente devo considerá-lo um super-homem? Certamente não, representa uma pequena parcela de indivíduos sem os sinais de envelhecimento vascular. A idade é um fator de risco não modificável como o sexo, bem diferente de marcadores substitutivos de risco cardiovascular. Mas sua dúvida envolve a discussão do que é envelhecimento, pois envelhecer não é patológico. Mas marcadores substitutivos de risco cardiovascular só podem ser usados quando se comprova o valor prognóstico na faixa etária de estudo. O que não existe nos pacientes idosos.

  • Mas o consenso acima informa que esses valores < 1 podem ser normais acima de 60 NA AUSENCIA DE DOENCA CARDIOVASCULAR,coisa rara encontrar esse caso(principalmente acima de 70).Além disso, a maioria das solicitações médicas não informa a clinica. Caso discutível.

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