Falta prática na prova do título

Todos os anos a história se repete

Não temos professores suficientes para as provas práticas!

E os alunos entram em desespero para cumprirem as datas.

.

É obrigação do DIC facilitar o acesso do ecocardiografista, não o contrário.

.

Voltamos ao velho ponto:

Interessa aos diretores do DIC dificultar a obtenção do título ou é só falta de capacidade para administrar a demanda?

.

Uma diretriz esquisita (não no sentido em espanhol)

1a

2D

Valores normais

Baseados em dados de estudos que vão de 1988 a 2009. (Nada mudou no Eco em 20 anos?)

.

Referências

Rietzschel ER, De Buyzere ML, Bekaert S, Segers P, De Bacquer D, Cooman L, et al. Rationale, design, methods and baseline characteristics of the Asklepios Study. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil 2007;14:179-91. 8. Kuznetsova T, Herbots L, Lopez B, Jin Y, Richart T, Thijs L, et al. Prevalence of left ventricular diastolic dysfunction in a general population. Circ Heart Fail 2009;2:105-12. 9. Friedman GD, Cutter GR, Donahue RP, Hughes GH, Hulley SB, Jacobs DR Jr, et al. CARDIA: study design, recruitment, and some characteristics of the examined subjects. J Clin Epidemiol 1988;41: 1105-16. 10.

.

Quem tem 3D faz o exame e usa a tabela moderna.

Quem só tem 2D vai de Simpson e usa uma tabela pré-histórica.

.

Só são normais de coração quem não apresentar os fatores de exclusão abaixo:

Systolic blood pressure > 140 mm Hg, diastolic blood pressure > 80 mm Hg, history of drug-treated hypertension, diagnosis of diabetes, impaired fasting glucose > 100 mg/dL, body mass index > 30 kg/ m2 , creatinine > 1.3 mg/dL, estimated glomerular filtration rate < 60 mL/min/1.73 m2 , total cholesterol > 240 mg/dL, low-density lipoprotein cholesterol > 130 mg/dL, and total triglycerides > 150 mg/dL.

.

Esses critérios, aplicados a humanos  ocidentais, excluem a maior parte dos adultos!

.

Qual a relação do Triglicérides acima de 150 com as medidas cardíacas?

.

Como tudo deve ser indexado pela superfície corporal, a idade não importa?

.

Desafios do 2D que perdem a graça com o 3D.

CC04G

A válvula parece abrir menos. Abre menos porque têm espessamento e limitação ou porque mudou o VTI?

.

http://www.3dechows.com/case4.html

.

Mais um caso do Dr Badano demonstrando que o mundo do eco 3D é superior a qualquer Ressonância.

.

Interessante notar que a válvula aórtica abre pouco e a pergunta que fica é:

– A presença de uma estenose subvalvar alterando a velocidade valvar pode influenciar a percepção de abertura?

.

Por que uma válvula abre?

Por diferença de pressão entre câmaras cardíacas ou pelo volume ejetado?

.

Fluxo= VTI x Área

Com a estenose da membrana subaórtica, o VTI pré valvar aumenta consideravelmente. Para um mesmo fluxo, a área valvar pode ser pequena.

.

Uma diretriz na indecisão

1a
.
A ditetriz não menciona o Modo M anatômico, que zera o erro de ângulo mencionado e mantém a definição temporal da medida(Não a resolução de imagem).
A tecnologia existe desde 2004 pelo menos, deveria ser mencionada e justificar o não uso.
.
Medidas no 2D exigem ECG ligado, algo comum nos EUA, mas não nos nossos.
.

Quando o Eco deve ser feito na primeira hora? Diferença entre urgência e Morfo-funcional.

a-lanterna-na-popa-memorias-roberto-campos-vol-unico-19655-MLB20174237814_102014-F

.

Quando falamos em ecocardiograma na mão de clínicos com treinamento mínimo, alguns ecocardiografistas chegam a apresentar infra do ST no eletrocardiograma!!!

Tudo bem , então.

Qual deles aceita ficar de plantão presencial no pronto socorro ou UTI?

E o custo desse plantão para o sistema de saúde?

.

Não temos dinheiro nem ecocardiografistas experientes para a missão.

Podemos fechar os olhos e deixar que a Tomografia e RM ocupem o espaço da urgência…

Só não vale reclamar da desvalorização do método!

.

In cases of acute chest pain, the authors recommend echocardiography be used when:

  • Myocardial ischemia is suspected with cardiac necrosis biomarkers and non-diagnostic echocardiogram, and a resting echocardiogram can be performed during pain;
  • Underlying cardiac disease is present;
  • Patient has hemodynamic instability that doesn’t respond to simple therapy; or
  • Acute aortic syndromes, myocarditis, pericarditis or pulmonary embolism are suspected.

http://www.cardiovascularbusiness.com/topics/imaging/acute-care-echocardiography-guidelines-offer-clarifying-insights

.

they recommended two levels of additional competence with echocardiography in the emergency department—independent and expert operator levels —to ensure the best use of the varying echocardiographic techniques in the fast-paced acute care setting.