Pergunta do dia : A diástole é o HDL da ecocardiografia?


Após inúmeras discussões, será que a análise da diástole ao ecocardiograma ficará no mesmo plano do HDL na coronariopatia?

Isto é, todo mundo sabe que é importante mas a clinica não encontra uso para a análise?

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Fiquei com essa dúvida ao escrever um laudo com diástole indeterminada, como manda a diretriz.

Ajudei o colega cardiologista?

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Dá vontade de só estimar cuidadosamente o volume do átrio esquerdo e nao perder tempo com as dezenas de índices tabelados acima…

8 comentários em “Pergunta do dia : A diástole é o HDL da ecocardiografia?

  • Concordo com sua opinião prof Roberto! Como laudar função diastólica normal quando temos apenas volume atrial aumentado sem outras causas aparentes? Acredito que essa nova diretriz complicou um pouco nossa rotina …

  • Caro José Roberto. Muito me espantei com o guideline. Depois de muito pensar cheguei a uma conclusão: esqueceram de dizer o mais simples para os pacientes com FE normal: onda E e relação E/A.
    Veja como interpreto:
    Pacientes com ou sem cardiopatia conhecida: E <50 cm/s + E/A <0,8 + e' 50 cm/s e E/A 10 e >7 cm/s = normal. Se 14, volume AE >34 ml/m2 e refluxo tricúspide >2,8 m/s. Se maior = Grau 2, se menor Grau 1.
    Se E/A entre 0,8 e 2 verificar e’, E/e’, volume AE e velocidade de refluxo tricúspide. Em pacientes com cardiopatia, se >50% negativo = Grau 1, se >50% positivo = Grau 2. Se meio a meio = indeterminado (são poucos, garanto).
    Se E/A >2 Grau 3 (mas sempre verificando e’, por causa da faixa etária).
    Estou fazendo uma reclassificação de antigos Grau 1 e 32% migraram para normal, 49% permaneceram Grau 1, 11% foram para Grau 2 e 8% indeterminados (mas sem verificar, ainda, Valsalva, relação S/D da veia pulmonar, TRIV e duração A – duração reverso atrial. Estou nessa fase). N= 182 pacientes.
    Abraço.

  • Bom dia pessoal! muitas duvidas com relação a nova diastole..gostaria de saber se essa “cardiopatia” que se fala nessa diástole entra hipertrofia ventricular esquerda, pois os pacientes seriam classificados para Tabela 2 do artigo, e automaticamente seriam no minimo Grau I de disfunção. As vezes ja encontrei casos de pacientes com FE/VE normal, HVE importante e diastole normal? estranho..como vcs analisam isso?

    • Olá Fábio, qualquer anormalidade anatômica significativa indica alteração da diástole, mesmo com parâmetros de Doppler normais. Nesses casos, para não induzir ao erro, precisa escrever bastante no laudo.

  • Há casos também que encontro GRAU II de disfunção diastólica em paciente com FE/VE normal..acho complicado isso..pela nova classificação isso pode acontecer..

  • Acho que ficou a faltar a valsalva nas guidelines. Utilizo-a várias vezes e é a “prova dos nove” em muitos dos exames.

    Relativamente ao termo “indeterminado”… não utilizo mesmo quando bate com os critérios das guidelines para assim definir a função diastólica. Utilizo o “parâmetros sugestivos de pressões de enchimento dentro da normalidade” se E/e’ e volume de AE normais. Se estes não estão normais… algo se passa com a diástole com toda a certeza.

    Até agora tem corrido bem.

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