Estenose aórtica acentuada


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Para Estenose Aórtica, a Europa considera a área < 1,0cm2 ou 0,6 cm2/m2. Com a ressalva de gradiente médio acima de 50 mmhg para pacientes com débito mantido.
Avaliação racional e minimizada, levando a fácil reconhecimento da estenose acentuada.
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Calcular a área pela equação de continuidade exige perícia e boas imagens. A via de saída não é um círculo, prefiro medir a área diretamente no corte transversal a medir o diâmetro no corte longitudinal.
O gradiente médio só pode ser levado em conta para frequências abaixo de 100 bpm, preferencialmente 80 bpm.
Gosto de analizar o envelope de Doppler e o tempo para a aceleração máxima em relação ao tempo de ejeção. Também levo em consideração a espessura aumentada do VE, presente na estenose acentuada.

Mínima, leve e moderada = Não acentuada


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É interessante notar, (apesar dos laudos com mínimo, discreto, leve, moderada), que os clínico só querem saber se é acentuada ou não a disfunção valvar.
No guideline europeu em post abaixo, só pode ser definitivamente acentuada a insuficiência aórtica com Vena Contracta maior 0,6 cm ou refluxo que ocupa mais de 65% da via de saída do VE.
PHT < 200ms ou refluxo holo-diastólico na aorta descendente apenas reforçam a suspeita.
Não deixa de ser uma forma prática de classificação.
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Gosto muito do volume do ventrículo esquerdo e principalmente do refluxo na aorta descendente.
Havendo refluxo acentuado, o VE obrigatoriamente será 20 – 40% maior.
Já o refluxo na aorta descendente usa a hemodinâmica perfeitamente:
Para uma mesma área e com o mesmo ângulo de Doppler, o que voltar só pode ser o refluxo!
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Agora usar o color para medidas de área e Vena contracta impôe uma regulagem perfeita do Color Doppler, algo que poucos fazem.
Nossos aparelhos japonezes na UNICAMP tem uma regulagem de fábrica do color que é catastrófica! Canso de ver os residentes superestimarem os refluxo por um color inadequado.