O Ecocardiograma na pesquisa nacional nos Arquivos.

O Papel dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia em uma Nova Era da
Imagem Cardiovascular Não Invasiva

Carlos E. Rochitte

Entre as modalidades mais tradicionais, a ecocardiografia apresentou significante desenvolvimento, com aparecimento de novas técnicas, como a ecocardiografia 3D, a técnica de doppler tecidual, e mais recentemente, o “speckle tracking”. Experientes investigadores dessas áreas têm refinado o uso dessas técnicas permitindo diagnósticos novos e mais precisos e com novos impactos no prognóstico do paciente. Pesquisadores nacionais, com a nossa habitual criatividade, têm surpreendido com investigações de impacto na área e sobre assuntos de grande relevância. De forma original, a deposição de gordura epicárdica foi investigada pela ecocardiografia2. O valor prognóstico da ecocardiografia de estresse com dipiridamol em mulheres foi também demonstrado em publicação nos ABC 3. A disfunção diastólica, terreno de indiscutível domínio da ecocardiografia, foi avaliada em detalhes em pacientes com doença renal crônica por Barberato e cols.4. Na rejeição após transplante cardíaco, o doppler tecidual mostrou valor5. No remodelamento reverso após terapia de ressincronização, as ecocardiografias bidimensional e tridimensional mostraram-se úteis6. Essa pequena amostra de artigos de ponta publicados emABC encontra-se também alinhada com importantes revistas de ecocardiografia mundial7,8.

2. Mustelier JV, Rego JO, Gonzalez AG, Sarmiento JC, Riveron BV.

Echocardiographic parameters of epicardial fat deposition and its relation

to coronary artery disease. Arq Bras Cardiol. 2011;97(2):122-9.

3. Almeida MC, Markman Filho B. Prognostic value of dipyridamole stress

echocardiography in women. Arq Bras Cardiol. 2011;96(1):31-7.

4. Barberato SH, Bucharles SG, Sousa AM, Costantini CO, Costantini CR,

Pecoits-Filho R. [Prevalence and prognostic impact of diastolic dysfunction

in patients with chronic kidney disease on hemodialysis]. Arq Bras Cardiol.

2010;94(4):457-62.

5. Resende MV, Vieira ML, Bacal F, Andrade JL, Stolf NA, Bocchi EA. Tissue

doppler echocardiography in the diagnosis of heart transplantation rejection.

Arq Bras Cardiol. 2011;97(1):8-16.

6. Hotta VT, Martinelli Filho M, Mady C, Mathias W Jr, Vieira ML. Comparison

between 2D and 3D echocardiography in the evaluation of reverse

remodeling after CRT. Arq Bras Cardiol. 2011;97(2):111-21.

Risco de AVC:Melhor saber a HBgli do que o tamanho do átrio esquerdo

Incremental Value of Biochemical and Echocardiographic Measures in Prediction of Ischemic Stroke
The Strong Heart Study

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Conclusions—In this cohort at high cardiometabolic risk, HbA1c emerged as the foremost predictor of ischemic stroke when added to traditional risk factors, affording substantially improved discrimination, with a more modest contribution for left atrial diameter.
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Interessante comparar um achado anatômico com outro metabólico para testar o valor preditivo.
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O resultado, porém, nada significa na prática. E os dois devem ser feitos no paciente de risco.
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O AE medido no diâmetro é uma das avaliações mais criticadas da histório da ecocardiografia e deveria ser abolida dos exames.
Têm que fazer o volume indexado do AE e aí sim, usar a informação.
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Errata: Escola ECOR é "hands on".

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Ao citar escolas com métodos práticos de ensino de ecocardiografia, o blog EchoTalk tem seguidamente omitido a Escola ECOR no Rio de Janeiro.
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Nada mais injusto. A ECOR forma alunos em ecocardiografia há mais tempo do que eu faço eco e quem acompanha o blog sabe da admiração nutrida pelo Prof. Morcerf.
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Deve ter sido o esquecimento dado a quem já não entra mais em disputas pois o seu primeiro lugar já está garantido!
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Onde existe doença arterial, existe risco cardiovascular elevado.

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Calcified Atherosclerosis in Different Vascular Beds and the Risk of Mortality
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Methods and Results—A total of 4544 patients underwent computed tomography scans that were interrogated for calcium in different vascular beds. Mortality assessment was conducted by death certificate adjudication. At baseline, the mean age was 56.8 years, and 43% were female. After an average of 7.8 years, there were 163 deaths. With full adjustment, the presence of calcium in the thoracic aorta (hazard ratio [HR], 2.1; 95% confidence interval [CI], 1.2–3.5), carotids (HR, 1.60; CI, 1.1–2.5), and iliac (HR, 1.67; CI, 1.0–2.9) arteries were associated with total mortality, whereas the presence of coronary calcium was associated with cardiovascular disease (CVD) mortality (HR, 3.4; CI, 0.8–10.9). For severity of calcium burden, a 1-SD increment in the iliac arteries was the strongest predictor for all types of mortality. C-statistics were not significantly larger when noncoronary vascular beds were added to models with CVD risk factors or CVD risk factors plus coronary artery calcium.
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In conclusion, the results of this study indicate that higher levels of calcium in different vascular beds are associated not only with CVD mortality but also with non-CVD and total mortality. Moreover, the location of the arterial calcification appears to be relevant to the strength of the association with mortality, and the CVD risk factors appear to mediate some of this association. Notably, there are current recommendations and guidelines for the use of CAC in the CVD risk stratification.24 Given the results of the current study, future research is warranted to determine whether current recommendations on CAC measurements should be expanded to include calcium in other vascular beds..
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Estudo demonstra que ter Cálcio em qualquer artéria implica em complicações cardiovasculares.
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Assim como a IMT da artéria femural, Cálcio nas Ilíacas oferece risco aumentado.
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Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology.2012; 32: 140-146
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Prova do título de Ecocardiografia de 2012 e o ex-presidente Pena.

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O ano de 2012 marcará a mudança de formato da prova do título, na parte teórica.
Talvez o formato seja mantido, mas os responsáveis diretos serão profissionais da área de concursos e provas.
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Uma abordagem profissional do problema sempre foi um pedido dos candidatos e do blog.
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A presidência anterior, do José Luiz Barros Pena, foi melhor que a encomenda.
Realizou os 2 melhores congressos DIC da história, facilitou a prova do título de maneira racional na segunda oportunidade que teve e ainda profissionalizou a avaliação para este ano.
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Como ninguém faz um bom trabalho sozinho, abaixo constam os nomes que colaboraram para o sucesso da presidência anterior.
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Só estou curioso por mais detalhes da nova prova!
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Preparatório é na ECOPE

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Este ano não faremos o curso de preparação para a prova. Não é a praia da EchoTalk. Falando em praia…
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Recomendamos o curso da ECOPE, do Prof. Castilho, para os candidatos que precisam de uma revisão bem feita.
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Para facilitar, demonstramos o baixo preço da passagem!
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Melhor ainda, vá com antecedência e esfrie a cabeça em Porto de Galinhas!
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RM para todos com dor torácica? Não, chamem o médico.

Provider-Directed Imaging Stress Testing Reduces Health-Care Expenditures in Lower-Risk Chest Pain Patients Presenting to the Emergency Department
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Conclusions—In patients with lower-risk chest pain receiving ED-directed OU care, the ability of a physician to select a cardiac stress imaging modality (including echocardiography, CMR, or radionuclide testing) was more cost effective than a pathway that mandates a CMR stress test. Contrary to prior observations in individuals with intermediate to high-risk chest pain, in those with lower risk chest pain, these results highlight the importance of physician-related choices during ACS diagnostic protocols.
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Mais um estudo demonstra que fazer RM em todos os pacientes não substitui o clínico.
Para o paciente, que é quem importa, a avaliação do médico determina a melhor abordagem na síndrome coronária de baixo risco.
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2012: O ano de estudar e evoluir na ecocardiografia.

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Pesquisa do blog mostra disposição exemplar dos leitores!
Todos querem aprender, de 1 a 4 métodos.
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Eco de esforço sai na frente na preferência, mas Doppler de Carótidas, Strain Rate e 3D fazem parte das ambições.
Só as “mico”bolhas patinam por uma falta de visão do mercado dos fabricantes e divulgadores.
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A concorrência amiga da ECOPE vai ler isso e garanto que já irá oferecer vagas para todas as modalidades!!! rsrsrs
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Nós também vamos ajudar os ecocardiografistas que não querem ficar parados.
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Em 2012, está na hora de fazer poeira e nem pensar em ficar parado.
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TROCA VALVAR AÓRTICA SEM TORACOTOMIA

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AQUI
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A troca valvar aórtica por cateter avança em suas recomendações e, estranhamente, tende a usar outros métodos de imagem que o ecocardiograma.
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Mas ainda dá tempo de reagir.
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