Espessura da Carótida e outros marcadores substitutos

A medida da espessura da camada íntima-média da carótida não pode ser tomada como a medida direta da doença arterial. Mas entre os marcadores substitutos, guarda a mais forte correlação com a doença Aterosclerose.

O brilhante artigo desse LINK alerta para a falha dos marcadores substitutos em diversos estudos nas mais variadas doenças. A espessura da carótida não pode receber as críticas do artigo por ser um exame de imagem muito mais relacionado a fisiopatologia do que outros marcadores, como a hemoglobina glicada. Apoiamos no entanto, a busca sempre de marcadores confiáveis como mortalidade, infarto e AVC. Enquanto eles não ocorrem em números absolutos analisáveis, vamos de IMT mesmo!

4 comentários em “Espessura da Carótida e outros marcadores substitutos

  • Em artigo recente publicado no JAMA (2012; 308: 788-795), analisou-se a ocorrencia de DAC e eventos cardiovasculares em 1330 pctes com EF intermediario com tempo de seguimento de + de 7anos. Entre os preditores de eventos, o IMT não demonstrou ser fator independente da ocorrencia de DAC. Se sairam melhor: escore de calcio, hist. familiar e PCR.

  • Guilherme, talvez o poder de estratificação do IMT possa estar na avaliação da carótida interna e não na carótida comum como fazemos hoje. Artigo publicado no NEJM em 2011 (Carotid-Wall Intima–Media Thickness and Cardiovascular Events – N Engl J Med 2011; 365:213-221) tambem demonstrou que a IMT da carotida comum não tinha efeito aditivo na estratificação de Framingham, diferente/e do que ocorreu com o ramo interno

  • Também li esse artigo, mas me parece difícil entender um segmentação tão específica em uma doença, por definição, difusa.
    Atualmente estou na fase de coleta de dados em um estudo de determinação exatamente de risco e IMT com alguns parâmetros adicionais, ainda inéditos.
    Análises preliminares parecem corroborar a importância do método nas localizações clássicas.
    Vamos ver…
    Abraço!

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