Envelhecer não é adoecer

AQUI COMPLETO

.

1a

 

Results

We found a modest decrease in RVIT dimensions (P < 0.05), but increase in RVOT dimensions with advancing age (P < 0.05). A small decrease in RVOT fs with age was also found (P < 0.05). Estimated pulmonary pressures and pulmonary vascular resistance increased (P < 0.001) as did RVOT wall thickness (P < 0.001), but RV diastolic function was not altered (P < 0.001) with age. Despite correction for the BSA, males showed larger RVIT dimensions (P < 0.001 for both), but RVOT end-diastolic dimension was larger in females (P < 0.05). RVIT and RVOT fractional shortening were increased in females (P < 0.01 for both).

.

Conclusion

In a cohort of normal individuals, age has significant impact on right ventricular structure and function, inlet area falls and outflow tract dimensions increase and fractional shortening also increase in females. In addition, RV outflow tract wall thickens significantly and Doppler markers of pulmonary vascular resistance show a consistent rise. The age-related changes should carefully be considered when commenting on normality and when using absolute values.

.

Vemos frequentemente laudos patológicos e conclusões com cinco ou mais linhas, em pacientes acima de 65 anos.

Muitos dos achados são comuns na faixa etária e não deveriam ser abordados na conclusão.

Envelhecer não é uma condenação certa à doença. O laudo de ecocardiografia deve respeitar a fisiologia e não assustar pacientes e médicos solicitantes!

2 comentários em “Envelhecer não é adoecer

  • Caro professor:
    Concordo que a utilização do método e os laudos de 5 linhas para valorizar a “hiperdiagnosticalização” e criação de doença onde não há, é frequente.
    Porém, tenhamos como exemplo: Pcte masc, 66 anos, HAS estagio 1, controlada, sem lesões de órgãos-alvo. Eco: alteração do relaxamento. Conclusão: normal para a idade, dentro da normalidade para a faixa etária, achados compatíveis com faixa etária, etc…
    Agora tenhamos o mesmo paciente com eco completamente normal. Na conclusão, levando em conta o mesmo raciocínio, ele deve ser anormal para a faixa etária?
    Claro que é uma questão de semântica, e que nada de diferente será feito para os dois pacientes, nem que o prognóstico será diferente somente por isso, mas essa nomenclatura é no mínimo estranha… na minha humilde opinião.

    • Caro Fábio, realmente alguns conflitos surgem quando se adota o lema “comum na faixa etária”. Seria o incomum patológico? Penso mais facilmente usando o exemplo das carótidas em idosos. Apesar de se comum encontrar placas bulbares rasas após os 65 anos, faço exames em pacientes de 90 anos sem placas ou espessamento! São os super normais.

Deixe uma resposta