A lição do laudo “Delboni” de 2000

No início dos anos 2000, trabalhava na unidade da avenida Brasil e fui convidado a contribuir com o laudo padrão das dezenas de unidades da rede.

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Nosso grupo escreveu e revisou todos as possíveis variações de um laudo com frases prontas.

As frases prontas ajudam a evitar erros de digitação e mantem uma linha geral nos laudos.

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Após a conclusão, atravessamos a rua para conversar com um famoso advogado que dava assessoria a ministros, milionários e a empresa.

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Os conselhos jurídicos dele valem para sempre:

1- A conclusão é a única leitura obrigatória. O médico não especialista em imagens sempre deve ler a conclusão, sem a obrigação de ler o texto amplo.

2- A conclusão precisa ser curta, não deve repetir partes extensas do texto, nem ter itens em número elevado. Ideal ter no máximo 3 linhas de afirmações técnicas.

3- Uma conclusão com muitos itens confunde o médico, que pode ler rapidamente e não valorizar achados mais importantes.

4- Em casos muito complexos, em que a conclusão exige muitos itens, o que é raro, coloque os itens em ordem decrescente de gravidade.

Por exemplo: 1- Trombo no ventrículo esquerdo 2- Hipertensão pulmonar acentuada 3- Disfunção segmentar leve 4- Insuficiência Mitral moderada

5- Um item do texto que necessite de leitura em separada, escreva na conclusão, por exemplo: 1- Sugestivo de vegetação na Mitral ( Veja a obs 1 no texto)

6- Achados leves e frequentes como insuficiência Trícuspide leve, insuficiência Pulmonar leve e achados com baixo impacto ou nenhum impacto prognóstico, não entram na conclusão.

7- O laudo precisa ser técnico. As afirmações devem ser baseadas em conceitos de ampla aceitação na cardiologia.

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Tentamos seguir estas regras até hoje em nossos serviços em Campinas e região.

Evitamos laudos “Djavan”, com a descrição de “sinais” de algum achados. Achados existem ou não.

Usamos dilatação para câmaras, ao invés de aumento.

Pense sempre que você é o clínico que vai receber o laudo e quer ser ajudado, não confundido.

Um Mitraclip sobre pressão

Paciente de 60 anos, masculino, era sintomático por insuficiência Mitral por frouxidão de cordoalhas.

O tratamento com Mitraclip diminuiu o refluxo para leve mas o descontrole da pressão arterial, visto ao ecocardiograma, prejudica o efeito da intervenção ao trabalhar com pressão sistólica ventricular acima de 140 mmHg.

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Uma das várias situações em que o ecocardiograma de repouso e transtorácico, pode ajudar o clínico a entender a patologia e sua dinâmica.

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Mais que uma arte, o exame é uma ferramente de evolução no tratamento de patologias cardíacas.

IA de imagem ao Eco = ICFEP

https://doi.org/10.1016/j.echo.2025.03.016

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An AI model to detect HFpEF from handheld US videoclips would facilitate a diagnosis that is often clinically challenging

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Prediction metrics were compared: with TTE sensitivity was 89%, specificity 94%, positive predictive value 89%, and negative predictive value 94%; with handheld US, results were 89%, 87%, 80% and 93%, respectively.

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Plano AV

Aperte o transdutor que o ápice sumiu.

The first indication suggesting agenesis during examination
relates to image acquisition in nonstandard positions due to
abnormal cardiac positioning (Figures 2A and 2B). In the long
parasternal plane, the apex deviates posteriorly, revealing
a large segment of the RV, creating an impression of cavity
enlargement7,27 (Figures and Videos 1 and 2). The acquisition
of the apical 4-chamber plane will occur beyond or in the
posterior midclavicular line, different from the commonly
located in the 5th intercostal space, in the mid-midclavicular
line.