Assim funciona o Ecoestresse

O gráfico que ilustra perfeitamente essa dinâmica, mostrando que cerca de 50% a 70% do volume total de sangue (a coluna azul) está concentrado nas veias e vênulas, que atuam como o principal reservatório de volume do corpo.

1. O Desafio da Gravidade e o Retorno Venoso

Como a maior parte do sangue está abaixo do nível do coração, ele precisa vencer a força da gravidade. A pressão sanguínea no sistema venoso é muito baixa (como mostra a coluna vermelha perto de zero na Vena Cava), o que torna os mecanismos auxiliares vitais:

  • Bomba Muscular Esquelética: A contração dos músculos, especialmente das pernas (panturrilha), comprime as veias profundas, empurrando o sangue para cima. As válvulas venosas garantem que esse fluxo seja unidirecional, impedindo o refluxo.
  • Vasoconstrição Venosa: O sistema nervoso simpático pode causar a contração das paredes venosas, reduzindo a complacência e “espremendo” o sangue de volta para o coração em situações de necessidade.
  • Bomba Respiratória: Durante a inspiração, a pressão intratorácica diminui, agindo como uma “sucção” que ajuda a puxar o sangue das veias abdominais para o átrio direito.

2. A Reserva Acima do Coração e o Posicionamento

A reserva venosa acima do coração (como nas veias jugulares) flui mais facilmente com a ajuda da gravidade.

3. Complacência Venosa vs. Pressão Arterial

O gráfico deixa claro o contraste:

  • Artérias: Alta pressão (coluna vermelha alta) e baixo volume. São vasos de resistência.
  • Veias: Baixa pressão e alto volume (coluna azul alta). São vasos de capacitância.
    Entender essa distribuição é crucial para interpretar como o corpo reage a mudanças de postura, exercícios e até mesmo a diástole

Qual tipo de bicicleta? Após 30 anos, a resposta.

Por décadas, a dúvida existiu:

Esforço é melhor em bicicleta, mas qual?

Ainda podemos usar qualquer uma, mas quando o laboratório quer fazer exames para função Diastólica, Válvulas e Isquemia,

a mais adequada para o serviço é a que permite a elevação do tórax e recostado.

Strain, visto por quem mais estuda

O Strain Longitudinal Global (GLS) do ventrículo esquerdo, embora amplamente utilizado, apresenta limitações clínicas importantes detalhadas nos “nove fatos desconfortáveis” apresentados na fonte:

  1. Falta de uma definição universal: Não existe um consenso único sobre o que define o strain. As definições matemáticas atuais (Lagrangiana ou Euleriana) são unidimensionais, enquanto o ventrículo esquerdo é uma estrutura tridimensional. Diferentes escolhas de numeradores e denominadores para o cálculo resultam em valores distintos.
  2. Ausência de padrão-ouro: Devido à falta de definição, o GLS não possui um padrão-ouro (“gold standard”), o que impede uma validação definitiva da medida.
  3. Dependência de métodos e fabricantes: Os valores de strain variam conforme o método de aquisição (Doppler tecidual vs. feature tracking) e o software utilizado. Cada fabricante possui algoritmos e filtros próprios, muitas vezes mantidos como segredos industriais, o que gera inconsistências entre diferentes aparelhos.
  4. Relação inversa com a área de superfície corporal (BSA): Diferente do volume sistólico (SV), que se correlaciona diretamente com a BSA, a magnitude do GLS é inversamente relacionada a ela. Isso ocorre porque a normalização do comprimento do ventrículo esquerdo é considerada incompleta.
  5. Dependência de sexo: O GLS é influenciado pelo sexo do paciente, o que não ocorre de forma tão significativa com outras medidas como o MAPSE.
  6. Fatores de confusão no diagnóstico: Como o GLS é afetado pela BSA e pelo sexo, essas variáveis atuam como fatores de confusão, complicando o diagnóstico e o prognóstico clínico.
  7. Falta de correlação com o volume sistólico: Em populações normais, o GLS não demonstra correlação com o volume sistólico (SV), o que limita sua utilidade como medida direta de desempenho da bomba cardíaca.
  8. Limitação na medição do trabalho miocárdico: Os loops de pressão-strain do GLS não medem o trabalho miocárdico global de forma precisa.
  9. Dependência da idade: O GLS varia conforme a idade do paciente, diferentemente da Fração de Ejeção (FE) e da porcentagem do MAPSE, que permanecem mais estáveis nesse aspecto.

Adeus SISIAC 26. Bem vindo SISIAC 27.

Mendoza

O congresso SISIAC 26 foi muito bom

Ótimos palestrantes e temas abordados

Visão ampla da imagem cardiovascular

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Ana Camarozano brilhou na construção e realização

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Um congresso que brasileiros devem colocar no calendário de Abril

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Esperamos ver mais de 100 brasileiros do DIC no próximo, em Mendoza.

Até lá 🙌🏻

Aparelho caro? Faça as contas

Um aparelho como este, de ponta e 3D.

Com uma sonda infantil 2D

Custo= 100 mil dólares

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Pode ser usado para todos os diagnósticos da cardiologia

Talvez 1 ou 2 ainda precisem de RMC

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Mas 1 máquina de RM custa mais de 500 mil dólares

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Só o software de cardiologia pode custar 100 mil dólares se já existir a máquina

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Um aparelho assim substitui a RM para cardiologia

Uma questão prática