Enquanto isso, na concorrência…

Diz o anúncio do curso de ecostress do concorrente:

“O Curso de ECO DE ESTRESSE FARMACOLÓGICO, destina-se a ecocardiografistas com experiência na identificação de imagens cardiológicas e que desejem complementar a sua formação..Na parte prática do curso será utilizado o dipiridamol, por se tratar da técnica mais difundida na atualidade. Cada aluno realizará entre 5-6 exames completos de eco de estresse.”

Técnica mais difundida aonde?????

Nos Estados Unidos é o Esforço e Dobutamina, na Europa o Esforço.

O guideline americano coloca o dipiridamol como TERCEIRA opção e a mais baixa sensibilidade, comparado ao esforço ou dobutamina.

Debates comparando Dobutamina com esforço só existem para animar alguns eternos palestrantes no congresso de Eco Brasileiro, mas defender o dipiridamol é de cair o queixo!!!!

( a foto acima é da equipe “vencedora” Minardi, que não sei porque me lembra a equipe que defende o Dipiridamol)

C. Otto X H. Feigenbaum

Os residentes e alunos perguntam:
-Que livro devem ler?
É interessante comparar os dois melhores para quem está iniciando.
São dois bons livros mas eu indico sempre o Feigenbaum.
Por que?
Nossa memória caminha em dois trajetos cerebrais distintos, a de curta duração e a de longa duração.
A curta duração se refere a 24h-36h de persistência e muito usada na véspera da prova!
Depois, pouco fica.
A de longa duração demora mais a ser fixada, ocupa espaço, precisa de ciclos de sono completos e pode durar a vida inteira.
Quando lemos uma matéira extensa, de 20 a 30% das informações são fixadas. Em uma aula de powerpoint pode ser menos de 10% mesmo prestando atenção!!!
Então, lendo um livro resumido, guardarei 30% do resumo, caso do livro da Otto.
Para a leitura do Feigenbaum, serão 30% de toda a ecocardiografia !!!!
Viram que diferença pode fazer?
Por isso, nada de ler Manuel de Ecocardiografia! Guardar 30% de 1% é igual a não saber o que fala!!!!