Se toda sarcoidose fosse assim.


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On autopsy, cardiac granulomas are found in 25% of patients with sarcoidosis, but SHD is clinically apparent in only 5% of sarcoid patients.
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Cardiology in review Volume 17(4), July/August 2009, pp 153-158

O marketing na medicina.


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Sempre penso no formato da propaganda dos laboratórios junto aos médicos, e estou muito curioso com o resultado das novas normas da ANVISA.
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Custumo dizer para alguns raros amigos representantes de laboratório, que ser diretor de marketing nessa área é como uma aposentadoria na ativa.
Não precisa criar novas abordagens, é só fazer o de sempre. Caso não lembre, copie do vizinho.
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Entre uma visita de uma fábrica ou outra, nada de diferente.
Amostra, folder colorido, conversa e aproximação.
Nos últimos 15 anos foi assim…
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Mini-conferências agora estão na moda, para todos.
Reunião de 8 a 10 médicos com uma palestra rápida, dada por um prescritor ou futuro prescritor da marca.
Jantar, bebida e conversa. Não é ruim, só é repetitivo.
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Para variar, conferências maiores, com um palestrante de nome.
Palestra mais demorada, jantar, bebida e conversa. Um pouco mais informativa, mas também repetitiva.
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E assim caminha o marketing médico no Brasil que , graças a uma margem de lucro fantástica, não precisa investir na qualidade da propaganda.
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Lembra a falida GM, na época que a importação era proibida, as propagandas eram ruins de doer, mas a margem de lucro e a falta de opções, compensavam qualquer baixa qualidade.
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E o mundo gira…

Quem não tem bons congressos, vai de reciclagem.


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Por que o curso de reciclagem, com o formato massacrante que tem, lota todos os anos?
Por falta de opção.
Onde um cardiologista pode rever os temas principais da cardiologia?
Não é no congresso da especialidade, pode ter certeza.
Caso fosse depender somente dos congressos, a cardiologia nacional seria ruim, e não é.
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O congresso precisa das empresas para existir, as empresas não têm interesse em aulas não dirigidas para seus produtos…
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Seria melhor para o médico, que metade do congresso fosse dirigido a aulas e cursos de temas gerais, no formato “reciclagem”.
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Quem pagaria? O próprio médico. Uma inscrição de 900 reais, ao inves de 450, não deixaria ninguém mais pobre, e faria um grande bem a medicina aplicada.
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Talvez isso ocorra, mesmo que à revelia da direção, com as novas restrições da ANVISA.
Não pode mais caneta, pastinha, folder e outros com o nome do produto, apenas da fábrica.
Então vale a pena fazer simpósios satélites e grandes quiosques? Não.
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O dinheiro vai mudar de rumo, ou vai direto para o patrocínio da viagem, ou ficará na cidade do médico.
Que tal se patrocinasse cursos de reciclagem dentro do congresso?

Reciclagem SOCESP


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Os residente voltaram do curso de reciclagem da SOCESP.
Sempre pergunto como foi, se valeu a pena, rendimento e outras.
Nunca fui, mas já obtive uma descrição fina do evento.
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Fazer o curso aumenta suas chances de obter o título fundamental de cardiologia?
Nenhuma resposta concreta, parece que sim, mas não é indispensável.
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Fazer o curso melhora seu conhecimento de cardiologia, mesmo que já tenha o título?
Parece que sim, melhora.
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Agora, o formato, é uma agressão a todas as regras de didatica que existem.
Parece masoquismo suportar essa tarefa.
Mas lota todo ano.