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Mês: fevereiro 2011
Quem diminui a veia cava inferior?
The effect of breathing manner on inferior vena caval diameter
Eur J Echocardiogr (2011) 12 (2):120-123
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Conclusion During inspiration of equivalent tidal volumes, the reduction in IVC diameter and lower extremity venous return was related to diaphragmatic excursion, suggesting that the IVC may be compressed through descent of the diaphragm.
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Algumas explicações são repetidas milhares de vezes, até parecerem verdade.
Aí aparece alguém com cabeça de cientista e comprova que uma delas está errada!
Sempre colocamos a diminuição da veia cava inferior como secundária às mudanças na pressão intratorácica e átrio direito.
Agora, no estudo acima, vemos que a inspiração torácica apenas, que muda as pressões, não é capaz de realizar a compressão da veia cava que vemos com a inspiração diafragmática.
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Parece que uma força extrínsica, compressiva, é fundamental para a resposta que usamos para definir o volume intravascular.
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Ao fazermos a manobra, devemos pedir ao paciente que respire com o abdome !
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RECORDAR É PRECISO 7
Às vezes a anatomia pura e simples e o padrão de fluxo dos ramos carotídeos não resolvem a dúvida sobre em qual deles estamos (interno ou externo), certo?
Percussão temporal é uma manobra simples, fácil e quase sempre esquecida…
Se houver clara variação do sinal do doppler na porção diastólica do espectro, provavelmente é um ramo externo!
A manobra da "mola" para passagem da sonda transesofágica.
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Após a Xylo spray, espere 5 minutos para o efeito.
Meça no paciente a distancia entre a boca e o começo da orelha e marque essa distância na sonda, mentalmente.
Entre com a sonda e sua ponta inclinada para baixo em 30 graus.
Após atingir a medida feita anteriormente, da distancia boca-orelha, retifique a ponta da sonda novamente, liberando-a dos 30 graus de inclinação.
Enfie lentamente a partir daí, pedindo para o paciente engolir de uma vez.
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Essa manobra evita que ao encontrar o Palato, a sonda seja empurrada mais para baixo e se dirija à Glote, provocando incomôdo maior ao paciente.
Ao retificar a ponta da sonda, nessa altura, ela apontará para o Esôfago, que fica posterior.
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Sempre que vejo alguém com dificuldades na passagem da sonda, fazemos a manobra da “mola’ e tudo fica mais fácil.
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Strain 2D
The Value of 2D Strain Imaging during Stress Testing
You have free access to this content
EchocardiographyVolume 26, Issue 3 2009
Speckle tracking enables simultaneous evaluation of radial, longitudinal, and circumferential myocardial deformation. Recently, two-dimensional (2D) strain has been found to be as reliable as sonomicrometry for the assessment of left ventricular (LV) regional function. In the presence of inducible ischemia, longitudinal and circumferential abnormalities preceed the decrease in radial deformation. Optimal cutoffs have been obtained from 2D strain rate (SR) at peak dobutamine stress to predict coronary artery disease. However, 2D strain rate does not yet provide incremental accuracy to visual interpretation by experts. Speckle tracking strain could be useful to better identify contractile reverse and biphasic response of viable myocardium but there
are not yet clinical studies published in this setting. Preliminary results suggest that 2D strain obtained during exercise could be useful in asymptomatic patients with severe aortic stenosis or organic
mitral regurgitation (MR).
are not yet clinical studies published in this setting. Preliminary results suggest that 2D strain obtained during exercise could be useful in asymptomatic patients with severe aortic stenosis or organic
mitral regurgitation (MR).
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Com fator de impacto 1,4, a revista acima têm bons artigos e vale uma folheada eletrônica de vez em quando.
No artigo gratuito acima, descreve algumas utilizações para o Strain 2D.
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Comprar uma máquina nova só por causa do Strain?
Ainda não.
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Quem nunca comeu melado, quando come…
Nas reuniões da cardiologia, casos com ecocardiograma com esforço são frequentemente discutidos.
Mas agora temos uma novidade.
O Prof. Andrei Spozito faz parte do corpo de docentes da Cardiologia atual.
Com formação no Incor e domínio completo do tema coronariopatia, não estava habituado ao uso corriqueiro do ecostress de esforço.
E lá fazemos para tudo.
Coronárias, hipertensão pulmonar, valvopatias, hipertrofia septal assimétrica…
Quase todas as reuniões têm um caso com eco de esforço!
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E não é que ele parece estar gostando?
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RECORDAR É PRECISO 6
Pouco usado na prática clínica, mas às vezes solicitado por algum clínico mais sagaz…
Pela lei de Laplace o Stres Parietal é dado pela fórmula S= P x r²/h, onde P= pressão sistólica (medida no manguito), r= raio sistólico do VE, h= espessura sistólica das paredes (média).
O Valor normal é de 160 +/- 32 mmHg.
Quiñones simplificou para S= P x r/h, com valor normal de 134 +/- 23 mmHg.
A grande corrida para os cursos de ecocardiografia
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Inacreditável!
O número de escolas ou locais com cursos de Ecocardiografia quaduplicou nos últimos 5 anos.
E se espalharam pelo Brasil!
Caciques locais da Ecocardiografia se animaram a enfrentarem a concorrência de caciques nacionais já consagradas no ensino do método.
E devem ter procura em todos os locais pois o volume de Cardiologistas que querem virar executores aumentou em 10 vezes, no mínimo.
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E isso é bom!
“Há 172 faculdades de medicina no país e cerca de 10 mil formandos por ano, mas nem todos fazem residência médica por causa da falta de vagas. No Estado, apenas 39% dos médicos fizeram residência.”
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Pelo menos 300 farão Cardiologia como área de atuação e metade deveria aprender ecocardiografia, pelo menos. (Na UNICAMP, 2/3 dos residentes vão para o Eco).
São pelo menos 150 médicos candidatos à alunos de um curso de ecocardiografia por ano…
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Só vamos combinar uma coisa, para não estragarmos o método de imagem que nos mantém:
– Têm que ensinar Ecocardiografia para valer!
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MESA: Só pode ser brincadeira!
Cardiovascular Imaging for Assessing Cardiovascular Risk in Asymptomatic Men Versus Women
The Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA)
Circulation: Cardiovascular Imaging.2011; 4: 8-15
Carotid IMT Measurement
The carotid arteries were evaluated with high-resolution B-mode ultrasonography. Readings were performed centrally at the Department of Radiology, New England Medical Center (Boston, MA). Internal carotid IMT was measured at the level of the carotid bifurcation (common carotid artery bulb and proximal internal carotid artery), and common carotid IMT was measured over a distance of 10 mm proximal to the common carotid bulb. IMT measurement included plaque thickness. Maximal IMT of the internal and common carotid sites was measured as the mean of the maximum IMT of the near and far walls of the right and left sides. A composite z score for overall maximal IMT was created by summing the 2 carotid IMT sites (if both were measured) after standardization (subtraction of the mean and division by the SD of each measure) and then dividing by the SD of the sum. If only 1 of the 2 measures was available, it was used. The z score maximum IMT has a mean of 0 and an SD of 1.
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Para comparar dois métodos de imagem,o mais correto é usar a metodologia mais empregada em ambos.
Veja que salada fizeram com o IMT para comparar com o Cálcio!
Lógico que foi inferior…
Isso me lembra um estudo comparando um Betabloqueador seletivo no pós infarto com outro Betabloqueador. Só que o “outro” era usado em subdose. Advinha quem foi superior?
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Ressincronização ao Eco e ao Clínico
Assessment of Systolic Dyssynchrony for Cardiac Resynchronization Therapy Is Clinically Useful
Victoria Delgado, MD, PhD; Jeroen J. Bax, MD, PhD
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Circulation. 2011;123:640-655
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A significant percentage of patients with improvement in clinical status do not exhibit improvement in LV systolic function or reverse LV remodeling (reduction in LV volumes).
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The subjective improvement in clinical status without improvement in LV performance may be explained in part by a placebo effect.
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QRS duration: A cutoff value of 163 ms yielded a sensitivity and specificity of 57% and 53%, respectively..
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PROSPECT trial: The vast majority of the LV dyssynchrony parameters ( echocardiography) evaluated in the study showed only modest ability to predict response to CRT.
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30% dos indivíduos submetidos à terapia de ressincronização não apresentaram benefício.
Isso é uma margem de ineficiência muito alta para uma terapia tão cara e complicada!
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E Ecocardiograma pode ajudar, algo ainda a ser provado, na seleção de pacientes mas mais ainda no entendimento da patologia e da proposta de terapia.
As causas de dissincronia devem ser levadas em conta, não podemos colocar todos os pacientes no mesmo grupo.
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Mas será que o alvo é mesmo a fração de ejeção ou o volume sistólico final?
Todos sabemos que a Diástole é quem determina a melhora clínica do indivíduo.
Não é por acaso que o volume diastólico não aumenta nos casos com ressincronização, pois a Diástole melhora.
A melhora para atividades físicas se dá por queda nas pressões de enchimento, transmitidas aos capilares pulmonares.
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Voltando nossas ferramentas novas de Strain para a Diástole, notamos o benefício.
Mas tratar disfunção diastólica é sempre dificil!
Daí a dúvida custo-benefício de um tratamento milionário.
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