OBSESSÃO

Recebo laudos de doppler de carótidas onde os colegas (quase sempre vasculares ou radiologistas) descrevem, no caso de ateromatose difusa, placa por placa nos comentários e conclusão.
Por exemplo:
– Placa ateromatosa, heterogênea, irregular em terço médio de carótida comum obstruindo 22% (?!!!) da luz do vaso.
– Placa ateromatosa, heterogênea, irregular em região bulbar obstruindo 28% (?!!!) da luz do vaso
– Placa ateromatosa, heterogênea, irregular em emergência de ramo externo obstruindo 22,5% (?!!!) da luz do vaso.
Eu descreveria:
Placas heterogêneas, irregulares esparsas não determinado estenoses significativas (e só!)…
Mas, cada um cada um!!!

Doppler de Carótidas: Pense e aja como um Radiologista

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Ao ensinar o método de Doppler de Carótidas para Ecocardiografistas, duas pequenas diferenças entre eles e os Radiologistas saltam aos olhos.
Ecocardiografistas fazem o exame sem olhar repetidamente para o transdutor-paciente-posição. E fazem movimentos mais amplos de giro e inclinação do transdutor.
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Na região cervical, é fundamental saber a todo instante onde está o transdutor e qual ângulo do “gume”.
E por se tratar de vasos pequenos, em relação ao coração, mínimos movimentos já saem do plano da imagem!
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Outro detalhe muito importante.
O Ecocardiografista evita encostar no paciente, o Radiologista apóia o braço e a mão sempre que necessário. E isso é uma boa técnica!.
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Recebemos vários Ecocardiografistas que já fizeram cursos de Carótidas mas não têm segurança de realizar o exame.
Não importa onde você fez o treinamento, adicione essas 3 informações ao seu exame:
– Olhe a todo instante para o paciente e o trandutor.
– Faça movimento finos e beeeem lentos, nada de mudanças bruscas.
– Apóie a mão ou braço no paciente.
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É isso e faça um bom exame.
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Examinadores da prova prátca

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Ano após ano,  acontece desse jeito.
Alunos mandam a lista tríplice de examinadores do DIC para eu dar um palpite de qual escolher.
Alguns eu conheço pessoalmente mas a maioria não.
Quando eles retornam da prova, sempre quero saber detalhes e comportamento do examinador.
As opiniões abaixo são baseadas nos depoimentos dos alunos:
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Gosto muito do estilo do Heron de SP. Faz uma prova difícil, mas justa.
O Rodrigo, do Dante, é o melhor para alunos “tensos”. Sempre simpático, faz uma prova também difícil, mas deixa o aluno bem tranquilo.
O Suaide é a simpatia em pessoa, alunos que fizeram com ele gostaram muito, apesar do medo de fazer prova com autor de livro e essas coisas.
A Claudia de SP também, sabe bastante e é gentil.
Marcelo Vieira é um dos melhores do Brasil, mas na prova não fica se mostrando e torna o exame bem  agradável.
O Rubens de Rio Preto também é uma boa escolha.
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Fora de São Paulo, recomendo o Fabio Moreira de Porto Alegre.
José Eloy de Fortaleza.
A Colandy Godoy de Goiânia.
Em Minas, a Maria do Carmo.
No Paraná, Ana Cristina, sem dúvida.
Demóstenes, na Paraíba.
Joselina, de Aracaju, para terminar a lista com a mais simpática!
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Continuo aprendendo sobre os examinadores e aceito sugestões!
Esse serviço é sim, de utilidade pública.
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A prova de 2011 e os leitores

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A votação da prova 2011 foi encerrada após a perda de aproximadamente 50 votos por falha no sistema do blog.
Mesmo assim, podemos concluir que apenas 30% dos leitores já tem o título.
Alguns tentam várias vezes e outros nem se interessam.
Vamos ver como será a desse ano.
Espero uma aprovação de 40 a 50%…
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A incrível bicicleta Echotalk para ecostress com a mão direita

O colega Lamberto Sales fez o curso de ecostress e usa o braço direito!
Usou a cabeça, 400 reais e a bicicleta ficou assim. Pode copiar.
Agora só não faz Eco de esforço quem for ruim da cabeça!
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O velho PHT da Mitral.

Mitral valve area by the pressure half-time method does not correlate with mean gradient in mitral valve repair patients

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Eur J Echocardiogr (2011) 12 (2):124-130.
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Methods and results Forty-two patients with a repaired mitral valve were identified. Mitral valve area was calculated by both the pressure half-time method and the continuity equation. The two mitral valve areas were then directly compared and also correlated with mean gradient. The two mitral valve areas were significantly different from one another with a mean of 1.81 ± 0.53 cm2 by continuity equation and 2.65 ± 0.69 cm2 by pressure half-time. The continuity equation correlated well with mean gradient (ρ = −0.63), whereas the correlation for pressure half-time was weak (r = −0.08).
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Conclusion A non-linear, inverse correlation was found between mitral valve area by the continuity equation and mean gradient. No correlation was found between the pressure half-time method for mitral valve area and mean gradient. The continuity equation likely provides a better estimate of mitral valve area in repaired mitral valves.
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The actual burden of iatrogenic mitral stenosis, following a mitral valve repair, is likely related to the aetiology of the mitral insufficiency, the repair strategy employed, and the size of the annuloplasty product implanted. Incorporating this information into the echocardiography report, along with mean gradient and mitral valve area by the continuity equation, will likely provide an improved understanding of the performance of a repaired mitral valve.
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Uma boa pergunta é por que?
Sim, por que após a plastia mitral o PHT passa a funcionar mal?
Já sabemos que para próteses, o PHT também não é eficiente.
Será que a abordagem do anel mitral mexe com a curva de enchimento ventricular e altera o PHT…
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A hora e a vez dos Ultraportáteis.

The use of pocket-size imaging devices: a position statement of the 

European Association of Echocardiography



Pocket-size imaging devices are a completely new type of echo machines which have recently reached the market. They are very cheap, smartphone-size hand-held echo machines with limited technical capabilities. The aim of this European Association of Echocardiography (EAE) position paper is to provide recommendations on the use of pocket-size imaging devices in the clinical arena by profiling the educational needs of potential users other than cardiologists experts in echo. EAE recommendations about pocket-size imaging devices can be summarized in:

(1) pocket-size imaging devices do not provide a complete diagnostic echocardiographic examination. The range of indications for their use is therefore limited.


(2) Imaging assessment with pocket-size imaging devices should be reported as part of the physical examination of the patient. Image data should be stored according to the applicable national rules for technical examinations.


(3) With the exception of cardiologists who are certified for transthoracic echocardiography according to national legislation, specific training and certification is recommended for all users. The certification should be limited to the clinical questions that can potentially be answered by pocket-size devices. 


(4) The patient has to be informed that an examination with the current generation of pocket-size imaging devices does not replace a complete echocardiogram.

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As regras estão postas:
1) Esta claro que o exame não é completo.
2) É chamado ecoscópio por isso.
3) O treinamento é fundamental, mas não precisa ser ecocardiografista completo, pois o aparelho é incompleto.
4) Por enquanto, é necessário.
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Prova do Título

Vendo o esforço hercúleo de nosso estagiário, que está se preparando para o prova de título de Ecocardio, estava aqui pensando:
– O que será que os “mestres do suspense” estão preparando para esse ano?
Hehehehehe!!!