Os piores ecocardiografistas do mundo.

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Hoje um residente me disse que seu colega, de Maceió, afirmara que não dava para fazer o Ecostress de esforço pois as imagens não eram boas.
Perguntou-me por que, já que fazemos eco de esforço todos os dias na UNICAMP.
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A resposta deve ser simples e triste:
– Nossos ecocardiografistas são os piores do mundo.
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Veja na figura acima que a sensibilidade e especificidade dos modos de Stress são equivalentes.
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Mas foram pesquisas realizadas na Europa e EUA, onde os ecocardiografistas devem ser muito melhores que os que trabalham e ensinam no Brasil.
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Desde de 2003 as diretrizes americanas e européias definiram o Ecostress de esforço como o exame padrão, inclusive a cintilografia deve ser de esforço também!
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Nos EUA, a maioria dos Ecostress são realizados com o esforço em esteira e na Europa a maioria prefere a bicicleta.
Tanto faz como, mas sempre a maioria com esforço.
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Eles conseguem as imagens necessárias, fazem diagnóstico de isquemia e publicam nas melhores revistas.
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No Brasil não, a maioria realiza Ecostress farmacológico porque somos incapazes de conseguir imagens analisáveis.
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Incapazes…
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Só posso torcer para a melhora do poder econômico dos ecocardiografistas locais, para que eles possam fazer um estágio na Europa ou EUA e aprendam, de uma forma definitiva, como fazer imagens de esforço.
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Retornem ao Brasil, substituam os professores locais, e recoloquem o país pelo menos no pelotão intermediário mundial de ecocardiografia.
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