Prova do título 2012: A verdade dos números.

.
Segundo os números da própria coordenação da prova, em Fortaleza.
80 candidatos entraram para o seleto grupo de titulados.
100 candidatos ficaram de fora e deveriam tentar no próximo ano.
.

.
Em BH, 57 entraram e supostamente, 123 ficaram de fora, pois o número de inscritos não foi publicado.
123 candidatos deveriam tentar no ano seguinte.
.

.
Em Brasília, 111 candidatos entraram e, provavelmente, 69 ficaram para o próximo ano.
.

.
Em São Paulo, 80 entraram.
Mas só haviam 180 candidatos!
Aonde foram parar os candidatos reprovados anteriormente e os novos formados em Ecocardiografia???
.
Aí está a maldade da coordenação atual da prova.
A taxa de aprovação chegou a 44% porque restringiu os candidatos ao grupo de elite.
O medo e desconfiança se disseminaram entre os candidatos com formação menos sólida.

.
Em Campinas e região, são formados pelo menos 10 ecocardiografistas por ano.
Temos 3 a 4 na UNICAMP, mais os da PUCC, Vera Cruz, Echotalk e outros.
.
Em São Paulo, o número de novos ecocardiografistas passa de 80 facilmente.
Podemos supor em 150 o número total de ecocardiografistas formados no estado de São Paulo, por ano.
.
Vamos colocar mais uns 80 do Rio, 30 de Minas, 80 da região Sul, Nordeste com pelo menos 50 e Centro-Oeste e Norte com no mínimo 30.
.
A cada ano, mais de 400 ecocardiografistas novos começam a realizar exames em pacientes por todo o Brasil.
.
Por que o número de inscritos na prova não chega a 400? Com a soma dos novos com os reprovados em anos anteriores?
.
Porque a prova virou uma maldição para quem não foi treinado na capital paulista ou outros raros centros no país.
.
A prova atual é elitista e restringe o papel do DIC no país.
Ao invés de assumir a ecocardiografia nacional, o DIC vive de feudos e permite que 70% dos exames do país sejam feitos por indivíduos que não admiram,não temem, nem respeitam o departamento que deveria ser seu porto seguro.
.

Congresso de Eco 2012: Resumo 3.

.
A aula do Dr Massod foi boa.
Mostrou imagens e publicações de 3D no Stress.
.
Fiquei com a impressão que ele também aguarda a evolução do método.
O problema é a taxa de quadros.
Enquanto o 2D fica com 60 a 120 Quadros por segundo, o 3D patina em 16 ou menos.
.
Só a tecnologia poderá resolver isso.

Congresso de Eco 2012: Resumo 2.

.
Foi um congresso…
Estranho.
Os módulos de outras imagens e para clínicos ficaram vazios, como se esperava.
A pediatria ficou escondida, junto com o módulo vascular.
Parecia até o que a SOCESP faz com os departamentos de enfermagem e nutrição!
.
Nas duas salas de Eco, a de assuntos gerais, ficou lotada e transbordou. A outra, de contraste (?), tinha 20% dos assentos na maioria dos períodos.
.
Parabéns aos palestrantes brasileiros, que estavam bem mais animados que os internacionais, exceção feita a um alemão que comanda uma empresa de software para Strain(?!?).
.
Assisti a boas aulas.
Destaque para a aula de Vortex (Mani Vannan).
.
Vi de perto, não tão perto como o Morcerf (no gargarejo), o Porter dar uma aula desanimada e ainda por cima não citar o professor do Rio como precursor do método de bolus com Adenosina.
Mas fiquei animado ao ver que o americano ainda é muito jovem, não deve ter vivido essa história.
.
No mais, só festa:
Dra Ana Camarozano em processo final de seu livro, Professor Castilho com sua simpatia imutável, Marcelo Vieira e Vera Márcia Gimenes falando só o que interessa. Não vi o presidente Assef nem por 1 minuto, mas sei que ele esteve lá.
.
E vamos para Recife 2013!
.
(A guerra dos livros de Ecocardiografia vai merecer um post em separado).
.

Após a tempestade…

Depois das péssimas notícias iniciais da prova para o Certificado de Atuação em Ecocardiograma do DIC, algum alívio:
A taxa de aprovação ficou em 44%!
Após uma prova estapafúrdia acho que ao menos adequaram a nota de corte para obter uma aprovação digna.
Parabéns aos aprovados, entre eles Armando (ex-estagiário ECHOTALK) e Rafael (ex-residente UNICAMP)!!!
Aos reprovados digo que não há vergonha nenhuma em não passar nessa prova absurda, com a qual nunca concordamos no formato em que ela é.
Gente muito boa, ótimos ecocardiografistas já foram e vão continuar sendo reprovados enquanto o formato não mudar…

As ecocardiografistas

.
Hoje é um dia de comemoração para as mulheres.
.
Nos dez anos de formação de ecocardiografistas do HC e da EchoTalk, várias mulheres aprenderam o método e marcaram presença.
.
Em nossa amostragem, é comum que as mulheres aprendam mais rápido a parte prática de obter janelas e adquirir imagens com a mão esquerda.
.
Após essa fase, os homens as alcançam e aí depende mais da aplicação em estudar a teoria.
.
O melhor desempenho na escola EchoTalk foi de uma aluna de Porto Alegre!
.
Entre os residentes, uma aluna da Bahia foi o destaque!
.
Nos congressos, as mulheres estão em número igual ou quase ao de homens, tanto como apresentadoras ou como ouvintes.
.
Sem querer gerar uma disputa, fica aqui o reconhecimento ao bom trabalho.
.

Prova do título 2012: Um passo para frente e dois para trás.

.
Chuva de reclamações da prova do título de Eco.
A maioria dos comentários, emails e depoimentos de candidatos coloca a prova de vídeo como a grande vilã do ano.
.
O novo formato profissional da avaliação foi muito positivo.
Retirava suspeitas de favorecimento a grupos específicos e virava um vestibular comum.
.
Mas a prova de vídeos continua sendo injusta.
Todos nós fazemos ecocadiogramas em vinte, trinta ou quarenta minutos.
Depende da complexidade do exame.
.
Acertar um caso difícil em um minuto é coisa para o programa de auditório “Eco é o limite”.
Mesmo medalhões da ecocardiografia erram os casos na gincana!
.
Não vimos ainda a taxa de aprovação.
Sabemos que é sempre maior que a divulgação inicial.
Menos de 30% de aprovação será um atestado de inadequação da prova e desaprovação dos idealizadores.
.

As aventuras de Regadenoson, o vasodilatador.

Detection of coronary stenosis with myocardial contrast echocardiography using regadenoson, a selective adenosine A2A receptor agonist
D. Elizabeth Le Thanjavur Bragadees Yan Zhao, Yue-Gang Wang, Daogang Zha and Sanjiv Kaul
.
Aims Regadenoson is comparable to adenosine in pharmacologic radionuclide stress tests but has not been studied with stress myocardial contrast echocardiography.

Methods and results Myocardial contrast echocardiography was performed to measure myocardial blood volume, myocardial blood flow velocity, and total regional myocardial blood flow before and after administration of regadenoson (5 µg kg−1, 10 s bolus) in 10 open-chest dogs with mild-to-moderate coronary stenosis that was not flow limiting at rest. Regadenoson decreased blood pressure but did not change heart rate. It increased coronary blood flow significantly (P < 0.05) for 30 min, which was attenuated in proportion to coronary stenosis severity. Whereas myocardial blood volume maximally increased by 0.5–0.75-fold in the control region, it did not change in the region supplied by the non-flow limiting stenosis. Perfusion defects were visually and quantitatively detectable for as long as 10 min after administration of regadenoson. Conclusion Regadenoson can be used as a vasodilator stress agent with myocardial contrast echocardiography to detect the presence of physiologically significant coronary stenosis. The optimum time for image acquisition was 3–10 min after drug administration..
.

.
Já temos estudos experimentais e em humanos.
Não é um sonho de consumo um vasodilatador em bolus? Além da adenosina, é claro.
.
Vai substituir a Dobutamina em clínicas de pequeno e médio porte em todo o mundo.
.