O laudo tem que ter sentido!

Hoje vi um laudo com dilatação isolada de átrio esquerdo na conclusão(?!).
Função diastólica descrita como normal, sem refluxo mitral!!!
Medida ao modo M de 43 mm e volume indexado de 31 ml/m².
Para mim não tem sentido…

Strain da Carótida e placas coronárias: Estamos no mesmo corpo

The relationship between mechanical properties of carotid artery and coronary artery disease
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Eur J Echocardiogr (2011)

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Strain and strain rate were negatively correlated with CIMT and were positively correlated with the number of risk factors. CIMT was significantly higher, and strain and strain rate were significantly lower in the CAD group (OR, 95% CI, P-value, CIMT: 23.23, 2.03–265.30, 0.011; strain: 0.51, 0.31–0.82, 0.006; strain rate: 0.01, 0.00–0.13, 0.001). However, after adjustment for cardiovascular risk factors, only strain and strain rate were significantly associated with CAD (OR, 95% CI, P-value, CIMT: 5.28, 0.28–99.84, 0.267; strain: 0.51, 0.30–0.88, 0.014; strain rate: 0.01, 0.00–0.42, 0.014). CAD severity, assessed by the number of stenosed coronary arteries, was also significantly correlated with strain and strain rate, but was not significantly correlated with CIMT.
Conclusion Both CIMT and CCA strain were associated with CAD. CAD severity and extent were correlated with strain and strain rate, but were not correlated with CIMT.
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Melhor que medir a espessura da Carótida é fazer a análise do Strain?
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Estudos enormes já demonstraram o valor da Espessura da Carótida para eventos cardiovasculares.
Para detectar doença coronária significativa, o achado de placas nas carótidas é mais relevante.
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Apesar do Strain se relacionar inversamente com a Espessura, parece que a elasticidade marca melhor a doença coronária.
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E o que tem a ver a elasticidade de uma artéria distante 10 a 30 cm do coração com as placas coronárias?
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Mais uma evidência da Aterosclerose como uma arterite difusa.
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Chamem um ecocardiografista, por favor!

Cardiac Amyloidosis Mimicking Hypertrophic Cardiomyopathy With Obstruction: Treatment With Disopyramide
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A 71-year old-man presented with 4 posturally related syncopal episodes. He carried a diagnosis of asymptomatic hypertrophic cardiomyopathy (HCM) without obstruction based on an echocardiogram 7 years earlier. Echocardiography at the time of syncope evaluation demonstrated a hyperdynamic left ventricle with a septal thickness of ≈20 mm (an increase of 4 mm from an earlier echocardiogram), newly present systolic anterior motion of the mitral valve, and a peak left ventricular (LV) outflow tract gradient of 42 mm Hg at rest and 120 mm Hg with Valsalva maneuver .

He was referred for septal myectomy, and cardiac catheterization demonstrated nonobstructive coronary artery disease. An ECG showed low-voltage limb leads, unusual in HCM , and cardiac magnetic resonance imaging (MRI) revealed delayed gadolinium enhancement in the papillary muscles, transmural enhancement involving the basal lateral walls, and subendocardial enhancement of the basal, mid, and distal anterior walls. There was also extensive gadolinium uptake in the atrial walls . Because the cardiac MRI suggested an infiltrative process, a cardiac biopsy was performed. This demonstrated extensive amyloid infiltration . Immunohistochemistry was positive for transthyretin, but negative for amyloid A and κ/λ light chains. Genetic testing for common mutations associated with HCM was negative, and no transthyretin mutations were detected. A diagnosis of wild-type transthyretin cardiac amyloidosis (senile systemic amyloidosis) mimicking HCM with obstruction was made.
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Caso publicado no Circulation de idoso com suspeita de hipertrofia septal assimétrica(?) com obstrução dinâmica da via de Saída(???)
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As fotos do ecocardiograma não mostram pico tardio! Como pode ser dinâmico?
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O componente essencial da obstrução dinâmica é a tração do anel Mitral para a via de saída do VE, o que NÃO ocorre em idosos devido ao endurecimento e esclerose de todo o trígono, incluindo o anel Mitral.
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Aí alguém resolveu olhar o ECG…
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Lógico que pediram uma RM para ajudar a definir o Eco como um método falho.
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Era só olhar as fotos e dar uma passadinha no ECG para fechar o diagnóstico.
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Diastologia

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Artigo completo e obrigatório.
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Os livros de ecocardiografia americanos ainda não entenderam a Diastologia avaliada por Strain.
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Os artigos estão muito mais adiantados, mesmo artigos como esse de 2001.
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Vscan do S.U.S.


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Colega de Campinas envia vídeo em que um aparelho de ecocardiografia com mais de 15 anos resolve os casos no PS.
O paciente apresentava colabamento diastólico do VD e foi drenado.
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Cortesia do Dr. Morano.

Persistência da veia cava superior esquerda.

The persistence of a left-sided superior vena cava is the most common variant of systemic venous drainage. Increased utility of cardiac imaging, in particular cross-sectional techniques such as computed tomography and magnetic resonance (MR), will result in increased detection of the anomaly and its variants. Whilst in the typical form it is often haemodynamically insignificant, its discovery may have clinical significance nonetheless, and its mimics require exclusion. During cardiac development the anomaly results from a failure of the left anterior cardinal vein to obliterate. Recognized anatomical variants include the absence of the right superior vena cava and of an innominate bridging vein. Typical drainage is to the coronary sinus, dilatation of which may be the first hint to the anomaly. Clinical implications with respect to vascular access and arrhythmia are well described. A significant minority drain into the left atrium, potentially creating a haemodynamically significant lesion. Additionally, differentiation from anomalous left upper pulmonary venous drainage via a vertical vein is mandatory. A newly discovered variant runs an intra-atrial course with subsequent typical drainage, and if not recognized as such, may be confused with a left atrial mass.
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Left superior vena cava: revisited
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Tradutor Google:
A persistência de um lado esquerdo da veia cava superior é a variante mais comum de drenagem venosa sistêmica. Com o aumento da utilização de imagem cardíaca, técnicas transversais como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética (RM), resultaram em aumento da detecção da anomalia e suas variantes. Embora, a forma típica é hemodinamicamente insignificante Muitas vezes, a sua descoberta pode ter significado clínico, no entanto, e exigir a exclusão. Durante o desenvolvimento cardíaco os resultados anomalia de uma falha da veia cardinal anterior esquerda para obliterar. Reconhecidos variantes anatômicas incluem a ausência da veia cava superior direita e ponte de veia inominada. Drenagem típico é o seio coronário com dilatação, do qual pode ser o primeiro sinal para a anomalia. Implicações Clínicas com respeito ao acesso vascular e Arritmia são bem descritas. Uma minoria significativa drena para o átrio esquerdo, potencialmente criando uma lesão hemodinamicamente significativa. Além disso, a diferenciação de anómala drenagem venosa pulmonar superior esquerda através de uma veia vertical é obrigatório. Uma variante recentemente descoberta executa um curso intra-atrial com drenagem posterior típico, e se não for reconhecido como tal, pode ser confundida com uma massa atrial esquerda.
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It is present in ∼0.5% of the general population, and up to 10% of those with established congenital heart disease
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About 90% of cases drain into the CS; alternative sites include the inferior vena cava, hepatic vein and LA.
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A cada duzentos ecos realizados, deveríamos fazer um diagnóstico de PVCSE.
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Então nossos colegas que fazem quatrocentos por mês deveriam ver dois casos.
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Pensem bem, dois casos por mês…
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Título de Eco: Reserva de mercado é para quem não confia na sua capacidade.

Como fazer para diferenciar o ecocardiografista mais dedicado?
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Uma forma interessante de valorizar um método é qualificar quem o realiza.
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A consultoria Anderson constatou que os dois melhores sistemas educacionais do mundo (Finlândia e Coréia) tinham em comum a valorização do professor e a recuperação de alunos abaixo da média.
Suas escolas não excluem os alunos com baixo rendimento. Eles são dirigidos a cursos especiais para alcançarem a média.
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O que nosso DIC faz?
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Exclui a maioria dos candidatos, com uma nota média alta, e os deixa a própria sorte para tentar novamente.
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Por que só os residentes de um serviço paulistano de ecocardiografia (Muito bom, por sinal) têm direito a um curso preparatório dado por professores que dominam a teoria aplicada na prova?
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Caso o DIC queira assumir de verdade o papel de qualificador dos ecocardiografistas, ele deve promover um curso preparatório aberto a todos os candidatos inscritos.
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“Que se eleve, a cultura do povo” disse Maiakovski, quando foi acusado de ser incompreensível para as massas.

Título e a tese de reserva de mercado.

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Reserva de mercado: Funciona?
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Um colega ouviu da boca de um(a) presidente do DIC que a prova do título deve ser difícil pois representa uma reserva de mercado para os titulados.
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Falta entender o que é reserva de mercado.
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Mais da metade, algo como setenta por cento, dos exames nacionais são realizados por não titulados.
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Essa técnica de reservar mercado falha assustadoramente.
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Podemos sugerir o ganho maior?
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Os titulados, quando arrumam emprego, ganham o mesmo que os não titulados.
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Ganhei por dezoito meses o mesmo salário que os outros trinta ecocardiografistas de um grande laboratório das Américas. Dois terços não tinham título. Sei disso, pois os entrevistei.
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É preciso lembrar-se do interior do Brasil, onde título é lenda, a realidade é a habilidade de fazer o exame.
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Nenhum presidente recente do DIC trabalha no interior…
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Seria um diferencial para exibição?
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A menos que se imprima um Botton ou uma medalha, é impossível diferenciar os titulados em uma multidão.
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Continua…