Não à colonização cultural?!

A tentação é grande, os termos estão enraizados em nossa formação, mas eu (talvez na contra-mão da moda) evito usar termos em Inglês em meus laudos.
Um pouco por filosofia de vida pessoal e mais por respeito ao clínico que lerá o laudo, que não tem obrigação de conhecer os termos e sua tradução.
Assim, Kinking vira acotovelamento, pouch vira bolsa e assim vai…
Alguns com o famoso “flail”, representam desafios mas eu sempre tento!

5 comentários em “Não à colonização cultural?!

  • Não há problemas em escrever 'barbarismos'(termos estrangeiros),desde que entre aspas para marca-los como tal no texto e de preferencia com sua tradução entre parênteses apos ou com a indicação de nota de rodapé,mas ninguém faz isso ! Então e uma sucessão de termos descritos como 'severos' em vez de importantes ou graves(severo em português quer dizer austero entre outros sinônimos) e outras coisas mais……interessante explicar para alguém de língua espanhola o que quer dizer uma insuficiência mitral 'austera'!!!

  • Interessante a sua colocação,mas eu sou adepto de laudos “enxutos”, fáceis de ler e que contenham apenas o que é realmente relevante clinicamente (ainda na contra-mão da moda, principalmente da capital paulista, hehehe!).
    À propósito, graduo e oriento que meus alunos graduem as alterações em leve,moderada e importante…

    Um abraço!

  • Concordo em gênero, numero e grau! Esta pratica, para mim, só expressa o complexo de vira-latas do brasileiro e, infelizmente, da rotina da Medicina brasileira; aceitando que usar termos em inglês deixa a ação mais importante do que realmente é!
    Na minha opinião temos que personalizar a nossa medicina e não customiza-la.

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