TAVI: Cuidado com a empolgação



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Toda nova tecnologia leva a uma empolgação inicial, principalmente dos envolvidos diretamente.
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Vi uma apresentação de caso que exemplifica bem.
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Após a TAVI, o gradiente transvalvar caiu para 6 mmHg, alegava a equipe.
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Mas o valor fisiológico gira em torno de 14 mmhg!!!
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Ficou melhor que o gradiente congênito!!??
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Não deve ser.
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Ou pior, a válvula aórtica era tão mole que permitiu a compressão total.
Tão mole que deveria ser normal????
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Pensem bem. Uma válvula calcífica que mereça uma intervenção não pode ser facilmente comprimida para “sumir” da via de saída e aórta.
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A história se repete.
Quando surgiram os Stents, sua reestenose era de 10% ao ano e o sucesso era de 95%.
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Com o tempo vimos que as reestenoses superavam os 30% e as taxas de sucesso eram menores quando analisadas por outras equipes.
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Sem problemas.
A evolução das medicina depende de pessoas superestimarem suas técnicas, mas se dobrarem ao mundo real

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