Estenose aórtica com gradiente baixo



Predictors of Outcomes in Low-Flow, Low-Gradient Aortic Stenosis

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Circulation. 2008;118:S234-S242

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One hundred one patients with low-flow, low-gradient aortic stenosis (aortic valve area ≤1.2 cm2, left ventricular ejection fraction ≤40%, and mean gradient ≤40 mm Hg) underwent dobutamine stress echocardiography and an assessment of functional capacity using the Duke Activity Status Index. A subset of 72 patients also underwent a 6-minute walk test. Overall survival was 70±5% at 1 year and 57±6% at 3 years. After adjusting for age, gender, and the type of treatment (aortic valve replacement versus no aortic valve replacement), significant predictors of mortality during follow-up were a Duke Activity Status Index ≤20 (P=0.0005) or 6-minute walk test distance ≤320 m (P<0.0001, in the subset of 72 patients), projected aortic valve area at a normal transvalvular flow rate ≤1.2 cm2 (P=0.03), and peak dobutamine stress echocardiography left ventricular ejection fraction ≤35% (P=0.03). More severe stenosis, defined as projected aortic valve area ≤1.2 cm2, was a predictor of mortality only in the no aortic valve replacement group. The Duke Activity Status Index, 6-minute walk test, and left ventricular ejection fraction improved significantly during follow-up in the aortic valve replacement group, but remained unchanged or decreased in the no aortic valve replacement group.

Conclusion— In patients with low-flow, low-gradient aortic stenosis, the most significant risk factors for poor outcome were (1) impaired functional capacity as measured by Duke Activity Status Index or 6-minute walk test distance; (2) more severe valve stenosis as measured by projected aortic valve area at a normal transvalvular flow rate; and (3) reduced peak stress left ventricular ejection fraction, a composite measure accounting for both resting left ventricular function and contractile reserve.

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Continua interessante esse debate.

Quando o gradiente é baixo, ao repouso, o prognóstico é pior.

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Este outro, de livre acesso, é mais interessante ainda.

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Debate sobre o Ecostress na estenose aórtica – Continuação


O artigo exposto na postagem Eco de esforço serve para tudo? está gerando um debate interessante:

jesus peteiro disse…
o incremento no gradiente de pressao durante o esforco deberia indicar normal funcion ventricular con incremento ulterior de funcion durante o esforco (reserva inotropica positiva)polo que nao se explica que estes doentes teñan peor pronostico (?)

Jesus Peteiro
A Coruña
Espanha

5:55 PM
Beto ( José Roberto Matos-Souza) disse…
Concordo, não é o esperado. Os endpoints listados também não ficaram claros. Os motivos das trocas valvares em 58 pacientes não foram suficientemente explicados, e foram realizados em serviços diferentes.

6:55 PM
Fábio Soares – Bahia disse…
Roberto, não tive acesso ao artigo, mas como foi a distribuição de disfunção diastólica nestes pacientes, quero dizer o grau? E a avaliação sistólica destes, foi avaliada apensa pela fração de ejeção? Talvez a análise da função sistólica por outros métodos (Tissue Doppler, Strain) pudessem já mostrar algum grau de disfunção sistólica incipiente… E talvez o raciocínio do low flow/ low gradient pudesse ser utilizado aqui… (normal flow/high gradient –> normal flow/higher gradient?

11:08 AM
Beto ( José Roberto Matos-Souza) disse…
Escreva para betoecocardio@gmail.com que eu envio o artigo.
A discussão desse artigo é muito interessante.
Abraço

11/04/2010

Fábio Soares – Bahia deixou um novo comentário sobre a sua postagem “Debate sobre o Ecostress na estenose aórtica”:

À luz do artigo, ao meu ver, poderia sucitar a dúvida de porque os pacientes com provável reserva miocárdica teriam pior prognóstico. Mas baseado em outros trabalhos e artigos previamente publicados, algumas duvidas aparecem:

1. Na análise univariada, idade, espessura das paredes e massa ventricular foram associados com maior risco de eventos. Esse perfil de paciente pode sugerir a presernça de disfunção diastólica mais grave (não citada no artigo), com consequente comprometimento da função sistólica devido a menor enchimento da cavidade e menor volume sistólico efetivo, mas com FE preservada.

2. Análise da função sistólica por outros métodos não foi realizada Tissue Doppler, Strain)

3. A FE média foi de 65 +/-7, ou seja de 58% a 72%. Conform publicações prévias, pctes com EAo grave e remodelamento concêntrico a FE tende a ser supranormal (>70%) para compensar o enchimento diastólico prejudicado. (Effect of the geometry of the left ventricle on the calculations of ejection fraction. Circulaion 1982)