Temas livres imperdíveis da SOCESP 2010 (3)


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CORRELAÇÃO DO AUMENTO DO VOLUME DO ATRIO ESQUERDO E DISFUNÇÃO DIASTÓLICA DO VENTRICULO ESQUERDO
LILIA MARIA MAMERI EL AOUAR; DIANA MEYERFREUND; MARCELO BALDO; YARA BRASIL; SERGIO LAMEGO; NABIH EL AOUAR; JOSE GERALDO MILL

MEDCENTER PRAIA DA COSTA-ES; UNIVERSIDADE FEDERAL DO E.S.

.Introdução: O reconhecimento da disfunção diastolica do ventrículo esquerdo é de fundamental importância no prognostico e tratamento de doença cardiovascular. O aumento anormal do volume do atrio esquerdo (VAE) indexado é mais sensível em detectar estágios avançados de disfunção diastólica (DD) e vem sendo descrito como marcador de fibrilação atrial, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. O diagnóstico ecocardiografico de disfunção diastólica vem aumentando em sensibilidade e especificidade associando parâmetros de Doppler transmitral e tecidual, entretanto parâmetros como idade e sexo devem ser levados em conta.
Métodos: Em 727 pacientes, sem arritmia atrial, doença congênita do coração, doença valvular ou marcapasso permanente indicados clinicamente para realização de ecocardiograma transtorácico de repouso de janeiro a outubro 2009 ,foram determinados o volume do AE (Metodo de Simpsom) e o grau de disfunção diastólica segundo diretriz da Sociedade Americana de Ecocardiografia de 2009.
Resultados: Dos 727 pacientes 56% mulheres, 43% hipertensos, 8% diabéticos e 42% HVE em somente 7 (1%) a fração de ejeção foi menor do que 50%. A prevalência de DD foi de 27% da totalidade dos indivíduos (9,1% e 7,5%) grau I, (5,5% e 5,2%) grau II no sexo masculino e feminino respectivamente, e apenas 4(0,6%) pacientes apresentaram-se no grau III padrão restritivo de DD. A relação Ea/Aa foi menor no sexo masculino em todas as faixas etárias mesmo após ajuste para idade e IMC(p<0,001). A relação E/Ea apresentou melhor correlação com aumento do VAE, foi maior no sexo feminino em todos grupos etários. Mesmo após a exclusão dos pacientes com hipertensão, observa-se que o VAE aumenta com a idade e é maior no sexo masculino, o que se inverteu a partir dos 60 anos.
Conclusões: O volume do átrio esquerdo se correlacionou positivamente com idade, massa de ventriculo esquerdo, grau de disfunção diastólica e relação E/Ea do estudo Dopller e negativamente com a fração de ejeção (P<0,001).

Temas livres imperdíveis da SOCESP 2010 (2)


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DETERMINANTES DO VOLUME ATRIAL ESQUERDO EM PACIENTES COM CARDIOMIOPATIA DILATADA NÃO-ISQUÊMICA. ESTUDO COM ECOCARDIOGRAFIA TRIDIMENSIONAL EM TEMPO REAL E DOPPLER TECIDUAL.
FREDERICO JOSE NEVES MANCUSO; CAMPOS O; ALMEIDA, D; MOISES, V; OLIVEIRA, W; MELLO, E; SILVEIRA, J; POYARES, D; DE PAOLA, A; CARVALHO, A

UNIFESP/EPM

Introdução: O volume do átrio esquerdo (VAE) avaliado pela ecocardiografia tem valor prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca, além de estar relacionado com sintomas. O objetivo deste estudo foi avaliar quais fatores são determinantes do aumento do VAE em pacientes com cardiomiopatia dilatada não-isquêmica (CMD) e disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (VE).

Métodos: Incluídos 90 pacientes com CMD e fração de ejeção do VE ≤ 0,50, em ritmo sinusal e com tratamento clínico otimizado para insuficiência cardíaca. Pela ecocardiografia tridimensional em tempo real (eco3D) foi medido o VAE máximo e indexado (i) pela superfície corpórea. Com a eco3D, Doppler espectral e tecidual foram analisadas as seguintes variáveis: volumes diastólico e sistólico finais do VE, fração de ejeção do VE, onda E do influxo mitral, onda e´ do anel mitral, relação E/e´, atraso intraventricular ao DT, índice de dissincronia intraventricular ao eco3D e vena contracta da insuficiência mitral (VC). Também foram analisadas a freqüência cardíaca e a pressão arterial sistólica. Estudamos as correlações entre o VAE, e as demais variáveis citadas acima pelo coeficiente de Pearson. Foi utilizado modelo de regressão linear múltipla incluindo o VAEi como variável dependente e as variáveis a ele correlacionadas como variáveis preditivas.

Resultados: Obtivemos os seguintes valores médios: idade: 52±11 anos, classe funcional 2,1±0,5, fração de ejeção do VE: 32±9%, VAEi: 39±16 ml/m² e duração do QRS: 141±3 ms. Na análise univariada, as variáveis que se correlacionaram ao VAEi foram: volumes diastólico (r: 0,38; p<0,01) e sistólico do VE (r: 0,43; p<0,001); fração de ejeção do VE (r: -0,36; p<0,01), relação E/e´ (r: 0,51 ; p<0,01) e VC (r: 0,53; p<0,01). Na análise multivariada apenas a relação E/e´ (p = 0,02) e a VC (p = 0,02) foram preditoras independentes do VAEi.

Conclusão: Em pacientes com CMD e insuficiência cardíaca em tratamento clínico, o VAEi é determinado de forma independente pela pressão diastólica final do VE (relação E/e’) e pelo grau de insuficiência mitral (VC).

Temas livres imperdíveis da SOCESP 2010


VALOR PROGNÓSTICO DA ECOCARDIOGRAFIA SOB ESTRESSE PELO ESFORÇO FÍSICO EM PACIENTES PORTADORES DE BRE
FRANCIS LIMA DE VASCONCELOS; SANTOS, BFO; SOUSA, ACS; BARRETO-FILHO, JAS; SANTANA, NO; SILVEIRA, DCR; NETO, AAS; FARO, GBA; SAENZ, ICP; OLIVEIRA, JLM

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE; HOSPITAL SÃO LUCAS

Introdução: O valor prognóstico da Ecocardiografia sob Estresse pelo Esforço Físico (EF) em pacientes portadores de Bloqueio completo do Ramo Esquerdo do feixe de His (BRE) tem sido muito estudado ultimamente. Esse estudo tem como objetivo avaliar o valor prognóstico da (EF) em pacientes portadores de BRE.
Métodos: Trata-se de uma coorte retrospectiva, em que foram avaliados 135 pacientes portadores de BRE, dos quais 62,2% eram mulheres, com média de idade de 63,5±11,5 anos, submetidos à EF segundo o protocolo de Bruce em esteira ergométrica, com seguimento médio de 45,8±4,7 meses. Foi utilizada a regressão de Cox, considerando como desfechos: óbito por todas as causas; infarto agudo do miocárdio; angioplastia percutânea e revascularização cirúrgica. A razão de risco (RR) de isquemia à EF foi ajustada para idade e antecedentes familiares.
Resultados: EF positiva para isquemia foi encontrada em 42 (31%) pacientes. Houve 8 óbitos, 3 IAM, 1 revascularização e 2 angioplastias durante o seguimento. Na análise multivariada, isquemia à EF foi preditora independente de óbito, infarto agudo do miocárdio, angioplastia percutânea, ou revascularização cirúrgica em pacientes portadores de BRE (RR=4,1 IC 95% 1,3-13,1;p=0,018).
Conclusões: A EF é preditora dos eventos considerados em pacientes portadores de BRE.