SOCESP 2010 : Pôster que vale a visita (3)


TREINAMENTO DE MÉDICOS RESIDENTES EM CARDIOLOGIA COM ECOCARDIÓGRAFO PORTÁTIL. AVALIAÇÃO INICIAL DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO E RESULTADOS PRELIMINARES.
VICENTE NICOLIELLO DE SIQUEIRA; Antonio C Carvalho; Ângelo A V de Paola; Orlando Campos; Valdir A Moises

DISCIPLINA DE CARDIOLOGIA; EPM/UNIFESP

Introdução: Os ecocardiógrafos portáteis (EcoP) têm potencial para auxiliar o cardiologista clínico nas decisões diárias, principalmente nas urgências. Este estudo teve por objetivo treinar médicos residentes (MR) em cardiologia, sem experiência prévia em ecocardiografia, para utilizar um EcoP e realizar um exame dirigido.

Métodos: A primeira etapa consistiu de prova teórica de ecocardiogrfia seguida de 4 aulas teóricas (1 hora cada), observação de 50 ecocardiogramas, realização de 30 exames com EcoP sob supervisão, em pacientes ambulatoriais, e nova prova de avaliação teórica. A segunda etapa consistiu da realização de 30 exames com EcoP em pacientes hospitalizados, com avaliação de itens específicos. Os resultados foram comparados ao relatório do exame realizado logo após por ecocardiografistas experientes. Foram considerados: análise subjetiva do tamanho das cavidades, da espessura miocárdica, da função sistólica global e segmentar de ambos os ventrículos, do aspecto morfológico e funcional das valvas, e do pericárdio. Foram utilizados EcoP (SonoSite Titan e Micromaxx) com transdutor de 4 MHz com imagem bidimensional e Doppler espectral e em cores. A comparação entre as provas teóricas antes e após o treinamento foi realizada por teste t pareado.

Resultados: 12 MR participaram do estudo. A avaliação e o treinamento de cada MR foram realizados individualmente e em um período aproximado de 30 dias. O acerto na prova teórica após o treinamento foi significantemente maior do que na prova inicial, respectivamente, 51,3% e 86,3% (p=0,00023). Após o treinamento houve alto percentual de acerto geral (91%) em relação ao laudo do ecocardiografista experiente. Os itens com maior acerto foram: função ventricular esquerda global (84%) e segmentar (95%), função ventricular direita (97%) e hipertrofia ventricular esquerda (91%).

Conclusão: Os resultados sugerem que um treinamento teórico e prático simples no uso de EcoP prepara adequadamente MR para realizar ecocardiogramas dirigidos e deveria ser incorporado aos programas de residência médica em cardiologia.

SOCESP 2010 : Pôster que vale a visita (2)


RELAÇÃO ENTRE A ESPESSURA E O DIÂMETRO DIASTÓLICO COM O ÍNDICE DE MASSA DO VENTRÍCULO ESQUERDO. SIMULAÇÃO DE MEDIDAS.
THAISA LIBERMAN KATZ; Cristiano Machado; Afonso Matsumoto; Solange Tatani; Viviane Hotta; Mirian Pardi; Fábio Doin; Frederico Mancuso; Vicente Siqueira; Valdir Moises

FLEURY MEDICINA E SAÚDE

Introdução: Os valores de referência do diâmetro diastólico (Dd) e da espessura miocárdica (EM) do ventrículo esquerdo (VE) à ecocardiografia são importantes, uma vez que têm impacto na repercussão de doenças e no cálculo da massa ventricular. No entanto, eles não são totalmente definidos na literatura.
Objetivo: Analisar em um modelo teórico, os valores limites da EM e do DdVE conforme os valores de referência (VR) do índice de massa (IM).
Métodos: Foram criados valores de DdVE de 38 a 64 mm e da EM de 9 a 11 mm, ambos com intervalos de 1 mm e da área de superfície corporal (ASC) de 1,44 a 2,34 m², com intervalos de 0,1 m². Os VR do IM do VE avaliados foram: 95 g/m², 115 g/m², 110 g/m² e 134 g/m².
Resultados: Um total de 810 conjuntos de dados foram criados. Os VR do DdVE variaram conforme a ASC e o valor de referência do IM utilizado. Como exemplos, considerando EM maior ou igual a 9 mm, para IM do VE < 95g/m2 os VR do DdVE para ASC de 1,44 m² seriam ≤ 38 mm, e para ASC de 2,34 m² seriam ≤ 52 mm. Para IM do VE < 110g/m2, os VR de DdVE para ASC de 1,44m² e 2,34 m² seriam respectivamente, ≤ 42 mm e 57 mm. Para IMVE < 115 g/m², os VR de DdVE para ASC de 1,44 e 2,34 m² seriam, respectivamente, < 43 e 58 mm e para IM do VE < 134g/m2 seriam 110 g/m² e 95 g/m² foram 37,9% e 54,6% (p 115 g/m² e 134g/m², foram de 32,8% e 18,2% (p<0,001).
Conclusões: Os dados sugerem que os VR absolutos atualmente recomendados do DdVE e da EM não são ideais e a indexação da massa pela ASC deveria ser revista. O tamanho da cavidade por faixas de ASC pode ser uma opção.

SOCESP 2010 : Pôster que vale a visita (1)


COMPARAÇÃO ENTRE DOIS MÉTODOS PARA MEDIR O STRAIN MIOCÁRDICO PELA ECOCARDIOGRAFIA: O DOPPLER TECIDUAL APRESENTOU FRACA REPRODUTIBILIDADE QUANDO COMPARADO AO SPECKLE TRACKING
CARLOS EDUARDO SUAIDE SILVA; Ferreira LDC; Peixoto LB; Simionato J; Carmo VTSRRS; Cardinale MP; Pimenta RA; Costa MSAR; Gil MA; Murad Neto A

DASA

Introdução: Atualmente há dois métodos mais utilizados para se quantificar o strain miocárdico pela ecocardiografia: o Doppler Tecidual e o método bidimensional (ou Speckle Tracking). O primeiro depende do ângulo de insonação e de alto frame-rate enquanto o segundo depende de boa qualidade de imagem e de baixo frame-rate. Nosso objetivo foi comparar as medidas pelos dois métodos e avaliar sua reprodutibilidade.

Métodos: Foram medidos os valores do strain longitudinal miocárdico pelos dois métodos em 120 indivíduos sem cardiopatias (64 homens – 53%), com idade média de 39,0 ± 19,8 anos, aos cortes de 2 e 4 câmaras, nos segmentos basal, médio e apical das paredes septal, lateral, anterior e inferior, por dois observadores às cegas. A fração de ejeção média foi de 62 ± 2,1% (Simpson) e a freqüência cardíaca média de 65 ± 1,4 bpm. Utilizou-se ecógrafo GE modelo Vivid 7 (Milwaukee,EUA). Foram medidos um total de 2880 segmentos por cada observador e para a análise estatística foram utilizados o teste t de Student e correlações intraclasses para se estudar reprodutibilidade de valores.

Resultados: Observou-se diferença estatisticamente significativa entre as medidas dos segmentos pelos dois métodos (p<0,05). Não houve boa reprodução nas medidas pelo Doppler tecidual (coeficiente de correlação < 0,43). Pelo Speckle Tracking houve boa reprodução entre os observadores em praticamente todos os parâmetros (exceção do segmento basal inferior).

Conclusão: As medidas do strain longitudinal obtidas pelos métodos do Doppler Tecidual e do Speckle Tracking são diferentes e há fraca reprodutibilidade pelo método derivado do Doppler.