
“Lamentável. A ignorância ou a demagogia fazem do governante um artista de circo”.
José Antônio Ramires
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“Amigos,
A resposta rápida, precisa e contundente dada pelo Presidente da SBC, mostra de maneira clara e inequívoca a posição dos CARDIOLOGISTAS brasileiros. Só podemos nos congratular com o Presidente da SBC e com a SBC por expor esta posição de maneira objetiva e forte. Parabéns ao Jorge e à SBC.”
Otavio Rizzi Coelho
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“Acho que o Jorge foi até leve demais. O jurídico da SBC deveria apurar os fatos e, se verdade que o presidente disse o que é noticiado, dever-se-ia mover uma ação contra o presidente por danos morais a classe médica como um todo. O Brasil tem que ser um pouco mais sério, a começar pelo seu presidente.”
Celso Amodeo
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Carta de resposta da SBC às provocações do atual e de saída, Lula, foi clara e precisa.
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Leia o discurso do Lula, e lembrem do jornalista no New York Times…
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Bem, eu fico com o Ramires.
Mês: abril 2010
Obesidade sem obesidade e Carótidas

European Heart Journal (2010) 31, 737–746
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Resumo: A obesidade de peso normal, definida pela presença de índice de massa corpórea normal e alto teor de gordura corpórea, está associada a uma alta prevalência de desequilíbrio cardiometabólico, de síndrome metabólica e de fatores de risco cardiovasculares. No sexo feminino, inclusive, esta condição se associa a um maior risco para morte cardiovascular.
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Após ajuste estatístico para idade, raça, tabagismo, circunferência do quadril, HAS, DM e doença cardiovascular, e após o seguimento de 8,8 anos em média, a mortalidade no grupo da OPN nas mulheres foi 2,2 vezes maior que no menor tercil de GC (RR 2,20; IC 95% 1,03 – 4,67).
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Estudo sugere relação forte da gordura corporal em mulheres com risco cardiovascular.
Mesmo com IMC abaixo de 30.
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A espessura da carótida têm relação linear com o IMC, mas também têm relação linear direta com a cintura abdominal, marcadora de gordura corporal.
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Enfim, com cintura abdominal aumentada, é bom saber como andam as artérias.
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Tomografia: Fala, que eu te escuto!

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Assista o vídeo com o Dr. Otavio Coelho Filho, falando direto de Harvard sobre avanços na tomografia de coronária e ressonância!
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Estenose aórtica com gradiente baixo

Predictors of Outcomes in Low-Flow, Low-Gradient Aortic Stenosis
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Circulation. 2008;118:S234-S242
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One hundred one patients with low-flow, low-gradient aortic stenosis (aortic valve area ≤1.2 cm2, left ventricular ejection fraction ≤40%, and mean gradient ≤40 mm Hg) underwent dobutamine stress echocardiography and an assessment of functional capacity using the Duke Activity Status Index. A subset of 72 patients also underwent a 6-minute walk test. Overall survival was 70±5% at 1 year and 57±6% at 3 years. After adjusting for age, gender, and the type of treatment (aortic valve replacement versus no aortic valve replacement), significant predictors of mortality during follow-up were a Duke Activity Status Index ≤20 (P=0.0005) or 6-minute walk test distance ≤320 m (P<0.0001, in the subset of 72 patients), projected aortic valve area at a normal transvalvular flow rate ≤1.2 cm2 (P=0.03), and peak dobutamine stress echocardiography left ventricular ejection fraction ≤35% (P=0.03). More severe stenosis, defined as projected aortic valve area ≤1.2 cm2, was a predictor of mortality only in the no aortic valve replacement group. The Duke Activity Status Index, 6-minute walk test, and left ventricular ejection fraction improved significantly during follow-up in the aortic valve replacement group, but remained unchanged or decreased in the no aortic valve replacement group.
Conclusion— In patients with low-flow, low-gradient aortic stenosis, the most significant risk factors for poor outcome were (1) impaired functional capacity as measured by Duke Activity Status Index or 6-minute walk test distance; (2) more severe valve stenosis as measured by projected aortic valve area at a normal transvalvular flow rate; and (3) reduced peak stress left ventricular ejection fraction, a composite measure accounting for both resting left ventricular function and contractile reserve.
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Continua interessante esse debate.
Quando o gradiente é baixo, ao repouso, o prognóstico é pior.
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Este outro, de livre acesso, é mais interessante ainda.
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Debate sobre o Ecostress na estenose aórtica – Continuação

O artigo exposto na postagem Eco de esforço serve para tudo? está gerando um debate interessante:
jesus peteiro disse…
o incremento no gradiente de pressao durante o esforco deberia indicar normal funcion ventricular con incremento ulterior de funcion durante o esforco (reserva inotropica positiva)polo que nao se explica que estes doentes teñan peor pronostico (?)
Jesus Peteiro
A Coruña
Espanha
5:55 PM
Beto ( José Roberto Matos-Souza) disse…
Concordo, não é o esperado. Os endpoints listados também não ficaram claros. Os motivos das trocas valvares em 58 pacientes não foram suficientemente explicados, e foram realizados em serviços diferentes.
6:55 PM
Fábio Soares – Bahia disse…
Roberto, não tive acesso ao artigo, mas como foi a distribuição de disfunção diastólica nestes pacientes, quero dizer o grau? E a avaliação sistólica destes, foi avaliada apensa pela fração de ejeção? Talvez a análise da função sistólica por outros métodos (Tissue Doppler, Strain) pudessem já mostrar algum grau de disfunção sistólica incipiente… E talvez o raciocínio do low flow/ low gradient pudesse ser utilizado aqui… (normal flow/high gradient –> normal flow/higher gradient?
11:08 AM
Beto ( José Roberto Matos-Souza) disse…
Escreva para betoecocardio@gmail.com que eu envio o artigo.
A discussão desse artigo é muito interessante.
Abraço
11/04/2010
Fábio Soares – Bahia deixou um novo comentário sobre a sua postagem “Debate sobre o Ecostress na estenose aórtica”:
À luz do artigo, ao meu ver, poderia sucitar a dúvida de porque os pacientes com provável reserva miocárdica teriam pior prognóstico. Mas baseado em outros trabalhos e artigos previamente publicados, algumas duvidas aparecem:
1. Na análise univariada, idade, espessura das paredes e massa ventricular foram associados com maior risco de eventos. Esse perfil de paciente pode sugerir a presernça de disfunção diastólica mais grave (não citada no artigo), com consequente comprometimento da função sistólica devido a menor enchimento da cavidade e menor volume sistólico efetivo, mas com FE preservada.
2. Análise da função sistólica por outros métodos não foi realizada Tissue Doppler, Strain)
3. A FE média foi de 65 +/-7, ou seja de 58% a 72%. Conform publicações prévias, pctes com EAo grave e remodelamento concêntrico a FE tende a ser supranormal (>70%) para compensar o enchimento diastólico prejudicado. (Effect of the geometry of the left ventricle on the calculations of ejection fraction. Circulaion 1982)
Hipertrofia do atleta e Strain

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Aqui
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Strain Rate Imaging Differentiates Hypertensive Cardiac Hypertrophy from Physiologic Cardiac Hypertrophy (Athlete’s Heart)
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Conclusion
Hypertensive LVH has significant longitudinal strain, SRS, and SRE reductions versus control. The lack of these reductions in athletes suggests that strain rate imaging may have clinical use in discerning the physiologic LVH state.
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Nossa cidade têm um número considerável de atletas ou corredores de rua.
Diferenciar a hipertrofia como benigna pode ser importante.
Mais um uso do Strain, que veio para ficar.
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Eco de esforço serve para tudo?

Usefulness of exercise-stress echocardiography for risk stratification of true asymptomatic patients with aortic valve stenosis
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European Heart Journal March 21, 2010
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Methods and results
One hundred and eighty-six asymptomatic patients with at least moderate AS and preserved LV ejection fraction (≥50%) were assessed by Doppler-echocardiography at rest and during a maximum ramp semi-supine bicycle exercise test. Fifty-one (27%) patients had an abnormal exercise test and were excluded from the present analysis. Among the 135 patients with normal exercise test, 67 had an event (aortic valve replacement motivated by symptoms or cardiovascular death) at a mean follow-up of 20+14 months. The variables independently associated with events were: age ≥65 years [hazard ratio (HR) ¼ 1.96; 95% confidence interval (CI): 1.15–3.47; P ¼ 0.01], diabetes, (HR ¼ 3.20; 95% CI: 1.33–6.87; P ¼ 0.01), LV hypertrophy (HR ¼ 1.96; 95% CI: 1.17–3.27; P ¼ 0.01), resting mean gradient .35 mmHg (HR ¼ 3.60; 95% CI: 2.11–6.37; P , 0.0001), and exercise-induced increase in mean gradient .20 mmHg (HR ¼ 3.83; 95% CI: 2.16–6.67; P , 0.0001).
Conclusion The exercise-induced increase in transvalvular gradient may be helpful to improve risk stratification in asymptomatic AS patients with normal exercise response. These results thus suggest that ESE may provide additional prognostic information over that obtained from standard exercise testing and resting echocardiography
Revelações da Jugular.

Detection of elevated right atrial pressure using a simple bedside ultrasound measure
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Conclusions
An increase in RIJV CSA >17% during Valsalva effectively rules out elevated RAP. This simple bedside technique may be useful to assess central venous pressure and reduce the need for invasive pressure measurement.
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Transesofágico, é hora de aprender?

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Mais de 50% dos leitores votantes não sabem fazer transeosfágico.
Só 25% efetivamente realiza o exame.
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Expandindo o número, e acreditando que o DIC tem 1800 sócios, é provável que bem mais de 2000 ecocardiografistas habitem o país.
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Seriam pelo menos 1000 alunos precisando aprender e talvez, 250 sondas a serem vendidas.
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Mesmo assim, há um certo abandono ao transesofágico, tanto da parte das escolas, fábricas ou cursos.
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E não dá para aprender essa técnica com o Professor Doutor Powerpoint…
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