
Manobra de Valsalva em um indivíduo saudável.
Na fase I, o aumento da pressão expiratória transmitida aos vasos intratorácicos causa um aumento muito transitório da PA; no início da fase II, há uma considerável queda da PAS e da pressão de pulso, pois o retorno venoso é bloqueado e o volume sistólico do ventrículo esquerdo cai. Ao final da fase II, os barorreceptores arteriais e cardiopulmonares sentem a queda na PA, e a ativação simpática produz um aumento modesto na PA com relação à linha de base. A combinação entre inervação simpática do coração e diminuição da atividade parassimpática eleva a FC bem acima da linha de base. Na fase III, a liberação da pressão intratorácica causa mecanicamente uma queda na PA, com duração de apenas alguns batimentos. Na fase IV, o retorno venoso antes impedido é restaurado abruptamente para o tórax e bombeado para fora, por um coração simpaticamente ativado, para uma circulação vasoconstrita. A PA eleva-se bem acima da linha de base (overshoot), e esse aumento no estiramento dos barorreceptores leva à diminuição imediata da atividade simpática e à ativação parassimpática, reduzindo bastante a FC.
Zipes, Douglas P.; Libby, Peter; Bonow, Robert O.; Et Al. Braunwald Tratado de Doenças Cardiovasculares – 2 Volumes (p. 9484). Guanabara Koogan. Edição do Kindle.
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Usar a Manobra de Valsalva durante o Ecocardiograma, para avaliar fluxos e refluxos, exige conhecimento das repercussõaes e rigor na fase registrada .
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