Strain no pronto socorro

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Bullseye map of left ventricular strain.

Impaired longitudinal strain of the basal inferior wall is shown in a patient with an indeterminate troponin who would go on to develop a non-ST elevation myocardial infarction (NSTEMI).

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4729419/

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Exemplo:

Paciente com dor sugestiva de isquemia miocárdica mas com ECG não diagnóstico.

Contato com o ecocardiografista de plantão à distancia que fará o exame em até 2 horas.

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Ou:

Exame realizado por médico da emergência com captura de cortes apicais, 4C, 2C e 3C.

Envia as imagens para o ecocardiografista que de casa, faz a análise por Strain na estação do laboratorio de ecocardiografia , via TeamViewer.

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O primeiro chegará a imagem acima em 120 minutos e o segundo em 20 minutos.

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Até 100 minutos mais rápido.

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A revolução do Strain precisa chegar ao pronto socorro.

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O mito da definição de borda

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Todos devem concordar que se a definição de imagem fosse indispensável, a Cintilografia já teria desaparecido!!!

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Por que ainda existe?

Porque comprovou utilidade, mesmo com imagens borradas.

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O mito da definição de bordas ameaça agora prejudicar o uso do Speckle Traking.

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Vários serviços descartam exames por falta de definição de imagem para o Strain.

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Só usam em janelas perfeitas. Mas janelas perfeitas não precisam de Speckle Tracking!

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Aí entra o papel do Dr. Ecocardiografista, e não o do Dr. Watson IBM.

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É possível corrigir os erros do método semi-automático e obter um traçado coerente com o que o ecocardiografista vê.

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Vejam abaixo exames que seriam descartados em serviços borda dependentes e que foram analisados ao Strain.

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Inicie a semana com Strain GLS

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http://imaging.onlinejacc.org/content/11/5/673

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Incremental Prognostic Utility of Left Ventricular Global Longitudinal Strain in Asymptomatic Patients With Significant Chronic Aortic Regurgitation and Preserved Left Ventricular Ejection Fraction

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Conclusions In asymptomatic patients with ≥III+ chronic AR and preserved LVEF, worsening LV-GLS was associated with longer term mortality, providing incremental prognostic value and improved reclassification.

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Fração de ejeção por Simpson é legal mas já foi…

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Cada vez mais o Strain ocupa o espaço da avaliação ventricular.

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Barato e rápido, vai se firmando como obrigatório.

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Falta o pagamento!

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Simpson foi bom, mas já passou.

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Global Longitudinal Strain to Predict Mortality in Patients With Acute Heart Failure

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Conclusions In patients with acute HF, GLS has greater prognostic value than LVEF. Therefore, the authors suggest that GLS should be considered as the standard measurement in all patients with HF. This new concept needs validation in further studies.

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http://www.onlinejacc.org/content/71/18/1947?sso=1&sso_redirect_count=1&access_token=

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GLS é facil, rápido e melhor que o Simpson.

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Só isso.

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Coronárias: Sucção diferente

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Differences in cardiac microcirculatory wave patterns between the proximal left mainstem and proximal right coronary artery

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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2544490/

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In contrast to the LMS, where coronary flow velocity was predominantly diastolic, in the proximal RCA coronary flow velocity was similar in systole and diastole. This difference was due to a smaller distal-originating suction wave in the RCA, which can be explained by differences in elastance and pressure generated between right and left ventricles.

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Vejam que mesmo conceitos de fluxo que pareciam similares na coronárias, são diferentes em territórios direito e esquerdo.

A coronária direita não têm a sucção intensa que o território esquerdo apresenta.

Tratamos da mesma forma fluxos diferentes.

O Strain também é diferente em territórios nutridos por uma ou outra coronária.

Como a sucção é gerada nas lâminas, o Strain pode apontar diferenças e mudanças do padrão ao repouso.

Passe a reparar no Strain de territórios da coronária direita.

O diagnóstico de coronariopatia ao repouso deve passar por estas diferenças!

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Escore de risco com Strain para hipertensos

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Prognostic Implications of LV Strain Risk Score in Asymptomatic Patients With Hypertensive Heart Disease

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1936878X16302558

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Conclusions

LV longitudinal function is associated with MACE, independent of and incremental to clinical parameters and LVMI in HHD. Deterioration in strain was more strongly associated with MACE than were LVH and LV circumferential function, reflecting a higher susceptibility to chronic HTN and higher sensitivity to MACE of GLS. A multiparametric risk score including GLS may lead to better appreciation of a risk of MACE in HHD.

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Todo marcador que se firma na medicina, acaba sendo inserido em um Escore.

O Strain consegue agora esta inserção.

Mais uma evidência de uso na rotina impossível de menosprezar.

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Onde e quando no Speckle Tracking

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https://www.escardio.org/static_file/Escardio/Subspecialty/EACVI/position-papers/2d-speckle-tracking-echocardiography.pdf

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Em 2015 a sociedade européia definiu parâmetros para o speckle tracking de forma bem básica.

E só.

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Quatorze mil textos abordaram o tema desde então.

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De todos, o que mais chama a atenção é o Strain específico para cada camada miocárdica.

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O que usar, ainda é complicado responder .

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A fisiopatologia sugere que haveria um gradiente de Strain entre a camada subendocárdica, mais sujeita à isquemia, e as camadas media e subepicárdica.

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Este artigo é bem interessante:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167527316319830?via%3Dihub

Usefulness of layer-specific strain for identifying complex CAD and predicting the severity of coronary lesions in patients with non-ST-segment elevation acute coronary syndrome: Compared with Syntax score

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O diagnóstico de doença coronária significativa ao ecocardiograma de repouso com Strain de camadas miocárdicas caminha para o uso clínico.

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A complicação a ser resolvida é que o encurtamento longitudinal só é importante na camada subendocárdica , enquanto que a camada subepicárdica teria um componente circunferencial mais definido.

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Dispersão mecânica dispensa a ressonância

PowerPoint Presentation

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0894731717303504?via%3Dihub

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Highlights

Strain echocardiography can detect altered myocardial mechanics in patients with AS.

Pronounced mechanical dispersion is associated with worse prognosis in patients with AS.

Mechanical dispersion adds incremental prognostic value to LVEF, atrioventricular impedance, and global longitudinal strain.

Mechanical dispersion predicts mortality independently of LVEF and AVR surgery status.

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Recente descoberta do Strain, a dispersão mecânica responde perguntas anteriormente dedicadas a RM.

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Muito mais fácil e barata de realizar, a avaliação da dispersão mecânica pode virar essencial.

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