Strain GLS não deveria ser obrigatório?

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https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIRCULATIONAHA.115.015884?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori%3Arid%3Acrossref.org&rfr_dat=cr_pub%3Dpubmed

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Conclusions—

Impaired left ventricular systolic function is a powerful predictor of HF hospitalization, cardiovascular death, or aborted cardiac arrest in HFpEF independent of clinical predictors. Impaired LS represents a novel imaging biomarker to identify patients with HFpEF at particularly high risk for cardiovascular morbidity and mortality.

(Conclusões
A função sistólica ventricular esquerda prejudicada é um poderoso preditor de hospitalização por IC, morte cardiovascular ou parada cardíaca abortada em ICFEP independente dos preditores clínicos. O LS prejudicado representa um novo biomarcador de imagem para identificar pacientes com ICFEP com risco particularmente alto de morbidade e mortalidade cardiovascular.)
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Mesmo quando a fração de ejeção é preservada, o GLS pode marcar uma evolução pior.
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Usaram o Software abaixo:
Digitally acquired baseline echocardiography images in DICOM format with acceptable image quality were uploaded to TomTec software (Munich, Germany) for deformational analyses (2D Cardiac Performance Analysis) as previously described
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Não sabemos se os valores encontrados são semelhantes aos outros softwares em uso mas parece que abaixo de 20% é anormal e abaixo de 15% é marcador em todos os softwares.
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A pergunta é:
– Sendo útil e fácil até em casos de riscos menos alarmantes como na HFpEF, por que não é obrigatório?
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Piora do Strain ao esforço, na Insuficiência Mitral

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Em pacientes assintomáticos com RM primária significativa e FEVE preservada que foram submetidos a ecocardiografia de repouso e estresse, mostramos que a capacidade reduzida de exercício e a piora de LV-GLS foram independentemente associados à mortalidade, fornecendo utilidade prognóstica (em vez de duplicativa) aos preditores previamente conhecidos. Além disso, a capacidade de exercício e o LV-GLS melhoraram sequencialmente a classificação de risco nesses pacientes, independente de variáveis ​​prognósticas conhecidas. Além disso, repouso LV-GLS pior do que -21% parece estar associado com mortalidade progressivamente maior a longo prazo.

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Strain Echocardiography and Functional Capacity in Asymptomatic Primary Mitral Regurgitation With Preserved Ejection Fraction

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http://www.onlinejacc.org/content/68/18/1974.ful

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Valvopatias pedem a análise por Strain.

Não só ao repouso, mas també ao exercício

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Todo dia é dia de fazer e receber por ecocardiografia com Strain.

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Curso de Strain melhor que o do Prof. Castillo

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Aqui na EchoTalk decidimos montar um curso de Strain melhor que o do Professor Castillo em Recife.

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Requisitos:

1- Um professor que soubesse mais sobre Strain que o Castillo.

2- Um professor mais didático e simpático que o Castillo.

Checagem:

1- Não temos!

2- Não temos!

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Na prática, só nos resta indicar o curso do Castillo:

http://escolaecope.com.br/web/curso/listar/strain-card%C3%ADaco/

 

 

O tal dos -20%

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https://asecho.org/wp-content/uploads/2018/08/WFTF-Chamber-Quantification-Summary-Doc-Final-July-18.pdf

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O Strain é a coisa mais bonita inventada na ecocardiografia depois do 3D

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Também é o maior esforço já empreendido para nos livrarmos do título “examinador dependente” que os concorrentes, nossos colegas de departamento, colocam sem hesitar.

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Já o número negativo para a função GLS é correto na origem mas péssimo no uso com o clínico.

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Nosso mundo médico usa sempre números positivos para melhora

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Proponho retirar o (-) e seguir em frente.

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TDI: Imagens e velocidades

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https://www.heartlungcirc.org/article/S1443-9506(14)00733-1/pdf

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Quando o assunto não é Diástole, pouca gente se interessa pelo TDI

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Em vários aparelhos deixou de ocupar botão sólido para ser programável.

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Será que chegamos ao limite do TDI?

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A Deformação analisada por Speckle Tracking  colocou as velocidades dos segmentos em segundo plano.

E ressaltou o problemas do Doppler com ângulos.

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Mas a imagem colorida dos movimentos miocárdicos ainda não foi esgotada.

Conhecimentos esquecidos: Mais cor, por favor!

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Poucos ecocardiografistas abandonaram a escala de Cinza original.

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Existe um debate interessante sobre a capacidade humana de diferenciar melhor o Verde e pior o Cinza

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Mas a tela verde para ver coração não parece natural, então alguns vão de Marrom ou Azul, sem nenhuma evidência de benefício.

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Mudar os mapas de Cinza pode ser uma boa idéia no uso do Strain, tentando facilitar a detecção de bordas do software.

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Precisa testar em seu aparelho para ver se tem vantagens.

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Também testar a Taxa Dinâmica pode ajudar no Strain.

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O software fica confuso com muita informação e trabalha melhor com o básico de imagem.

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Alterar o ganho não tem influência para a máquina, só para o examinador.

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https://www.asecho.org/wp-content/uploads/2018/10/Guidelines-for-Performing-a-Comprehensive-Transthoracic-Echocardiographic-Examination-in-Adults.pdf

Strain para tudo, de novo.

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http://imaging.onlinejacc.org/content/12/1/163

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This review seeks to define whether the existing EF cutoff in AS should be modified or whether GLS should replace it as the marker of subclinical LV dysfunction.

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É preciso muita estatística para definir um corte de -16,7% mas parece que eles estão convencidos

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Mais importante é ver parâmetros de Strain entrarem em recomendações cínicas!!!

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Valor do Ecocardiograma

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Pesquisa com mais de 700 votos aponta o valor mais comum recebido por um exame de ecocardiografia.

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São 45 dólares na melhor das hipóteses.

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Uma ressonância não saí por menos de 400 dólares.

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Quase 10 vezes mais cara.

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Para as indicações abaixo:

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Entre outras indicações: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2006001600035

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Mesmo assim, evoluções do ecocardiograma como o 3D e Strain, que substituem grande parte das indicações verdadeiras de RM, não são remuneradas.

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É o melhor para a medicina o uso de uma tecnologia de 400 dólares no lugar de uma outra abaixo de 100 dólares?

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E seguimos sem receber o Strain e sem realizarmos o 3D por absoluta inviabilidade econômica.

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