Doenças estruturais do coração

.img_1415

.

As doenças não mudam mas os tratamentos sim.

.

Rebecca de NY defende que o termo valvulopatias seja deixado de lado frente aos tratamentos de doenças estruturais do coração .

.

Seria o termo valvopatias reducionista, não dando a devida dimensão das doenças relacionadas às válvas?

.

Parece que sim.

.

Agora com os tratamentos endovasculares, seria mais pratico formar um time de especialistas em doenças estruturais do que o reduzido grupo de valvopatia.

.

Dilatação da aorta, dissecção, dilatação do anel, hipertrofia septal assimétrica…

Um grupo bem maior de doenças para um grupo bem melhor de especialistas .

.

 

 

Reciclagens online sob pagamento

1a

.

http://departamentos.cardiol.br/dic/cursos.asp

.

Vários cursos online para preparo ao desafio maior da ecocardiografia, o título da SBC.

.

Vantagens do curso online:

Sem gasto com deslocamento e hotelaria.

Liberdade para assistir quando não estiver trabalhando

Poder repetir a lição duvidosa

Usar o dinheiro economizado para fazer mais de um curso

.

Desvantagens:

Apresentação fragmentada pois raramente o aluno faz uma maratona de vídeos.

Impessoalidade

Necessitar de extrema disciplina pessoal

Sem troca de informações com colegas candidatos

Não é possível interferir no conteúdo

.

Opinião:

Faça um curso online e um curso presencial, dentro do possível!

A prova foi e será sempre(?) pesada e problemática.

.

 

TAVI precisa de TEE?

1a

.

http://spo.escardio.org/eslides/view.aspx?eevtid=49&fp=71

.

Enquanto debatemos a obrigatoriedade do TEE na TAVI, (Transesophageal echocardiography guidance decreased from 60.7% to 32.3% of cases, whereas more recent procedures were increasingly performed in hybrid operating rooms (15.8% vs. 35.7%)) ainda existe a polêmica do uso em pacientes de risco cirúrgico aceitável:

Temporal Trends in Transcatheter Aortic Valve Replacement in France: FRANCE 2 to FRANCE TAVI

.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109717372467?via%3Dihub

.

Mas o uso do TEE está em debate. Pior, está em queda.

.

Mais um procedimento que escapa da área de ecocardiografia…

.

 

Miocárdio não compactado : Leia aqui

.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017001400483&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

.

A nova editora da revista DIC tem publicações interessantes.

Uma delas em destaque, acima.

.

esse estudo, 79% dos pacientes preencheram critérios diagnósticos de MNC pelos critérios de Chin et al.,2 64% pelos critérios de Jenni et al.,16 e 53% pelos critérios de Stöllberger et al.17 Nesse estudo, os critérios de Chin et al.,2 apresentaram maior sensibilidade, porém com maior percentagem de diagnóstico falso-positivo. Houve fraca correlação entre os três critérios ecocardiográficos aplicados, com apenas 30% dos pacientes preenchendo todos os três critérios.

.

Vejam que as classificações atuais são ineficientes.

.

Acreditamos que usar o terço apical na avaliação prejudica os critérios. Somente o terço médio pode diferenciar o normal do claramente não compactado.

.

Vários casos de não compactados levam em consideração a porção apical e confundem o ecocardiografista, colocando atletas na lista de não compactados!!!!

.

Não vemos a RM como método ouro pois seus falso positivos são frequentes também.

.

Foco no terço médio!

.

 

Vale mais um Ecoestresse na mão que a doença sem diagnóstico

1a.jpg

.

Entre os pacientes do Medicare, um resultado de teste SE negativo está associado a custos cardíacos baixos de 2 anos a jusante que são significativamente menores do que aqueles com resultado de teste anormal com isquemia (z = 22,8, p <0,001). Os custos do serviço de internação excedem em muito as despesas ambulatoriais e profissionais.

.

Mesmo com os custos exagerados do Ecoestresse americano, ainda vale a pena triar a população suspeita.

.