E os átrios recebem a atenção que merecem na fibrilação atrial!

Figure 1 A, Note that the LA and posterior mitral annulus rest within the mouth of the LV inlet. The posterior annulus is related to the LA internally and to the crest of the LV inlet externally. The mitral leaflets normally rest in the plane of the mitral annulus. B, With atriogenic leaflet tethering, the posterior pole of the mitral annulus (P) becomes displaced by mounting the crest of the LV inlet. As a result, the ventricular surface of the PML becomes pressed against crest of the LV inlet and is no longer able to coapt effectively with the AML. At the same time, the plane of the mitral annulus (dashed line) becomes displaced superiorly (small arrows). This increases annulo‐papillary distance such that the mitral leaflets become tethered into the LV cavity. A–anterior pole of the mitral annulus

Mechanistic insights into atrial functional mitral regurgitation: Far more complicated than just left atrial remodeling

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/echo.14249

Recent studies lend credibility to the notion that lone atrial fibrillation (AF) can cause functional mitral regurgitation (MR), commonly referred to as atrial functional MR (AF‐MR). The conventional view holds that left atrial enlargement associated with AF causes annular dilatation which gradually moves the mitral valve leaflets apart resulting in inadequate coaptation and regurgitation. Recent findings, however, suggest that AF‐MR is not solely related to left atrial remodeling, but that important structural and functional abnormalities of the left ventricle also play a role in its pathogenesis.

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Estudos recentes dão credibilidade à noção de que a fibrilação atrial isolada (FA) pode causar insuficiência mitral funcional (RM), comumente referida como RM funcional atrial (AF ‐ MR). A visão convencional sustenta que o aumento do átrio esquerdo associado à FA causa dilatação anular que afasta gradualmente os folhetos da válvula mitral, resultando em coaptação e regurgitação inadequadas. Achados recentes, no entanto, sugerem que a FA ‐ RM não está relacionada apenas à remodelação do átrio esquerdo, mas que importantes anormalidades estruturais e funcionais do ventrículo esquerdo também desempenham um papel em sua patogênese.

Exame de 2020: Ecoestresse diastólico.

O Ecoestresse para avaliação diastólica ganha espaço no mundo inteiro.

Como existe a perspectiva de tratamento da ICDiast, precimos de um diagnóstico mais eficiente.

Fácil demais de executar na bicicleta, nem será um desafio!!!

https://doi.org/10.1002/ejhf.1614

Normal antes da quimioterapia?

https://doi.org/10.1111/echo.14461

Pediatric malignancies: Is the prechemotherapy left ventricular function normal?

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CONCLUSION:

Our data demonstrating abnormalities in LV GLS in pediatric cancer patients even prior to initiation of chemotherapy are novel and perplexing. Further longitudinal follow-up is required to assess the implications of this abnormal LV function in these patients.

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O Strain analisa o coração de maneira tão fina e intrinsecada, que demoramos para entender o que significam os achados da deformação.

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Valores rebaixados de Strain ligados apenas a presença de tumores podem mudar a forma de acompanhar a quimioterapia.

DIC 18/19 chega ao fim com sensação de missão cumprida.

O blog EchoTalk parabeniza à todos os envolvidos na gestão 18/19, especialmente ao Presidente Marcelo.

Os esforços por união da ecocardiografia e para a descentralização do conhecimento foram ímpares.

Ver novos ecocardiografistas colaborando com a mais “experiente” turma da área nos anima.

A nova gestão não precisa inventar, apenas manter as excelentes iniciativas!

É só vestir a camisa e manter o rumo!

Qual a renda pretendida?

Salários dos médicos na Europa

Confira os salários dos médicos em funções hospitalares com carga horária entre 35-40 horas semanais. Os valores são médias entre os profissionais iniciantes (récem-formados):

  • Malta: € 2.000,00
  • Itália: € 2.000,00 a € 2.500,00
  • Espanha: € 2.500,00
  • Portugal: € 2.746,24
  • Reino Unido: £ 2.200,00 libras (€ 2.464,26 euros)
  • Dinamarca: DKK 20.000,00 coroa dinamarquesa (€ 2.700 euros)
  • Alemanha: € 4.442,00
  • Suécia: SEK 35.000 coroa sueca (€ 3.288,00 euros)
  • Áustria: € 4.000,00
  • Irlanda: € 4.083,00
  • França: € 4.569,00
  • Suíça: CHF 6.250,00 franco suíço (€ 5.575,00 euros)
  • Bélgica: € 6.250,00
  • Holanda: € 6.300,00

Euro hoje:

De 9 mil a 28 mil reais para um recém formado na Europa.

Com os plantões e extras, em Portugal é possível ganhar mais de 15 mil por mês.

Nos EUA, 37 mil por mês é considerado um baixo salário médico

E no Brasil, quanto ganha e quanto quer ganhar?

A maioria respondeu ter ambições próximas aos rendimentos de médicos em Portugal e Espanha

A pesquisa brasileira revela que em relação a 1996, houve uma queda da expectativa do médico em relação aos ganhos.

Sua ambição por renda superior arrefeceu

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Notamos isto por outros fatores na ecocardiografia.

Recém formados, ecocardiografistas não toleram mais jornadas longas ou horários com saída imprevisível devido a encaixes e superlotação.

Parece mesmo que eles tem uma meta salarial, que atingida, já o desobriga de períodos ruins como Sábado cedo ou até Sexta a Tarde.

Sair após as 18 ou 19 horas, só se for acordado previamente.

Deve ser este fenômeno de acomodação à renda menor e obtenção de tempo livre valioso.

Interessante!!!

O que será de 2020?

1- O Strain fará parte do rol de procedimentos do SUS e será obrigatório para os convênios. Quem não têm aparelho com o software ficará de fora.

Não será um grande volume e nem mesmo um pagamento significativo mas está dentro da nova filosofia de usar a máquina de ecocardiografia o máximo possível.

2- Os serviços de ecocardiografia se espalham e o médico viaja:

A grande maioria dos médicos indicou morar e trabalhar exclusivamente na mesma cidade em que residem (72,6%). Porém, um percentual expressivo disse dividir sua jornada de trabalho entre a cidade onde residem e outra do mesmo estado (19,7%); foram poucos os que relataram trabalhar em cidade diferente da que residem, dentro (5,6%) ou fora (2,1%) do seu estado.

Então ter um aparelho portátil e se deslocar ainda tem espaço.

3- Os ecocardiografistas devem buscar a participação societária mas não devem deixar os clínicos de fora, para o volume de procedimentos ficar alto.

Do universo dos que responderam a pesquisa, 25,7% declararam ser proprietários de empresa médica, enquanto 11,1% afirmaram possuir outra fonte de renda além da Medicina. Esta porcentagem é próxima ao registrado na pesquisa anterior (Machado, 1996): 13,5%. Apesar do significativo número de empresários, a expressiva maioria dos médicos vive da condição liberal e/ou assalariada na prestação de seus serviços e tem seu sustento obtido exclusivamente da profissão que escolheu.

4- Os convênios dominam o setor privado e suas políticas vão ser cada vez menos generosas com os exames diagnósticos. Prefira as cooperativas onde o prestador de serviço é sócio do negócio.

Quanto à natureza das atividades, observou-se que o trabalho dos médicos no setor privado se realiza principalmente em instituições com convênios exclusivos com planos privados de saúde (48,2%) e na conjunção de convênio com o SUS e com os planos privados de saúde (28,7%) – situação já apontada na pesquisa prévia (Machado, 1996), embora com menor ênfase no primeiro tipo de convênio citado, que à época foi indicado por apenas 30,8% dos médicos. Isto revela a crescente dependência dos hospitais e clínicas particulares das operadoras de planos de saúde privados. As instituições exclusivamente particulares continuam sendo a terceira modalidade mais mencionada pelos médicos (12,2%), embora com tendência de declínio em relação ao estudo anterior (16,5%).

5- Os dados abaixo podem ajudar na estratégia. É sempre bom se informar sobre o mercado médico antes de investir.

2020: Ecocardiografista deve aprender o exame das Carótidas e Ecoestresse Físico

Ecocardiografista, aprenda a realizar o exame das Carótidas.

Pode ser em qualquer escola boa, pode ser com o colega radiologista, pode ser online com prática curta, só não pode passar 2020 sem aprender.

Pense na comodidade para o paciente, na triagem do risco cardiovascular de baixo custo, no uso mais intenso da sua máquina e no aproveitamento do tempo na maca.

O ecocardiografista que se recusa a aprender Ecoestresse com esforço precisa de uma análise psquiátrica.

Ele já tem tudo no seu laboratório, já tem o aparelho, o software de Ergometria, já é treinado em ecocardiografia, o software no aparelho costuma vir de graça e pode usar uma sala pequena qualquer.

Alguns locais pagam 3 vezes o valor de um Eco de repouso e dura só 15 minutos!!!

O paciente só pode agradecer. Nada de drogas, acesso venoso ou jejum.

Aprenda onde quiser, onde puder. Mas não passe o ano de 2020 sem ele.

As cinco melhores notícias de 2019

1- Gestão do Marcelo no DIC ampliou os horizontes do departamento para a América Latina com foco na ecocardiografia em português, espanhol e inglês.(Sim, é repetida em relação ao ano anterior pois é verdade, de novo)

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2- Ultra portáteis foram para emergência ou unidades com pacientes críticos, deixando para a ecocardigrafia as evoluções e ajustes finos de diagnósticos

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3- O Strain é uma realidade, iniciada no acompanhamento de Quimioterapia, avançando para Válvulas, Diástole e Átrio Esquerdo

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4- O Ecoestresse com esforço físico é o método dominante. O exame farmacológico virou uma prática de risco em pacientes aptos ao exercício.

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5- As fábricas pequenas não evoluíram ou foram compradas por grandes corporações e nada mudou no mercado de máquinas.

PVM: De volta ao cenário de risco

http://www.onlinejacc.org/content/62/3/222

Conclusions The authors describe a “malignant” subset of patients with MVP who experienced life-threatening ventricular arrhythmias. This phenotype is characterized by bileaflet MVP, female sex, and frequent complex ventricular ectopic activity, including premature ventricular contractions of the outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin.

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Conclusions

In this young cohort of survivors with documented OHCA( out-of-hospital cardiac arrest ), we identified a potentially “malignant” MVP–ventricular arrhythmia phenotype. It is characterized by young women with bileaflet MVP, biphasic or inverted T waves in the inferior leads, and frequent complex ventricular ectopic activity with documented ventricular bigeminy or VT as well as PVC configurations of outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin. A new approach to prospectively identify this “malignant” subset of patients is warranted.

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Estes casos estão nos laboratórios de ecocardiografia de todo o mundo, sem uma aprofundação na investigação.