O fracasso do projeto residente 3D

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Quando falhamos, gostamos de espalhar!

E não são poucas ocasiões em que o blog fracassa.

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O projeto residente 3D falhou totalmente em seus propósitos.

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Nossa máquina (Todas as máquinas?) fazem um 4D em faixa estreita.

Não é possível englobar todo o ventriculo esquerdo, átrio esquerdo e aorta na maioria dos pacientes.

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Ficamos restritos a faixas de 4D e somos obrigados a RECORRER ao 2D para entendermos as imagens.

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Testei também com alunos do quinto ano, sem informação em ecocardiografia 2D, só sabem anatomia.

Também não foram capazes de entender as imagens de faixas de 4 D

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Só mesmo as válvulas, Mitral principalmente, cabem na faixa 4D

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Com a tecnologia atual, não temos 3D, temos fatia do bolo 3D

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Considerem encerrado este projeto.

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As máquinas estão chegando ao ecocardiograma

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https://academic.oup.com/ehjcimaging/advance-article/doi/10.1093/ehjci/jey137/5124328

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Quanto tempo até um software acertar o ecocardiograma básico?

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Dependendo do 3D ser difundido?

Mais de 10 anos para chegar aos pontos pequenos e médios do mapa nacional.

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E a detecção de doenças valvares e classificação?

Bem mais de 10 anos.

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O que o ser humano erra hoje não será corrigido por inteligência artificial no médio prazo.

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O ecocardiograma vai ser o último a ser afetado diretamente, dado as dificuldades de imagem e interpretação.

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Com ainda não inventaram Tomo e RM portátil ou transportável, somos os únicos protegidos por nossa mobilidade e rapidez.

 

Prolapso: Mecanismo em câmera lenta

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@marcelohaertel 

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Uma imagem vale mais que mil palavras.

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O blog já gastou milhares de palavras aqui na tese da deformação do anel Mitral como o mecanismo básico da maioria dos prolapsos.

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Mas o filme acima, mostra como nenhum outro a deformação do anel, com redução visível e chamativa do diâmetro.

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Como a base de ancoragem encurta com a redução do diâmetro, a tenda das cúspides (como em uma armação de circo) fica frouxa e prolapsa.

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Bela imagem, disponível no Twitter: AQUI

 

 

Estenose Aórtica: Erramos por acreditar demais

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https://heart.bmj.com/content/early/2019/02/15/heartjnl-2018-314482

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Por que erramos tanto na Estenose aórtica?

Porque acreditamos demais na continuidade.

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A idade é fator decisivo. Os idosos para piorar, ainda tem esclerose da válvula e geram a certeza da estenose antes do primeiro Doppler.

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Fração de ejeção rebaixada confunde também. E se for o famoso e raríssimo caso de gradiente baixo por fração de ejeção baixa?

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Mulheres ganham facilmente o diagnóstico. Exame mais difícil?

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Não foi listado o fator mais importante, em nossa opinião, o septo sigmoide muito comum no idoso!!!

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