Doppler tecidual: enquete.

Apenas 22% dos leitores fazem o Doppler tecidual em todos os pacientes.
Estou entre eles.
Como acho muito prático e rápido, perco 15 segundos,no máximo, para ter pelo menos o tecidual lateral.
Ganho 1 caso em 100 com Disfunção diastólica com fluxo mitral e anatomia normais, talvez 2. Como faço 300 exames por mês, acerto a mais, 3 a 6 casos.
Vale a pena.

Como também vale a pena ler esse texto sobre disfunção diastólica ao Eco.

Modo M anatômico: Usando e gostando.

Trabalhava no Delboni-Auriemo da Av. Brasil em SP, ano de 2000, quando chegou um Vingmed GE system five. Tinha um pacote de inovações, no meio delas o modo M anatômico.
Fiquei 2 anos com o aparelho e acabei mais empolgado com o 3D de volume endocárdico.
Agora tenho no Vivid 3 ,como opcional, e no Envisor.
Pode-se fazer um exame de maior acurácia em menor tempo:
– Grave os clips no corte transversal e apical 4C, 3C e 2C.
– Fique a vontade para cortar com o modo M em qualquer direção!

É demais! No Envisor C vem de graça!!!!

O contraste não morreu?!?!?!?


Apesar das críticas, o contraste continua sendo usado em casos agudos e ajudando bastante.
Veja na foto como o trombo na pulmonar ficou bem definido com o uso do contraste.
Mas estou com a impressão que o produto será retirado do mercado…

LEIA AQUI

Para refluxos tricúspides difíceis…



“We conclude that DTI of the lateral tricuspid annulus is a useful clinical tool that can provide a noninvasive estimate of PVR in patients with CTEPH. In this population, decreasing values of tSm predict progressively higher measurements of PVR. In addition, measurement of tSm can help distinguish patients with markedly elevated pulmonary resistance (PVR > 1000 dyne s/cm5) from those with only moderately elevated pulmonary resistance”
Journal of the American Society of Echocardiography
© Volume 20(10),

Muito interessante, sendo a onda s do anel tricúspide > 10, dificilmente a Resistência pulmonar será superior a 1000 ou a pressão > 50 mmhg.

Tridimensional neonatal

“A real-time 3-dimensional echocardiogram (Sonos 7500, Philips Medical Systems, Andover, Mass) demonstrated the complex anatomy of the criss-cross heart as clearly as if one were viewing an anatomic specimen.”
ou
Um 3D em tempo real ecocardiograma (Sonos 7500, a Philips Medical Systems, Andover, Mass) demonstrou a complexa anatomia do coração tão claramente como se fosse uma visão anatômica espécime.

Olhando a foto não cheguei a conclusão alguma! Como 3D é difícil para um cérebro acustumado a 2D.!!!!

O primeiro CIRCULATION a gente nunca esquece!

Foram muitas tardes no laboratório, dezenas de camundongos, uma centena de ecocardiogramas, centenas de medidas para um resultado reconhecido, internacionalmente.
Não é nada fácil fazer pesquisa básica. No Brasil, menos ainda.
Mas valeu e continua valendo.
Obrigado na todos.

Enquete de formação

A maioria dos leitores deste blog (62%) fez estágio de 1 a 2 anos em Eco.
Um terço fez cursos intensivos.
Esse é mesmo o cenário atual da ecocardiografia no Brasil.
Mas vai mudar, provavelmente para o inverso. Por que?
– Historicamente na Cardiologia, um método passa a ser realizado por um número maior de cardiologistas( eletrocardiograma,ergométrico, holter…)
– Os aparelhos ficam mais acessíveis, em preço e em manuseio.
– O treinamento passa a ser incorporado à formação normal das residências, projeto que tento instalar na UNICAMP há 2 anos.
– Novos exames surgem e passam a corrigir erros de examinadores menos experientes. Hoje é só fazer uma tomografia ou ressonância para checar um eco duvidoso, não precisa fazer CAT!
– Novos cardiologistas não têm tempo ou necessidade de uma formação completa. è necessário mesmo que TODO ecocardiografista saiba fazer congênitos, transesofágico, stress e contraste???!!!

Bom, é só aguardar…