Direito de resposta: Dr. Juliano.

Juliano de Lara Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem “Parabéns Marcia Barbosa, pela criação do DIC. Veja…”:

É com grande satisfação que me posiciono neste fórum quanto aos comentários expressos no blog pois sucitou debate muito interessante. Os dados divulgados em email do GERT tiveram a única função de fazer seus membros refletirem sobre os números expressos, sem nenhuma conclusão observada. Perspicazmente observado pelos leitores, a conclusão – a ser apresentada em Assembleia da cardiologia da Unimed Campinas – é exatamente a mesma que aqui foi exposto: o ecocardiograma de estresse substitui a cintilografia com menor custo e, ao mesmo tempo, promove a redução do número de cateterismos. Isto é um dado positivo para o eco. A CT em Campinas é realizada em números irrisórios em comparação com os demais exames de pesquisa de isquemia, por isso não foi nem quantificada neste levantamento preliminar.

Quero deixar claro que não há aqui nenhum julgamento de valores ou posições quanto à defesa ou não do DIC, CT, eco ou que seja. Este espaço é democrático suficiente para que todas as visões sejam expostas e defendidas e isto é muito salutar. Não julgo necessário para o embate qualquer exposição pessoal ou críticas nominais já que discussão das ideias por sí só já geram diversas controvérsias. As repercussões negativas disso, entretanto, muitas vezes ultrapassam alguns limites cujas consequencias às vezes se tornam muito maiores que os próprios fatos que as geraram.

Parabenizo o mantenedor do blog – que conheço pessoalmente e a quem tenho muito respeito pelo trabalho técnico que exerce – sabendo que posições divergentes sempre existirão e é isso que faz avançar todos os métodos incluídos no DIC.
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Nada contra a Ressonância…


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High-spatial-resolution magnetic resonance image, with cross-sectional coregistered images through plaque in the internal carotid artery. Baseline T2-weighted image (A) and precontrast (B) and postcontrast (C) T1-weighted images and plaque contours (D) (white: carotid artery lumen; light gray: vessel wall area) are shown. T2-weighted image (A) shows isointense plaque, precontrast T1-weighted image (B) shows hyperintense plaque, and postcontrast T1-weighted image (C) shows no enhancement of the plaque, which matches the criteria of a lipid-rich necrotic core with no or little hemorrhage. Follow-up T2-weighted (E) and precontrast (F) and postcontrast (G) T1-weighted images and plaque contours (F) (white: carotid artery lumen; light gray: vessel wall area; dark gray: hemorrhage) are shown. T2-weighted image (E) shows a striking hyperintense area within the plaque, adjacent to the lumen (dark gray area in H). This area is hyperintense at the precontrast T1-weighted image (F) and does not enhance at the postcontrast T1-weighted image (G). These findings indicate recent intraplaque hemorrhage.
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Belíssima imagem de placa na carótida com progressão do ateroma por hemorragia intra-placa.
O fenômeno de hemorragia intra-placa e progressão da estenose é muito comum também na coronária.
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Mas carótida é carótida e coronária é coronária! rsrs
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Mais uma do diretor do D I C. Domo arigato, Márcia.


Acima, a diretriz de Aterosclerose, que usa o IMT como marcador de risco cardiovascular.
Abaixo, a opinião do diretor do D I C, parceiro da presidente na condução da ecocardiografia nacional.
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São mensagens públicas do diretor, a disposição na internet.
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———- Forwarded message ———-
From: Juliano Lara Fernandes
Date: 2008/6/26
Subject: [gertsbc] CAC melhor que IMT
To: gertsbc@googlegroups.com, gertsbc@yahoogrupos.com.br

Mais este para complementar o artigo enviado pelo Marcelo.

Para acabar com esta falácia do IMT. Carótida é carótida, coronária é coronária…

Juliano
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Nada contra esse diretor, especificamente. Mas quem faz exame de carótidas hoje em dia é o ecocardiografista. Quem faz ecostress é o ecocardiografista.
Ecocardiografistas de verdade, como nós, vão ficar sem ter o que fazer se os diretores do D I C continuarem a se manifestarem publicamente contra nossos exames!!
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Parabéns Marcia Barbosa, pela criação do DIC. Veja como foi bom para a ecocardiografia nacional!


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O Dr. Juliano, autor do texto abaixo, é diretor do DIC.
Trabalha no departamento criado na gestão da Márcia Barbosa.
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Os dados, que deveriam ser de uso apenas na cooperativa UNIMED de Campinas, foram divulgados em um grupo de internet.
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From: “Juliano de Lara Fernandes”
Date: October 19, 2009 8:27:45 PM EDT
To: ,
Subject: [gertsbc] Aperitivo dos numeros da CT – Unimed Campinas
Reply-To: gertsbc@yahoogrupos.com.br

O numero de CATs/1000 consultas de cardio caiu de xxx para xxx depois da CT.

O numero de cintilografias de xxx para xxx.

Até aí tudo bem.

No outro lado da moeda:

– o numero de eco-stress subiu de xxx para xxx

– o numero de angioplastias subiu de xxx para xxx (!!!)

– ECO + cintilo: xxx para xxx (parece que o eco rouba da cintilo, mas a CT não interfere)

– proporção de angioplastias/cat: xxx para xxx

Só fiz algumas contas, sem analises.

Unhhh….

Juliano
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É muita falta de visão achar que médicos radiologistas do coração, trabalharão a favor da ecocardiografia…
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xxx = Os valores reais foram substituídos a pedido do Dr. Juliano, citado acima.
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Após 20 anos, a perfusão por contraste ainda é mais ou menos…


Quantitative myocardial contrast echocardiography during pharmacological stress for diagnosis of coronary artery disease: a systematic review and meta-analysis of diagnostic accuracy studies
European Journal of Echocardiography 2009 10(7):813-825
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Existing data support a moderate diagnostic accuracy of quantitative MCE in the detection of CAD in patients with known or suspected CAD. However, standardization of the methods used for conduct, analysis, interpretation, and reporting of those measures is needed to facilitate clinical implementation of the quantitative MCE technique. A large multicentre study of sufficient sample size to provide valid and reliable cut-offs, composed of a broder spectrum of patients with acute and chronic CAD and using standardized protocols for imaging, data analysis, and interpretation, would be of great benefit for optimized clinical application of this technique in order to minimize the potential for heterogeneity as observed in the evaluated studies.
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Alguns métodos demoram para amadurecer. Demoram tanto que dá até sono…
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O Ecocardiograma é fundamental no PS.


Clinical Relevance of Echocardiography in Acute Severe Dyspnea
Feissel, Marc MDa; Maizel, Julien MDb,c; Robles, Georges MDa; Badie, Julio MDa; Faller, Jean Pierre MDa; Slama, Michel MD, PhDb,c
Journal of the American Society of Echocardiography
Issue: Volume 22(10), October 2009, p 1159–1164
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Methods: Transthoracic echocardiography was performed in 88 patients in sinus rhythm admitted for respiratory distress. Two experts determined the cause of dyspnea as cardiogenic (26 patients) or noncardiogenic (62 patients).
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E/EDT, E/Ea, and E/Vp appear equally useful to distinguish acute dyspnea due to left-heart dysfunction from that of pulmonary origin. However, E/EDT and E/Ea can be considered the best indices with regard to feasibility.
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Estudo mostra o valor do ecocardiograma no PS para diferenciar a dispnéia.
Muito melhor que BNP, RX e outros, na opinião de muitos médicos.
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Um ecocardiograma básico, sem estrelismos, feito na hora que o paciente chega, diminui custos e melhora o atendimento.
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Mas seria uma conta a ser feita pelos diretores de convênios ou cooperativas.
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