Microbolhas. As pesquisas indicam.

Levantando as publicações dos últimos 3 meses da revista americana de ecocardiografia, a Journal of the American Society of Echocardiography, fiz um pouco de futurologia.
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Foram 21 artigos com o uso de Strain e Doppler tecidual.
17 artigos envolvendo variados temas.
4 com o uso do 3D.
2 com o uso de contraste.
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Houve uma mudanca significativa no foco das pesquisas.
Na mesma direção, o revista de Eco europeia abusa dos artigos de Strain, Tecidual e 3D.
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Após 40 anos, a busca da quantificação da perfusão com microbolhas patina, mesmo no meio acadêmico.
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Em uma conversa, há 8 anos atrás, com um médico executivo da empresa que vendia microbolhas, afirmei que a física estava contra as microbolhas.
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Quando a fonte de energia, o transdutor, é focal, sua energia vai ser perdida com a penetração no tecido e atingirá com níveis inferiores de energia, as estruturas mais profundas.
Então, as microbolhas seriam sempre menos “ativadas” proporcionalmente em relação a penetração.
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Esse efeito, quando se fala em perfusão, dificulta muito as medidas quantitativas.
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Já a RM não sofre desse mal, e está 5 cavalos de distância na corrida de avaliação de perfusão.
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Ou se inventa a insonação multifocal, ou se desiste da análise da perfusão ao eco, pelo menos como concorrente séria da RM…
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As microbolhas vão voltar ao mercado. Mas o mundo não anda muito animado com elas!
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Você não gosta de mim, mas sua família gosta!

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Estávamos em uma mesa científica(?) no congresso SOCESP.
Apresentei a Carótida como opção de avaliação de risco cardiovascular, com pesquisas próprias e de outros.
Assim foi com a Genética, muito bem representada, os biomarcadores, também com brilho e o Escore de cálcio e Tomo, com uma aula boa.
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Perguntado sobre o uso indiscriminado da Tomo, o palestrante disse:
– Os professores são os que mais criticam a tomografia, mas enviam seus parentes, pais e mães para fazerem o exame sem nenhum receio!
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Chega a ser engraçado…
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