O exame mais caro da medicina pode custar 100 reais

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O debate sobre microbolhas lembrou um debate maior:

Quando um exame é caro demais?

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Sempre a resposta será relativa

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Um exame que custa 100 reais mas dá a mesma resposta que um exame de 10 reais, pode ser considerado um dos mais caros da medicina!

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Conheço um cardiologista que só pede RM com Dobuta na suspeita de coronariopatia

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O exame é bom mas custa mais de 2500,00 reais para apontar a mesma doença que o Ecoestresse por 450,00 reais

O mesmo vale para a Cintilografia com drogas ou esforço

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Um médico deve sempre buscar o resultado mais confiável com o menor custo humano e material, mesmo no serviço privado

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Alguns nem fazem as contas, outros não estão atualizados e outros não se importam.

Mas estão todos equivocados

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O Contraste voltou

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Sumido do mercado real de ecocardiografia, o contraste não era assunto mais em muitos meios de comunicação do método

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Hoje voltaram a visitar o HC com proposta de preço interessante e com o exame incluído na tabela CBHPM

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Já utizamos o Sonovue umas 50 vezes.

Bem menos que o Definity, que usamos dez vezes mais até sair do mercado

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Com reembolso, o uso fora do hospital universitário pode decolar

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Penso sempre no contraste de microbolhas como um custo bem baixo ao se considerar que evita uma Ressonância ou Cintilografia!

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A facilidade de utilização é uma grande vantagem

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Vamos retomar


A Quinta Dimensão da RM, operador dependente da respiração

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https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/mrm.26745

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Na luta para realizar um exame rápido e confiável, a RM inventou a quinta dimensão.

Sim, o exame 5D.

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São eles que afirmam:

A ressonância magnética cardíaca, particularmente a imagem de pequenos vasos, como as artérias coronárias, continua sendo uma tarefa desafiadora (1–3). Os principais desafios incluem: i) movimento do coração durante os ciclos cardíaco e respiratório, ii) a complexidade da anatomia cardiovascular e iii) limitações relacionadas à velocidade de imagem comparativamente lenta.

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Mais:

Esses fatores levaram a um fluxo de trabalho clínico complexo e demorado para imagens cardíacas tradicionais, em que uma série de aquisições de imagens 2D são empregadas durante múltiplas respirações.

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E finalmente:

Essas aquisições devem ser adaptadas e ajustadas individualmente, de uma maneira altamente dependente da experiência do operador e da capacidade  dos pacientes para prender a respiração.

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Bem vinda ao mundo da imagem cardíaca que reconhece suas dificuldades!

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Imagem cardíaca boa tem que aceitar o Zoom sem distorcer e tem que ter taxa de quadros mínima de 30 QPS.

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https://www.birpublications.org/doi/10.1259/bjr.20150655

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