Escore de Cálcio na visão de quem faz.

Formal CAC scoring was introduced in 1990, with early scoring algorithms notable for their simplicity and elegance. Yet, with little evidence available on how to best build a score, and without a conceptual model guiding score development, these scores were, to a large degree, arbitrary .

A pontuação formal do CAC foi introduzida em 1990, com algoritmos de pontuação precoce notáveis ​​por sua simplicidade e elegância. No entanto, com poucas evidências disponíveis sobre a melhor forma de construir uma pontuação, e sem um modelo conceitual orientando o desenvolvimento da pontuação, essas pontuações foram, em grande parte, arbitrárias

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http://imaging.onlinejacc.org/content/10/8/923

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Author Information

  1. Michael J. Blaha, MD, MPHa
  2. Martin Bødtker Mortensen, MD, PhDa,b
  3. Sina Kianoush, MD, MPHa
  4. Rajesh Tota-Maharaj, MDa,c and 
  5. Miguel Cainzos-Achirica, MD, MPHa,d,e
  1. aJohns Hopkins Ciccarone Center for the Prevention of Heart Disease, Baltimore, Maryland
  2. bDepartment of Cardiology, Aarhus University Hospital, Aarhus, Denmark
  3. cFlorida Heart and Vascular Multi-Specialty Group, Leesburg, Florida
  4. dIDIBELL–Bellvitge Biomedical Research Institute, Barcelona, Spain
  5. eRTI Health Solutions, Barcelona, Spain

Colesterol tem a ver com placa calcificada em estudo de TC

LDL-C level was significantly associated with an increased risk of calcified plaques rather than non-calcified or mixed plaques.

However, prospective trials are needed to show whether screening for non-obstructive coronary atherosclerosis by imaging tools could help improve outcome of such individuals. Therefore, more evidence is still needed to inform treatment decision-making in this low-risk category.

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https://academic.oup.com/ehjcimaging/article/20/8/866/5488837

Os estudos com IMT de carótidas apontam relação entre a espessura e a taxa de eventos. Alguns apontam relação com a presença de placas na coronária.

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A TC já aponta, no estudo acima, maior taxa de calcificação em pacientes com elevação do LDL.

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São conhecimentos diferentes e aplicações que podem ser confusas, já que a placa menos calcificada têm maior taxa de eventos, aparentemente.

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O que o clínico precisa saber em relação aos exames de aterosclerose subclínica?

Importante é a taxa de eventos relacionadas ao marcador.

Em uma população acima dos 50 anos, achados de placas coronárias são comuns.

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Como laudar a IMT automática

Descrever a medida da EMI média de cada lado, em mm, no corpo do laudo. Além disso, deve-se acrescentar na conclusão se a medida encontra-se acima ou abaixo do percentil 75, e a tabela utilizada, com sua referência bibliográfica

Usaram o software MIA.

http://www.mia-llc.com/products/index.htm

E a tabela ELSA nacional.

E não parece que o uso de tabelas internacionais sejam adequadas ao povo brasileiro

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0021915014013872?via%3Dihub

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E o corte de >0,99 mm que usávamos para definir como agravante de risco?

Seu uso não foi indicado mas algumas tabelas de risco utilizam.

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O esforço para padronização foi enorme, nota-se.

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Mas neste espaço podemos comentar as dificuldades de enfrentar um concorrente como o Escore de Cálcio, bancado por grandes interesses.

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Conclusion

A CCS of zero cannot be used by itself to exclude obstructive CAD in symptomatic patients referred for coronary CT angiography (CCTA).

https://doi.org/10.1093/ehjci/jes060

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Mas somos mais rápidos, mais baratos e podemos ser realizados com o ecocardiograma.

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DIC Carótidas: Normas

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Três importantes normas que afetam o dia a dia do Ecocardiografista:

1- Não utilizar o Zoom na IMT

2- Apresentar no corte a bifurcação

3- Medir na posterior 1 cm antes da bifurcação e não 2 cm.

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Considerada enterrada, a medida manual foi reanimada.

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http://departamentos.cardiol.br/dic/publicacoes/revistadic/revista/2019/portugues/Revista03/abc-imagem-v3203-especial-posicionamento-de-ultrassonagrafia-vascular-dic.pdf

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O estudo que norteou as normas acima foi o enorme ELZA- Brasil)

(https://www.atherosclerosis-journal.com/article/S0021-9150(14)01387-2/fulltext)

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To measure CIMT, each common carotid artery (CCA) was identified along its longitudinal axis, using standard brightness and contrast. IMT was calculated automatically using the Medical Imaging Applications software (MIA, Coralville, Iowa, USA), with analysis on three electrocardiographically gated cardiac cycles. Only the proximal far wall of the CCA (1 cm proximally to the carotid bifurcation, with 1 cm length) was measured, and mean and maximum values for each CCA were obtained.

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Exitem opiniões diferentes no mundo:

IMT measurement at a distance of at least 5 mm below the distal end of CCA (IMT could also be measured at the carotid bifurcation and internal carotid artery bulb, but the values should be given separately

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https://www.escardio.org/Journals/E-Journal-of-Cardiology-Practice/Volume-13/Intima-media-thickness-Appropriate-evaluation-and-proper-measurement-described

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Quando o médico fica do lado errado, até controle remoto é necessário!

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Nunca vou entender um ecocardiografista se posicionando como a acima.

A posição do ecocardiograma é ideal para realizar também o Doppler de Carótidas.

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A posição acima é tão anti ergonomia que foi preciso criar um controle remoto!!!

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US de Carótidas: Melhor que a encomenda.

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In conclusion, our data collection showed that carotid ultrasound examinations are requested for a wide variety of indications. Statistical analysis did not support our concern that we were doing too many negative examinations. To the contrary, we found that overall 26.5% of all examinations were positive and that 17.5% demonstrated a flow-limiting lesion of an ICA. Further, with 1 exception, each of the individual indications showed an abnormality in at least 19.7% of examinations and a hemodynamically significant ICA lesion in 11.6% of examinations. These results validate the collaborative position of the ACR, the AIUM, the SPR, and the SRU that collectively and for most requested indications “carotid ultrasound is a proven and useful procedure for evaluating the extracranial cerebrovascular system.”

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Em conclusão, nossa coleta de dados mostrou que os exames de ultrassonografia carotídea são solicitados para uma ampla variedade de indicações. A análise estatística não apoiou nossa preocupação de que estávamos fazendo muitos exames negativos. Pelo contrário, constatamos que, em geral, 26,5% de todos os exames foram positivos e que 17,5% demonstraram uma lesão limitante do fluxo de uma ACI. Além disso, com uma exceção, cada uma das indicações individuais mostrou uma anormalidade em pelo menos 19,7% dos exames e uma lesão hemodinamicamente significativa da ACI em 11,6% dos exames. E para a maioria das indicações solicitadas, “a ultrassonografia carotídea é um procedimento comprovado e útil para avaliar o sistema cerebrovascular extracraniano”.

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https://oce.ovid.com/article/00013644-201809000-00013/HTML

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Um exame subestimado, com certeza. 

Sofrendo com a concorrência cara e bem financiada.

E sem uma área que a defenda, já que tem muitos donos.

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Quem critica o exame de Carótidas não lê ou pior,

lê mas não entende.

 

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Placa nas Carótidas e Doença Coronária

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Conclusions

Carotid Plaque  is associated with CAD extension in patients with ischemic heart disease suspicion undergoing EE.

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https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/echo.14251

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O US de Carótidas é usado em todo mundo para definir risco cardiovascular com baixo custo.

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Mais do que isso, auxilia na procura mais persistente da doença coronária significativa.

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Junto com o Ecocardiograma com esforço, custam 10% das modalidades concorrentes.

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Não conseguimos entender um ecocardiografista que escolha não executar o exame.

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Carótidas: Medidas automáticas para executar e laudar.

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019483217308052#bib0055

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Intra- and inter-operator reproducibility of automated cloud-based carotid lumen diameter ultrasound measurement

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Após o surgimento e consagração da medida automática da espessura íntima média, vem em seguida o diâmetro automático.

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No Brasil estamos bem longe destas evoluções.

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Ainda lutamos para definir a medida a 2 cm da bifurcação e não com apenas 1 cm de distância que pode ser quase Bulbo em alguns pacientes.

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“O protocolo recomendado para a medida da EMI é
semelhante ao descrito do estudo ELSA-Brasil, segundo
o qual se realiza a medida da EMI de maneira automática
na parede posterior das carótidas comuns à direita e à
esquerda: no mínimo 1 cm proximalmente ao divisor de
fluxo – referido como bifurcação.”

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Sendo realizada como sugere a diretriz, pode gerar valores médios acima do esperado para nossa população.

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http://departamentos.cardiol.br/dic/publicacoes/revistadic/revista/2015/portugues/Numero_Especial/vol28_artigo%20especial_port.pdf

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Não recomendamos o uso da medida manual.

Esta medida é verdadeiramente examinador dependente e deveria ser abandonada.

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ACV: Mais vale o diâmetro que o IMT

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https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/STROKEAHA.114.004850

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Incident Stroke Is Associated With Common Carotid Artery Diameter and Not Common Carotid Artery Intima-Media Thickness

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Conclusions—

Although common carotid IMT is not associated with stroke, interadventitial diameter of the common carotid artery is independently associated with first-time incident ischemic stroke even after adjusting for IMT.

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Quanto maior o diâmetro da Carótida, maior o risco de AVC.

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Interessante observação científica, visto que não informamos esta medida no exame de Carótidas.

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Apesar da medida ser muito fácil de obter.

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Parece mais útil informar o diâmetro de uma Carótida comum do que as velocidades normais ao Doppler.

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