O MORCERF ESTAVA CERTO!!!!!!


A Head-to-Head Comparison of Infusion and Bolus Doses of Adenosine for Stress Myocardial Contrast Echocardiography
Echocardiography
Volume 23 Issue 6 Page 483-489, July 2006

AQUI

Em uma reunião do Definity, fui chamado de louco por apoiar o uso de adenosina em bolus, como o Morcerf preconizava.
Na verdade, já fiz mais de 200 exames com o protocolo de adenosina em bolus!
Agora vejo que entre os loucos, posso incluir também o Dr Pandian, do New England Medical Center.
Parece que temos um apoio de peso em uma revista de respeito, nada que impressione meu amigo do INCOR, é claro…

ICC com Fração de ejeção preservada: mortalidade


Prognosis of heart failure with preserved ejection
fraction: a 5 year prospective population-based
study
European Heart Journal (2008) 29, 339–347

Heart failure with preserved ejection fraction has a poor prognosis, comparable with that of HF with reduced EF, with
a 5 year survival rate after a first episode of 43% and a high excess mortality compared with the general population

A Falência cardíaca com fração de ejeção preservada é uma realidade.
Estudo prospectivo demonstrou impacto assustador na mortalidade, vale a pena ler.
Por mais que se critique a fração de ejeção como medida real da contratilidade, não podemos esquecer que o coração têm DUAS funções de real importância: Ejetar e receber o sangue!
Na definição do Braunwald “Manter o débito as custa de pressões venosas elevadas”, isto é, disfunção diastólica!

Teoria da Eco dependência


Um amigo me perguntou qual o negócio de ecocardiografia que eu investiria
Respondi de pronto que a curto prazo seria o ecocardiograma na UTI.
O exame pode dar a contratilidade, estimar a pressão no AD, na pulmonar, no AE, calcular o débito, resistência periférica e pulmonar.
Já mudei várias vezes as drogas vasoativas baseado em achados do Ecocardiograma da hemodinâmica.
Pacientes hipovolêmicos com noradrenalina alta? Cansei de ver…
Noradrenalina com dopa altas doses e falência miocárdica? Dobutamina nele…
Quanto mais você faz, mais dependente de você ficará o intensivista!
Uma rotina de eco na manhã em uma UTI pode salvar vidas e rodar sua máquina.

3D PARA INSUFICIÊNCIA MITRAL

AHJ, Volume 155(2) February 2008
pgs. 195-394,e3-e17

Para diferenciar o tipo de insuficiência mitral, o 3D ajuda bastante.
Acima na foto, o refluxo da cardiopatia dilatada.Abaixo o refluxo do prolapso da valva mitral.
Parece pouco para tanta tecnologia?
O 3D vai sofrer muito ainda nas mãos e olhos de médicos calejados em 2D.
É preciso recomeçar, aprender a olhar o exames já em 3D desde o início.
Testei uma máquina por 2 meses, só vi vantagem quando, já perto do fim dos testes, começei a fazer o 3D desde o início do exame, e não após o exame 2D!

O segredo do Ecostress com esforço na bicicleta.

Finalmente, após 8 anos, o segredo do eco de esforço na bicicleta horizontal foi revelado!
Foi preciso que um experiente ecocardiografista se deslocasse de Maceió para Campinas para desvendar esse mistério.

Agora vamos revelar:

O SEGREDO DO ECO DE ESFORÇO NA BICICLETA É QUE NÃO TEM SEGREDO.

O aluno faz 20 casos e sai fazendo o exame!!!!

Fiquei até preocupado, acho que vou criar alguma complicação, uma janela com a mão invertida, uma manobra difícil, algo que torne o exame coisa de expert…

Dipiridamol no Stress, ainda usam????


ACC/AHA PRACTICE GUIDELINES
ACC/AHA/ASE 2003 Guideline Update for the Clinical
Application of Echocardiography
A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on
Practice Guidelines (ACC/AHA/ASE Committee to Update the 1997 Guidelines for the
Clinical Application of Echocardiography)

AQUI

In patients
studied with exercise echocardiography, weighted mean sensitivity
is 86%, specificity 81%, and overall accuracy 85%.
With dobutamine stress echocardiography, corresponding
values are 82%, 84%, and 83%.

Preciso de ajuda, ainda estou procurando nos guidelines uma indicação do ecostress com dipiridamol como o MAIS difundido, como afirma a Cetrus.

Mas não encontro, sera que está por ser impresso ainda???

Enquanto isso, na concorrência…

Diz o anúncio do curso de ecostress do concorrente:

“O Curso de ECO DE ESTRESSE FARMACOLÓGICO, destina-se a ecocardiografistas com experiência na identificação de imagens cardiológicas e que desejem complementar a sua formação..Na parte prática do curso será utilizado o dipiridamol, por se tratar da técnica mais difundida na atualidade. Cada aluno realizará entre 5-6 exames completos de eco de estresse.”

Técnica mais difundida aonde?????

Nos Estados Unidos é o Esforço e Dobutamina, na Europa o Esforço.

O guideline americano coloca o dipiridamol como TERCEIRA opção e a mais baixa sensibilidade, comparado ao esforço ou dobutamina.

Debates comparando Dobutamina com esforço só existem para animar alguns eternos palestrantes no congresso de Eco Brasileiro, mas defender o dipiridamol é de cair o queixo!!!!

( a foto acima é da equipe “vencedora” Minardi, que não sei porque me lembra a equipe que defende o Dipiridamol)

C. Otto X H. Feigenbaum

Os residentes e alunos perguntam:
-Que livro devem ler?
É interessante comparar os dois melhores para quem está iniciando.
São dois bons livros mas eu indico sempre o Feigenbaum.
Por que?
Nossa memória caminha em dois trajetos cerebrais distintos, a de curta duração e a de longa duração.
A curta duração se refere a 24h-36h de persistência e muito usada na véspera da prova!
Depois, pouco fica.
A de longa duração demora mais a ser fixada, ocupa espaço, precisa de ciclos de sono completos e pode durar a vida inteira.
Quando lemos uma matéira extensa, de 20 a 30% das informações são fixadas. Em uma aula de powerpoint pode ser menos de 10% mesmo prestando atenção!!!
Então, lendo um livro resumido, guardarei 30% do resumo, caso do livro da Otto.
Para a leitura do Feigenbaum, serão 30% de toda a ecocardiografia !!!!
Viram que diferença pode fazer?
Por isso, nada de ler Manuel de Ecocardiografia! Guardar 30% de 1% é igual a não saber o que fala!!!!