DIC 18/19 chega ao fim com sensação de missão cumprida.

O blog EchoTalk parabeniza à todos os envolvidos na gestão 18/19, especialmente ao Presidente Marcelo.

Os esforços por união da ecocardiografia e para a descentralização do conhecimento foram ímpares.

Ver novos ecocardiografistas colaborando com a mais “experiente” turma da área nos anima.

A nova gestão não precisa inventar, apenas manter as excelentes iniciativas!

É só vestir a camisa e manter o rumo!

PVM: De volta ao cenário de risco

http://www.onlinejacc.org/content/62/3/222

Conclusions The authors describe a “malignant” subset of patients with MVP who experienced life-threatening ventricular arrhythmias. This phenotype is characterized by bileaflet MVP, female sex, and frequent complex ventricular ectopic activity, including premature ventricular contractions of the outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin.

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Conclusions

In this young cohort of survivors with documented OHCA( out-of-hospital cardiac arrest ), we identified a potentially “malignant” MVP–ventricular arrhythmia phenotype. It is characterized by young women with bileaflet MVP, biphasic or inverted T waves in the inferior leads, and frequent complex ventricular ectopic activity with documented ventricular bigeminy or VT as well as PVC configurations of outflow tract alternating with papillary muscle or fascicular origin. A new approach to prospectively identify this “malignant” subset of patients is warranted.

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Estes casos estão nos laboratórios de ecocardiografia de todo o mundo, sem uma aprofundação na investigação.

Qual PVM pode trazer risco?

http://www.onlinejacc.org/content/72/23_Part_A/2904

Conclusions

There is an association between MVP and SCD. It would be prudent to identify and stratify at-risk patients. A majority of patients who experienced MVP-related sudden death had evidence of a trigger (PVCs) and the substrate (myocardial strain or fibrosis) necessary to initiate and perpetuate malignant VAs. Future longitudinal studies are needed to advance our understanding of the mechanisms of MVP-related SCD, validate existing risk factors, and identify the highest-risk patients who could potentially benefit from a primary prevention intervention.

Conclusões
Existe uma associação entre MVP e SCD. Seria prudente identificar e estratificar pacientes em risco. A maioria dos pacientes que apresentaram morte súbita relacionada à MVP apresentava evidência de um gatilho (PVCs) e do substrato (estirpe do miocárdio ou fibrose) necessário para iniciar e perpetuar os VAs malignos. Futuros estudos longitudinais são necessários para avançar nossa compreensão dos mecanismos do DF relacionado à MVP, validar os fatores de risco existentes e identificar os pacientes de maior risco que poderiam se beneficiar potencialmente de uma intervenção de prevenção primária.

Mismatch na TAVR

Prosthesis-Patient Mismatch Following Transcatheter Aortic Valve Replacement With Supra-Annular and Intra-Annular Prostheses

https://doi.org/10.1016/j.jcin.2019.07.027

Auto expandidas:

Expandidas por balão:

Conclusions

SEV ( self-expandable valves ) were associated with a lower frequency of PPM compared with BEV ( balloon-expandable valves ) irrespective of annulus area. The difference was mainly driven by larger patients with BSA >1.83 m2.

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Por que as auto expandidas geram menos gradiente e mismatch?

Comparada à expandida por balão:

Hipótese:

Como a maioria dos pacientes são idosos com septo sigmóide, uma prótese que age mais profundamente na via de saída pode ajudar no gradiente pré valvar.

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Anel Mitral para quem só pensa em cúspides

http://imaging.onlinejacc.org/content/10/12/1434

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Mitral annular disjunction (MAD) is characterized by detachment of the roots of the annulus from the ventricular myocardium to which it would normally be attached. Because the fibrous trigones are densely fibrotic, the base of the anterior leaflet is unaffected and only the area under the posterior leaflet, specifically under P1 and P2 scallops, is affected. There is no detachment of the annulus from leaflets or from atrial wall.

A disjunção anular mitral (MAD) é caracterizada pelo descolamento das raízes do anel do miocárdio ventricular ao qual ele normalmente estaria ligado. Como os trigônios fibrosos são densamente fibróticos, a base do folheto anterior não é afetada e apenas a área sob o folheto posterior, especificamente sob escalopes P1 e P2, é afetada. Não há descolamento do anel de folhetos ou da parede atrial.

Refluxo Mitral é análise inteligente, não é uma simples conta.

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/ehf2.12491

GOOGLE TRANSLATOR= Dois ensaios recentes de reparo transcateter de válvula mitral em pacientes com regurgitação mitral funcional (FMR) apresentaram resultados opostos para o MitraClip® em comparação com a terapia médica isolada. Os resultados conflitantes deram origem a discussões intensivas sobre a avaliação da regurgitação mitral (RM). Um recente ponto de vista editorial forneceu uma explicação potencial, apresentando um novo conceito fisiopatológico. Entretanto, a caracterização ecocardiográfica dos pacientes de ambos os estudos é inconsistente e os conceitos discutidos parecem sofrer de fragilidades de plausibilidade. É bem concebível que as limitações na avaliação ecocardiográfica dos pacientes do estudo tenham introduzido um viés em relação à seleção de pacientes com RM grave (ou menos grave) que pode ser uma explicação mais plausível para as diferenças no desfecho. Aqui ilustramos nosso ponto de vista em relação aos dois ensaios do MitraClip e também ilustramos as dificuldades em avaliar adequadamente a RM funcional. Pode de fato ser “abrir a caixa de Pandora”, mas também tentaremos fornecer uma solução.

Aceita-se que, utilizando a abordagem da área de superfície de isovelocidade proximal popular (PISA) para quantificação da gravidade da RM, o cálculo da EROA e, consecutivamente, também de RV, determinado pelo método PISA, é altamente propenso a erros metodológicos.4, 7-9, 16 , 17 O centro da área do orifício e os PISAs máximos devem ser corretamente visualizados em um plano seccional representativo. Pressupostos matemáticos de uma área de escritórios redondos, uma formação de jato central e PISA simétricos em forma de esfera raramente estão presentes na realidade. Além disso, a regurgitação mitral é dinâmica, o que dificilmente pode ser totalmente caracterizado por um único instantâneo durante o ciclo cardíaco. Apesar dessas limitações, o método PISA foi usado nos dois últimos ensaios para quantificação de RM. Não surpreendentemente, o MITRA-FR apresenta dados conclusivos de RV, enquanto o estudo COAPT não foi capaz de fornecer dados conclusivos usando o método PISA.

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Artigo enviado por Leandro Becker

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Mais importante :

A avaliação ecocardiográfica da gravidade da FMR como realizada no COAPT e MITRA-FR não parece ser apropriada para a identificação de pacientes que derivam um efeito terapêutico da terapia percutânea da válvula mitral (um viés de seleção substancial parece provável). O VR calculado nos pacientes com FMR no COAPT parece ser maior que o volume total de ejeção. Com relação às limitações da classificação semiquantitativa da gravidade da RM, incluindo o método 2D-PISA, estudos futuros analisando os efeitos terapêuticos na RSF devem fornecer uma avaliação quantitativa do FR individual.

Ecocardiografia na IC

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https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-71617-6_25

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Quando comecei na Ecocardiografia, Bijoy K. Khandheria era a estrela do método que topava vir ao Brasil para as aulas.

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Muito bom professor e de simpatia única.

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Quando ele insiste em usar o esquema abaixo, fico tentado e imitar seu exemplo:

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O texto todo é muito bom.

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Aqui em PDF https://link.springer.com/content/pdf/10.1007%2F978-3-319-71617-6_25.pdf