Expansão do infarto como causa de disfunção diastólica

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Ler o Braunwald sempre ajuda.

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Uma paciente apresentou edema pulmonar grave em exame de rotina na ecocardiografia , com 4 semanas de pós infarto.

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O exame pós evento não revelava refluxo mitral maior que leve-moderado.

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Qual a explicação para o edema?

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Muitos cardiologistas desconhecem o texto acima.

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Mas o ecocardiografista deve ficar atento.

O exame pós estabilização não pode ser tomado como definidor da dinâmica do refluxo.

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Inicie a semana com Strain GLS

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http://imaging.onlinejacc.org/content/11/5/673

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Incremental Prognostic Utility of Left Ventricular Global Longitudinal Strain in Asymptomatic Patients With Significant Chronic Aortic Regurgitation and Preserved Left Ventricular Ejection Fraction

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Conclusions In asymptomatic patients with ≥III+ chronic AR and preserved LVEF, worsening LV-GLS was associated with longer term mortality, providing incremental prognostic value and improved reclassification.

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Fração de ejeção por Simpson é legal mas já foi…

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Cada vez mais o Strain ocupa o espaço da avaliação ventricular.

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Barato e rápido, vai se firmando como obrigatório.

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Falta o pagamento!

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Estenose aórtica com Doppler de carótidas

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Quem recebe um laudo de idoso com diagnóstico de estenose aórtica grave deve procurar sinais clínicos de gravidade:

. Diminuição do diferencial entre a pressão sistólica e diastólica. (Tipicamente 110/90mmHg)

. Pulso parvus et tardus

. Sopro em crescendo-decrescendo em foco aórtico com irradiação para carótidas


Mesmo que o ecocardiograma venha sem hesitação, com área abaixo de 0,8cm2

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Já o ecocardiografista pode usar uma manobra bem útil, caso realize Doppler de Carótidas.

Procure o padrão de Velocidade Sistólica na interna próxima do valor da diastólica,

algo incomum em idosos normais e mais comum em idosos com estenose aórtica significativa.

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p492

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O padrão acima na carótida interna é incomum no paciente acima de 65 anos.

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A gente PISA e a RM deita e rola

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Discordance Between Echocardiography and MRI in the Assessment of Mitral Regurgitation Severity: A Prospective Multicenter Trial

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109715001497

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É lógico que a concorrência  iria usar nossa insistência na errática avaliação com  PISA para comprovar superioridade da RM na insuficiência mitral.

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Vejo como avaliamos a regurgitação:

Components included were mitral regurgitant jet dimensions, regurgitant volume and regurgitant orifice area calculated using the proximal isovelocity surface area (PISA) technique, mitral E wave, vena contracta, left atrial volume, LV dimensions, and pulmonary vein systolic flow characteristics. 

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Conclusions

The data suggest that MRI is more accurate than echocardiography in assessing the severity of MR.

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Como a avaliação por PISA erra em 50% dos casos, fica fácil para a RM comprovar eficiência clínica.

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Nossas diretrizes para válvulas deveriam trazer o subtítulo:

Como padronizar a inferioridade da ecocardiografia.

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PISA perfeito não existe na rotina.

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Reproducibility of Proximal Isovelocity Surface Area, Vena Contracta, and Regurgitant Jet Area for Assessment of Mitral Regurgitation Severity

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https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1936878X09008602

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Figura 4. Distribuição do Acordo Global Interobservador Cru para Avaliação da Gravidade de MR

Acordo substancial (concordância bruta ≥80%), justo (concordância bruta de 60% a 79%) e pobre (concordância bruta <60%) são mostrados para 3 parâmetros do estudo para 18 observadores. Dos 16 pacientes, uma concordância substancial foi alcançada em 44% dos casos para área de jato de regurgitação mitral (RM), 44% dos pacientes para o método de vena contracta e apenas 38% para área de orifício regurgitante (EROA) com base na área de superfície da isovelocidade proximal raio.

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Figura 5. Distribuição do Acordo Interobservador Substancial entre os Ecocardiografistas que Praticam em um Único Centro e Múltiplos Centros

Dezoito cardiologistas praticantes em 11 instituições diferentes nos EUA, Japão e Israel avaliaram a gravidade da regurgitação mitral (RM) usando 3 métodos em 16 pacientes. Além disso, comparou-se a concordância interobservador para avaliação da gravidade da RM entre os 6 ecocardiografistas praticantes de uma mesma instituição e concordou com os ecocardiografistas de múltiplas instituições. Houve uma taxa similar, sub-óptima, de substancial concordância interobservador (concordância crua ≥80%) para todos os 3 parâmetros do Doppler de fluxo a cores entre intérpretes de intérpretes de centro único e multicêntricos.

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Nossa campanha anti PISA tem o apoio de pesquisadores sérios e dedicados:

SimonBinerMDAsimRafiqueMDFarhadRafiiMDKirstenTolstrupMDOmidNooraniMS§TakahiroShiotaMDSwaminathaGurudevanMDRobert J.SiegelMD

Division of Cardiology, Tel Aviv Sourasky Medical Center, Tel Aviv, Israel
Division of Cardiology, Cedars-Sinai Medical Center, University of California, Los Angeles, Los Angeles, California
Department of Internal Medicine, Kaiser Permanente, University of California, Los Angeles, Los Angeles, California
§
Department of Biomathematics, University of California, Los Angeles, Los Angeles, California

   		   	

Só repetimos o que o Feigenbaum escreve.

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Because the formula for the cross-sectional area involves the square of the radius, any error in measuring the left ventricular outflow tract may create a substantial error in flow calculation. A 2-mm error in measuring a 2.0-cm diameter outflow tract will result in an approximate 20% error in the flow volume calculation.

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Usar esta medida imprecisa para definir a estenose valvar aórtica é muito arriscado.

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