Feigenbaum: Ecocardiografia Separada!!! Agora o DIC vai ter que ouvir.

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O papa da ecocardiografia mundial, autor do livro obrigatório da área, repete literalmente o que o blog EchoTalk afirma quase semananalmente:

  • Ecocardiografia é um método diferenciado na cardiologia e precisa ser tratado em separado dos outros métodos radiológicos.

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Desafio um presidente ou diretor do DIC capaz de, merecidamente, dizer que o mestre Feigenbaum está ERRADO.

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Quem é contra o Feigenbaum deveria deixar o transdutor de lado e virar laudador de TC ou RM, sem desmerecimento.

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Mismatch indexado por superfície corporal?

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http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0735109712024849?via%3Dihub

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Artigo interessante enviado por Bárbara.

Mismatch está cada vez mais importante com o surgimento das TAVI.

E também com as próteses tradicionais em idosos, onde o anel calcificado dificulta a implantação de próteses adequadas.

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Não é fácil acreditar que a indexação por superfície corporal pode resolver o problema da análise.

O cálculo = SC (m2) = 0,007184 X ( Altura (cm)  )0,725) X ( Peso (kg) )0,425 ) 

envolve o peso de idosos, que tendem a ser menores após os 70 anos.

Bem com a altura, fruto da compactação e curvatura vertebral.

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SC baixos vão gerar áreas indexadas maiores (Índice= área/SC).

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Precisamos nos preparar para o aumento de Mismatch!!!

 

MitralClip: Eco Transtorácico resolve.

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http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/echo.13592/full

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Conclusions

A considerable proportion of patients have optimal mitral valve morphology for MitraClip. Moreover, TTE was particularly useful in determining whether or not the anatomical criteria for MitraClip implant were met in the majority of patients with secondary MR but in only a minority of those with primary MR.

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O clip Mitral surge como opção considerável para o tratamento da insuficiência com repercussão clínica.

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É frequente a explicação para a tese que um ventrículo ruim não sai bem da extracorpórea por retirada do “escape” de baixa pressão que seria o átrio esquerdo.

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Como sabemos que todas as intervenções acabam por diminuir a área Mitral na diástole, criando estenose, uma restrição ao enchimento ventricular pode ser mais importante que a ausência de “escape”.

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Em uma situação de ventrículo dilatado, diminuir o enchimento ventricular é catastrófico.

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Todas as plástica Mitrais e a maioria das próteses provocam estenose relativa em relação ao estágio de insuficiência  pura.

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O MitralClip também provoca estenose.

Como o ventrículo ruim se adapta ?

ou apenas ventrículos bons apresentariam respostas positivas?

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Válvulas: Diretrizes atualizadas quase a pedido…

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http://www.acc.org/latest-in-cardiology/ten-points-to-remember/2017/03/14/18/26/2017-aha-acc-focused-update-of-valvular-heart-disease

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Completo aqui em slides

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Finalmente o exercício entrou nas diretrizes de válvulas!!!

Indicação ampla IIa para o Eco de esforço em bicicleta

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VHD-Slide-Set-2014-Guideline-with-2017-Focused-Update

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O Eco de esforço em bicicleta ainda vai virar mania mundial!!!

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As pesquisas com poucos indivíduos e moedas lançadas poucas vezes.

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É incrível descobrir que apenas 20 pacientes estudados originaram uma das regras mais usadas em valvopatias!!!

http://circ.ahajournals.org/content/circulationaha/38/1/144.full.pdf

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Até a justificativa é confusa:

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Outro dia detectamos o uso do PHT para diagnóstico de Estenose Mitral em paciente de 78 anos!!!

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Usado totalmente fora do contexto do estudo inicial, só pode dar uma doença que não existe.

É preciso muito cuidado ao usar estudos limitados, com pequenas amostras, como os que frequentemente são publicados.

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Abaixo, a descrição em português, feita por Felipe Miranda, das lições de Nassin Taleb:

 

Há uma crença generalizada na capacidade de amostras pequenas refletirem a real distribuição da população.

De maneira um pouco mais formal, acreditamos que a lei dos grandes números pode valer também para os números pequenos. E o problema disso é que somos levados a conclusões equivocadas.
Se você jogar uma moeda pra cima milhões de vezes, é provável que metade das
observações sejam caras. Mas se você o fizer duas ou três vezes apenas, pode ser que todos os resultados sejam coroa.

Amostras pequenas são altamente suscetíveis a padrões meramente aleatórios – ou à falta de padrão, sei lá.
A tendência a acreditar na validade da lei dos pequenos números, como se ela pudesse se apropriar das mesmas características da lei dos grandes números, é, na verdade, um problema mais amplo, associado às dificuldades do cérebro em pensar estatisticamente com precisão.