Carótidas sem dono.

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O estudo das Carótidas com Doppler é um exame sem dono.

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Apesar do trabalho brilhante abaixo, não é aceito por todos:

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http://departamentos.cardiol.br/dic/publicacoes/revistadic/revista/2015/portugues/Numero_Especial/vol28_artigo%20especial_port.pdf

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A recomendação para uso no risco cardiovascular não é clara.

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A última diretriz americana para avaliação do risco cardiovascular
não recomenda a medida da EMI para avaliação do risco
de primeiro evento cardiovascular. Já nas últimas diretrizes
brasileiras, o aumento da EMI acima de 1,0 mm é considerado
um dos fatores agravantes que reclassificam os indivíduos em
grupo de risco intermediário para alto risco.

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Já o mesmo discurso não cola no Escore de Cálcio:

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EC EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS:
INDICAÇÕES, INTERPRETAÇÃO E PROGNÓSTICO
Indicações do EC
A indicação do EC em indivíduos assintomáticos com
risco intermediário, de acordo com métodos de estratificação
clínicos tradicionais, como o escore de Framingham, é
considerada apropriada/recomendada, com bom nível de
evidência pela II Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia/Colégio
Brasileiro de Radiologia e vários consensos
internacionais.

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Negativa de eco de esforço? Chame a ANS

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http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/espaco-do-consumidor/verificar-cobertura-de-plano

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Alguns diretores de UNIMED são, no mínimo, mal informados sobre o Ecoestresse físico.

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O não oferecimento de procedimentos que estão no rol acima implica em multa de até 80 mil reais por denúncia apresentada.

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Aparelho novo sem Strain

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Após o DIC, alguns leitores perguntaram se eu compraria em Agosto de 2018 um aparelho sem Strain.

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É preciso fazer uma projeção confiável para opinar.

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Existe uma probabilidade alta, maior que 80%, da modalidade Strain continuar sem pagamento por dois a quatro anos.

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Este é o tempo de melhor desempenho de um aparelho novo, pois após dois anos precisará de reforma do transdutor em um local de uso constante.

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Também sabemos que o Strain é apenas um software.

Que existe em dezenas de fábricas, copiados da concorrência ou desenvolvidos na empresa.

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A possibilidade de upgrade é alta e deve ser questionada.

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Então sim.

Compraria um aparelho básico sem Strain em Agosto de 2018.

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Tamponamento de verdade

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Echocardiographic Evaluation of Pericardial Effusion and Cardiac Tamponade

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Estudo acima, bem recente, cita estudo antigo mas muito confiável sobre o colapso diastólico do ventrículo direito no tamponamento verdadeiro.

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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3953452/

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Right atrium collapse is commonly observed during systole. In early systole (near the peak of the R wave), intracavity pressure is lower and the atrial indentation of the thin free wall is seen. Moreover, duration of atrial collapse (collapse longer than one-third of the cardiac cycle) has been described as an almost 100% sensitive and specific sign of clinical cardiac tamponade . While isolated RA collapse is frequently observed, collapse of the left atrium is, although described, rarely observed as a single chamber collapse (). It is usually seen in cardiac tamponade along with collapse of the RA . Collapse of both atria increases the sensitivity and specificity of cardiac tamponade.

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Right ventricle collapse is commonly observed in diastole. During early diastole (at the end of the T wave), intracavity pressures are lower . Collapse of the free wall appears with moderate increases in pericardial pressures and will decrease stroke volume, initially without significant changes in the systemic blood pressure due to compensatory mechanisms (). Initially, collapse of the RV free wall will only be present during expiration, but as collapse progresses, detection is possible throughout the respiratory cycle. Duration of collapse of the RV free wall is again an indicator of severity (). Collapse will last as long as pericardial pressures remain higher than RV filling pressures. Thus, the longer the indentation on the free wall, the more severe the tamponade. M-mode through the affected wall (always along with appropriate EKG tracing) is useful to assess duration and timing of collapse. Experimental studies demonstrate that RV diastolic indentation is more sensitive, specific, and has a better predictive value of cardiac tamponade than pulsus paradoxus (). Collapse of the LV is unusual, due to its thicker wall and may be seen in patients with severe pulmonary hypertension () or loculated PEff, typically around the free posterior wall of the LV following cardiac surgery () .

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Fração de ejeção padrão

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http://departamentos.cardiol.br/dic/poster.asp

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Por muito tempo utilizamos o corte de 25% ao Simpson para definir defeito sistólico acentuado.

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Acima de 50% era considerado normal.

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Os valores detalhistas da tabela acima dificultam a vida do ecocardiografista.

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Pensando no paciente e na indispensável comparação anual ou semestral dos valores, é melhor fazer uma cola e seguir a tabela acima.

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Quem têm Simpson automático vai perceber que os valores são menores, em média, que os adquiridos manualmente. Como já acontece na medida automática da espessura das carótidas.

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Recomendamos utilizar o modo automático sempre, fazendo pequenas intervenções nas medidas quando  necessário.

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O anormal o GLS ainda é mais difícil de definir.

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Abaixo de -14% parece patológico sempre, entre -14% e -17% pode ser…

Acima de -17% sugere normalidade em faixas etárias mais elevadas.

(Lembrando que são medidas negativas em porcentagem)

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As variações de pressões e velocidades

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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2794462/

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When the blood flow contracts to pass through a stenotic orifice, a portion of the potential energy (ie, blood pressure) is converted into kinetic energy, thus resulting in a pressure drop and acceleration of flow (Figure 1) (,). Downstream of the vena contracta, the flow jet re-expands, which causes flow turbulences. As a result of these turbulences, a large part of the kinetic energy is irreversibly lost as heat. Nonetheless, a portion of the kinetic energy is reconverted back to potential energy (pressure). The extent of this pressure recovery essentially depends on the relationship between the size of the valve orifice and the size of the aorta (Figure 1) (). The smaller the valve orifice relative to the size of the aorta, the more flow turbulence will occur and the less energy will be available to be recovered as pressure.

Doppler measurements rely on the maximum velocity or gradient measured across the aortic valve at the level of the vena contracta. On the other hand, catheterization measurements are generally performed a few centimeters downstream of the valve, where the pressure is fully recovered. As a result, the pressure gradient recorded by catheterization, which corresponds to the ‘recovered’ or net pressure gradient, tends to be lower than the Doppler gradient, especially in patients with smaller aortas (ie, aortic diameter at the sinotubular junction less than 30 mm). Consistently, catheter measurements will also yield larger values for EOA, compared with measurements derived from Doppler. In this context, it should be emphasized that the American College of Cardiology/American Heart Association guidelines were first established based on data obtained from catheter measurements (). The same cut-point values (eg, EOA less than 1.0 cm2 for severe AS) were then extended to echocardiographic data on the assumption that Doppler EOA and catheter EOA were equivalent parameters and indeed, the guidelines make no distinction between catheter and Doppler measurements of EOA. However, these parameters are not, in fact, equivalent, and differences in results of up to 50% may be observed depending on the size of the aorta and the severity of the stenosis

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Texto muito bom e explicativo das diferenças entre os gradientes obtidos ao CATETERISMO e ao ECOCARDIOGRAMA.

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A energia que ele afirma ser “perdida” na forma de calor, pode ser a responsável por dilatar a raiz da aorta?

Sendo assim, estenose grave só deveria ser encontrada em paciente com raiz da aorta dilatada.

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Então as dimensões da raiz da aorta deveriam entrar na avaliação da gravidade da estenose.

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GLS. Mais fácil realizar do que entender as indicações.

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http://imaging.onlinejacc.org/content/11/2_Part_1/260

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Esquema típico de raciocínio para uso de uma tecnologia.

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Ninguém vai saber isto de memória.

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O importante é que as indicações são muito mais amplas que acompanhar a  quimioterapia.

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Por enquanto, nada de pagamento.

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