
Categoria: 3D
Imagem CV: O fim da era do desafio diagnóstico e início da era do acompanhamento.

.
A grande disputa por diagnósticos entre métodos de imagem na cardiologia perdeu o sentido.
.
Com a evolução de todas as metodologias, acertar ficou mais fácil em quase todas as apresentações.
.
Milhares de artigos são publicados hoje para provar que o método A acerta 5% mais que o método B.
O que o paciente ganha com essa diferença? Nada.
Publicações com 30 indivíduos escolhidos a dedo para provar que um método é ligeiramente superior povoam as revistas e pesam nos currículos, sem acrescentar vantagem na grande maioria dos casos.
.
O diagnóstico feito ao Eco, Tomo ou RM acaba sendo certo, na população geral.
Quando a doença não é fatal, o que importa é o acompanhamento.
.
Vivemos agora a época do seguimento por longo tempo de pacientes cardiopatas ou candidatos à cardiopatia.
.
A era do seguimento exige exames repetidos e comparáveis.
.
Exames repetidos devem ser indolores, sem radiação ou contrastes com prejuízo renal.
.
A Ecocardiografia 3D com o Strain está pronta para ajudar sem prejudicar.
.
Roberto Lang e o 3D Automático

.
http://www.onlinejase.com/article/S0894-7317(17)30396-6/fulltext
.
Results
Automated analysis failed in 31/300 patients (10%). Patients with poor image quality (n = 72, 24%) showed suboptimal agreement with the reference technique, especially for LVEF. Importantly, patients with adequate (n = 89, 30%) and good (n = 108, 36%) images showed small biases and excellent correlations without border corrections, which were further improved with editing. In contrast, border corrections by inexperienced readers did not improve the agreement with reference values.
.
A pergunta continua:
- Por que corrigir uma imagem 3D com o uso dos cortes 2D?
.
Roberto e o 3D

.
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1936878X16301474?via%3Dihub
.
Ahead of future consensus statements on echocardiography education/training and guidelines we propose the following:
- 1.
-
3D echocardiography should be included as an integral part of future advanced training statements in level III echocardiography.
Só no nível III? Então vai aprender 2D completamente antes de iniciar o 3D?
- 2.
-
Competency in 3D echocardiography should be specifically detailed in training statements.
A separação entre as habilidades 2D e 3D ainda serão estimuladas?
- 3.
-
Future generations of echocardiography laboratory directors should be proficient in all aspects of 3D transthoracic and transesophageal echocardiography, including acquisition, manipulation, interpretation, and analysis of datasets.
Aí sim, todos devem dominar o 3D. E o futuro deve ser 2018.
- 4.
-
Current laboratory directors without competency in 3D imaging should strongly consider gaining experience through continuing medical education initiatives.
Esta sugestão eu quero ver acontecer. O maior obstáculo ao 3D é o ecocardiografista que domina há anos o 2D!!!
- 5.
-
Level III echocardiographers and laboratory directors should actively work to ensure 3D echocardiography is incorporated across the country.
A divisão de níveis não favorece o 3D. Vai funcionar como um limitante aos grandes centros, como acontece com as microbolhas.
O 3D precisa ir pelo mesmo caminho do Speckle Tracking , qualquer um pode usar .
O Roberto da ecocardiografia
.
http://www.uchospitals.edu/physicians/roberto-lang.html
.
Aortic Valve Replacement for Moderate Aortic Stenosis with Severe Calcification and Left Ventricualr Dysfunction—A Case Report and Review of the Literature
.
http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fcvm.2017.00014/full
.
Para aproveitar amplamente a visita de Roberto Lang ao Brasil, colocaremos em destaques os artigos que mais impactaram a área.
.
Este chamou a atenção por diferentes estimativas da área aórtica.
Diferentes demais!
A pior estimativa e provavelmente com maior erro foi a realizada com o pacientes descompensado!!!
Lição para todos os ecocardiografistas!!!
.
Repeat echocardiogram showed again severely reduced EF (<20%) now with qualitatively severe calcific changes of the aortic valve with a mean gradient of 17 mmHg and an aortic valve area of 0.83 cm2.
.
Invasive hemodynamic measurements during right and left heart catheterization demonstrated increased biventricular filling pressures (RA 12 mmHg, RV 52/12 mmHg, PA 50/30 with mean of 23 mmHg, and LVEDP 30 mmHg), mildly reduced cardiac output (PA saturation 73%, cardiac index by Fick 2.9 L/min, and cardiac index by thermodilution 2.6 L/min), and moderate aortic stenosis with peak-to-peak pressure gradient of 20 mmHg between left ventricle and ascending aorta, with a calculated aortic valve area of 1.5 cm2 by the Hakki equation
.
the visual estimated EF increased from 25 to 43%, and this was associated with a change of mean baseline aortic gradient of 12–19 mmHg, with a calculated aortic valve area by the continuity equation of 1.37 cm2
.
3D revela mais do que custa

.
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0894731717300482
.
Conclusions
Assessment of 3D mitral valve morphology in children is possible in a modern clinical pediatric echocardiography laboratory using transthoracic images, although further optimization of imaging is needed. The saddle shape of the mitral annulus was preserved across age and size. Most mitral valve parameters increased linearly with patient size
.
A ecopediatria entendeu primeiro o papel do 3D na ecocardiografia.
Dá até vontade de voltar a fazer cardiopatia congênita!!!
.
Ecoestresse para DM Assintomático: Custo-Benefício favorável é uma meta proibida na imagem atual?

.

.
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1525-1497.2004.40012.x/full
.
Já apresentamos o artigo acima aqui.
Como já apresentamos vários outros que colocam o ecoestresse físico como o exame com melhor aplicação na busca de coronariopatia significativa.
.
Mesmo assim, o congresso é inundado de 3D Transesofágico, microbolhas e Strain.
Pior, Tomografia e RM cardíaca…
http://www.congressodic.com.br/convidados/index.php#topo
.
Resta-nos ouvir, como tem acontecido nos congressos recentes, o grande professor argentino Jorge A Lowenstein defender o ecocardiograma de esforço em espanhol.
Poderia ser em chines ou russo.
Pois em nosso território, há uma surdez seletiva para a modalidade ecocardio de esforço.
A revolução do 3D nas cardiopatias congênitas

.
http://www.onlinejase.com/article/S0894-7317(16)30431-X/pdf
.
Os cardiopediatras já perceberam algo que nós, os ecocardiografistas de adultos, não entendemos:
- O 3D é revolucionário!
.
Na pediatria, o 3D substitui completamente o cateterismo, RM e Tomo.
Caso usem o contraste de microbolhas ou mesmo macrobolhas, nada fica sem diagnóstico.
.
Reparem no texto o uso das imagens em 3D apenas, na maioria das demonstrações.
.
Esqueçam o 2D antes de iniciar um exame 3D!!!
3D: O alto custo da concorrência

.
Quanto custa para o estado um diagnóstico sofisticado em cardiologia?
.
Um aparelho de tomo ou RM apto para cardiologia custa pelo menos 2 milhões. Por ano de funcionamento, podemos estimar em 150 mil.
O preparo da área para receber uma máquina dessas fica no mínimo em 300 mil.
A manutenção anual completa custará outros 300 mil.
A equipe de enfermagem e apoiadores ficaria por mais 200 mil anuais.
A equipe médica passaria facilmente de 300 mil
Consumo de seringas, equipos e contraste, baseado no HC, podemos colocar como acima de 500 mil.
.
Total aproximado de 1 milhão 750 mil.
145 mil por mês
.
O custo de 500 reais por hora de uma máquina assim é plenamente justificado para neurologia e outras áreas mas não vale a pena ocupar uma máquina com este custo para exames cardiológicos no SUS.
.
Uma demanda de 10 casos cardiológicos por semana implicaria em 40 horas da máquina para a cardiologia, ou seja, 240 mil por ano.
.
Um eco 3D custaria 300 mil, ficaria a disposição sempre e ainda faria a rotina!
Sem contrato de manutenção.
.
Então não entendemos quando dizem que o aparelho 3D é caro, para o SUS.
.
