Por que as Fibrilações atriais geram refluxo?

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http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1540-8175.2009.00904.x/full

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Estudo com poucos casos mas muito bem realizado.

Com área do anel quase dobrada, o mecanismo predominante é a dilatação do anel.

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Outro estudo avalia os benefícios da redução do anel:

https://academic.oup.com/icvts/article-lookup/doi/10.1093/icvts/ivv119

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CONCLUSIONS

Our results suggest that MV repair leads to reductions in MR, LA size and HF symptoms, and that it may prevent future HF events in patients with atrial functional MR.

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O aumento do anel parece ser componente essencial do refluxo.

Seria uma consequência óbvia da dilatação dos átrios na FA?

Sabemos que o anel mitral faz parte do trígono fibroso e têm relação próxima com os vasos da base e o ventrículo.

Já as paredes atriais são relativamente soltas, permitindo dilatações consideráveis sem afetar as câmaras vizinhas.

Pode uma dilatação atrial forçar a dilatação anular?

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Alguns acreditam que sim

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003497510006351

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Outros acreditam que não:

CONCLUSIONS

Isolated annular dilation does not usually cause moderate or severe MR. Important functional MR also depends on LV dilation and dysfunction, leading to an altered force balance on the leaflets, which impairs coaptation

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http://ac.els-cdn.com/S0735109702018387/1-s2.0-S0735109702018387-main.pdf?_tid=cfc305f4-1637-11e7-9564-00000aacb361&acdnat=1490981642_aaf69ef68f653f682ea22f291196c5ea

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O que os ecocardiografistas acham?

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A regurgitação da fibrilação atrial. FA como doença valvar.

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http://www.onlinejacc.org/content/58/14/1474?_ga=1.70854224.1365454424.1470316645

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Results MR patients were older than controls and more often had persistent AF (62% vs. 23%, p < 0.0001). MR patients had larger left atria (volume index: 32 cm3/m2 vs. 26 cm3/m2, p = 0.008) and annular size (3.49 cm vs. 3.23 cm, p = 0.001), but similar left ventricular size and ejection fraction. Annular size, age and persistent AF were independently associated with MR. On follow-up echocardiogram, patients in continuous sinus rhythm had greater reductions in left atrial size and annular dimension, and lower rates of significant MR (24% vs. 82%, p = 0.005) compared with those in whom sinus rhythm was not restored.

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Raramente examinamos um paciente com FA e SEM refluxo mitral.

A combinação é absolutamente predominante e leva frequentemente a superestimação do refluxo mitral, induzida por achado de átrio grande.

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Por isso, alguns autores sugerem que a FA é uma doença valvar na maioria das apresentações, mesmo sem lesão do aparelho mitral.

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Temos dúvidas na gênese da FA relacionada à dilatação do Átrio, já que o caminho maior a percorrer é  insignificante(V= 100 cm/s), dada a velocidade do impulso elétrico.

Parece que o bloqueio da condução por zonas de fibrose é o fator determinante.

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Onde estão as zonas de fibrose mais comuns? No trígono fibroso.

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A FA pode ser, pelo menos em alguns casos, uma doença do aparelho mitral ou sua área de sustentação.

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PISA têm mais defeitos que virtudes ao 2D

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A three-dimensional insight into the complexity of flow convergence in mitral regurgitation: adjunctive benefit of anatomic regurgitant orifice area

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http://ajpheart.physiology.org/content/301/3/H1015.long

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Voltamos ao PISA 2D por conta de uma “atualização” nas diretrizes de válvulas.

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Caso você queira medir a área de metade de uma laranja, melhor aceitar o 3D como a regra.

O corte 2D leva a análises seguidamente díspares.

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Vejam no artigo que só o 3D pode fazer o cálculo aproximado da regurgitação.

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Melhor ainda, vejam a variação interobservador e intraobservados do método 2D!

Fazia tempo que não víamos um desvio padrão gigantesco como este!

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A atualização de 2017 usa estudos antigos e favoráveis ao 2D PISA.

Um erro já na largada.

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RM para volume do Átrio Esquerdo. E as escolas de 3D Echo continuam falando da Mitral…

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Em 2011 o grupo de RM enxergou nos volumes um motivo para realizar RM de rotina.

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Enquanto isso, debatemos o 2D:

AQUI O ARTIGO

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Como era previsível, a RM chegou ao volume atrial na população em geral:

http://circimaging.ahajournals.org/content/10/2/e005047

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Entendem onde eles querem chegar???

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Só o ecocardiograma transtorácico 3D pode competir com a RM!

Mas as escolas de eco 3D continuam ensinando Mitral e Via de saída.

Pior, ensinando 3D como acessório do 2D.

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Não dá nem para botar a culpa no DIC pois até a ASE entrou nesta.

Sem falar na ESCARDIO, que nem tem mais revista de ecocardiografia.

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Histórias: Os 3 magos do ecoestresse 


Veio um aluno de uma cidade média do interior de SP

Muito simpático, aprendeu rápido e virou nosso aluno e amigo em outros cursos

Três meses depois , outro aluno de ecoestresse revelou ser da mesma cidade.

– É amigo do xxxx?

– Concorrente!

Demos curso normalmente e ele se foi.

Mais seis meses e outro aluno da cidade .

Cauteloso, perguntei sobre os colegas

– Concorrente!!!!

Mas mais focado em uma cidade pequena vizinha!!!!!

Só quem faz ecoestresse em bicicleta pode entender como isso é possível!!!!

Histórias da EchoTalk: Só um dia por semana.

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Colega com 5 anos de ecocardiografia e proprietário de clinica de cardiologia com a família de médicos.

Objetivo: Aprender Ecoestresse na bicicleta pois as cintilografias eram realizadas na distante capital, Salvador.

– Quero fazer só os meus caos, um dia por semana, ele disse.

Ecocardiografista bom e experiente, dominou a metodologia em dois dias.

Entre as conversas, argumentamos que cidades do interior gastam fortunas enviando pacientes do SUS para a capital, para realizarem  cintilografia e que oferecer o Ecoestresse seria bom para todos.

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Dito e feito.

Em 1 ano, visitou prefeituras e secretários da saúde.

Hoje o volume de ecoestresse chega a ser maior que o de ecocardiograma de repouso em sua agenda semanal.

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Ele está muito bem e seu único arrependimento é não ter aprendido ecoestresse com esforço logo que terminou a especialização!!!

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O que Strain têm a ver com válvulas?

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http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/echo.13236/full

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Aortic Valve Disease and Vascular Mechanics: Two-Dimensional Speckle Tracking Echocardiographic Analysis

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Conclusions

Quantitative measures of aortic mechanics were lower for AS patients, suggesting a more significant derangement of aortic elastic properties. In the context of AVD, vascular mechanics assessment proved useful in gauging clinical prognosis.

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A doença valvar é uma doença do coração. De todos os componentes.

Analisar a Válvula em separado, sempre foi e sempre será um erro.

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